sábado, 27 de maio de 2006

A que horas é o próximo autocarro?




Penso que os partidos políticos, independentemente da cor ou do nome ou mesmo da sua colocação relativa esquerda/centro/direita não se conseguem livrar da fama (e proveito) de servir de trampolim aos "trepadores" que têm pululado na política nacional e municipal. E onde há fumo há fogo. Por mais que nos tentem convencer do contrário. E tanto maior é essa minha convicção quanto mais esses mesmos partidos (ou movimentos) se apregoam como tentando preencher lacunas a que nenhum dos outros deu importância; ou seja, verdadeiro poder de decisão por parte das pessoas enquanto isto mesmo e não pelo degrau da escada hierárquica para onde os pretendem remeter, reunião à volta de assuntos urgentes e discussão aberta em vez do célebre "braço no ar" porque é da minha cor ou porque o emblema da lapela é igual ao meu.
E porque já fui militante de partidos políticos (que à partida seriam impolutos em relação ao acima exposto mas que à chegada eram tudo menos isso mesmo), é que ainda acredito que as pessoas podem e têm obrigação de fazer aquilo para que Manuel Alegre alertou: mandar para as urtigas a hierarquia e a "disciplina" partidária, votar em consciência com a própria consciência, marimbar-se nos estatutos do partido e assumir as paixões, acreditar (enfim) na democracia. Em duas palavras: ser cidadãos.
E exactamente por assim pensar é que também acho que os tais "trepadores" começam (fatal como o destino) a lançar ganchos sobre os caminhos que a candidatura de Manuel Alegre abriu (ou melhor: poderia ter aberto) sobre a maneira de pensar os "corpos gerentes" aqui do rectângulo à beira-mar plantado. Não me tendo chegado às mãos os estatutos do Movimento de Intervenção Cívica, parece-me pelo que li nos jornais que vai haver desde generais a praças, passando por "imposição de medalhas" (é a minha maneira de apelidar os membros de honra). A posição alcançada nas presidenciais poderia ter servido para relançar a consciência cívica e o debate aberto e assumido sobre todo e qualquer ponto de interesse colectivo. Mas parece que não, a água já está inquinada. Assim, e porque só não muda quem nada aprende, Alegre deveria sair do autocarro enquanto é tempo e apanhar outra carreira; é que esta já tem muita malta tentando viajar à borla.
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Talvez não devesse ter escrito este "post", mas a verdade é que já por mais de uma vez fui convidado para pertencer a listas autárquicas (de diversos quadrantes políticos), tendo de dizer que não em virtude de pensar exactamente pelas razões que me levaram a simpatizar com a atitude de Manuel Alegre. Será necessário dizer que os convites se reportavam aos degraus cá de baixo, que ajudam os "trepadores" a guindar-se ao pau da bandeira?

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Dejá-vu ?

O seguinte texto recebi-o por e-mail dum remetente desconhecido, tendo sido ao mesmo tempo enviado para mais de trinta receptores. Spam ou não, sei que o que ali está é verdade (eh eh), pelo que não resisto a partilhá-lho com todos vocês.
Todos os dias a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. Produzia e era feliz.
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada. Contratou então uma barata que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi estabelecer um horário para entrada e saída da formiga. De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a elaborar os relatórios e contrarou uma aranha que, além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análises de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito. Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga, de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo.
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete. A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalhoe no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade onde a formiga trabalhava já não rendia como antes, e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes, que concluía: "Há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho a certeza de que estás pensando como eu: "onde raio é que já vi este filme?"

sábado, 20 de maio de 2006

A mais bela bandeira do mundo


fotografia adaptada daqui


1 - Gostei. Vi apenas um bocadinho pela televisão, mas gostei. Em contrapartida não fui à baila com a Dulce Pontes, desda vez desiludiu-me um bocadinho; lento demais, mortiço, e se alguém tiver a gravação pode ver que houve lá pelo menos dois pontapés n"A Portuguesa".
2 - Resta agora esperar pela atitude do pessoal "civil": ainda por aí existem farrapos de nacionalidade pendurados nas antenas, nas cordas da roupa... assim que passou a "tusa do mijo" marimbaram-se no nacionalismo e cagaram-se no trapo.
3 - Parabéns aos chineses. Finalmente apareceram no "Modelo" (deviam pagar-me a publicidade) bandeiras decentes, não consegui encontrar um único erro, desde as medidas aos célebres castelos. Sem faltar o rebordo branco no escudo, inserido este em rectângulo virtual de 7 por 8 (isto é que é mania, hem?).
4 - Afinal onde é que andam os nossos têxteis? Mais uma vez ultrapassados na curva enquanto discutiam o "perigo amarelo".

segunda-feira, 8 de maio de 2006

"Se o Dantas é português, eu quero ser espanhol"


A imagem foi tirada daqui

Contra tudo e todos, o ministro da saúde quer que os nossos filhos sejam espanhóis.
Com sinceridade, já começo a estar-me nas tintas pra essa treta do Conde Andeiro que estava metido no armário depois de andar a pinar na "Aleivosa" no alvorecer do 1º de Dezembro de 1640; na guerra das laranjas e na questão de Olivença; na batalha de Aljubarrota com cada português a aguentar-se contra cinco espanhóis (logo cinco), com a dita padeira que, fininha e formosa como donzela que se quer, despachava (tá-se mesmo a ver) à pazada barbudos castelhanos habituados à vida guerreira; com o filipe-segundo-de-espanha-primeiro-de-portugal mais o seu descendente e ainda o neto; com a gaita do tratado de tordesilhas.
Já não há mesmo pachorra. Deixem-me ser espanhol, ora gaita!
Se o senhor ministro da saúde acha que mais proveitoso do que arranjar condições pra que os portugueses nasçam em Portugal, é fechar maternidades pra que as nossas pançudas vão ali ao lado, pois seja. Se o senhor ministro fica contente que as nossas barrigudas tenham de andar noventa e mais quilómetros de táxi, sujeitas aos solavancos, se acha que isso é mais seguro, feche a porra das maternidade que os nossos filhos vão ser paridos ali em Espanha. Se o senhor ministro da saúde pensa que a maioria da gente deste país tem dinheiro pra andar a parir em clínicas particulares, lá tem as suas razões.
Mas se o senhor ministro é português, eu quero ser espanhol. PIM!

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Semáforos

Fiquei a saber pelos noticiários e por aqui que, afinal de contas, a temporização dos semáforos é regulamentada por lei. De verdade que nunca tinha pensado no assunto. Mas como para Lisboa me estou eu nas tintas, que aquilo é Portugal e eu, felizmente, estou na paisagem, dou os parabéns à Câmara Municipal de Beja por ter sido pintado um traço contínuo ali junto ao Mercado Municipal; desta vez acertaram. É que quem vai dos lados do Liceu, apanhando o mercado ao lado esquerdo, estava sujeito a ter de esperar que quem, no desempenho da sua profissão e com toda a legitimidade, tivesse oportunidade de virar à esquerda. Parece que com a obrigatoriedade de ir à rotunda lá ao fundo a coisa ficou resolvida.
Mas como tenho sempre de incomodar um bocadinho... quem é que põe (e porquê) a gaita dos semáforos em intermitente certos dias da semana?

sinceridade...















"O holocausto não aconteceu ... ainda."

Retirado daqui