segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Re-forma nu enxino, xá!


Evolução do ensino da matemática em Portugal. Como está bom de ver, é evidente a "parceria" Matemática/Língua Portuguesa no material que recebi por "e-mail". A absoluta necessidade de obtenção de bons valores em ambas as disciplinas tem sido perseguida pelos ministérios da educação ao longo dos anos (evidência extraída dos textos seguintes), bem como os alunos têm vindo a corresponder ao solicitado; se não totalmente na Matemática pelo menos em Língua Portuguesa.
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Ensino fascista - anos 60
Um camponês vendeu um saco de batatas por 100$00. As suas despesas de produção foram iguais a 4/5 do preço de venda.
Qual foi o seu lucro?
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Ensino democrático - anos 70
Um camponês vendeu um saco de batatas por 100$00 (cem escudos). As suas despesas de produção foram iguais a 4/5 (quatro quintos) do preço de venda ou seja, 80$00 (oitenta escudos) e sobraram 20$00 (vinte escudos).
Qual foi o seu lucro?
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Ensino moderno - anos 80
Um camponês troca um conjunto B de batatas por um conjunto M de moedas. O cardinal do conjunto M é 100 e cada elemento de M vale 1$00.
Desenha o diagrama de Venn do conjunto M com 100 pontos que representam os elementos desse conjunto.
O conjunto C dos custos de produção tem menos 20 elementos do que o conjuntro M. Representa C como sub-conjunto de M e escreve a vermelho o cardinal 20 do conjunto L do lucro.
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Ensino renovado - anos 90
Um agricultor vendeu um quilo de batatas por 100$00. Os custos de produção elevam-se a 95$00 e o lucro é de 5$00.
Trabalho a realizar em grupo: sublinha a palavra "batatas" e discute-a.
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Ensino actualizado - ano 2000
1 kampunes ressebeo um çubssidio de 50000 euros para purduzir bués de çacos de batatas, o cual vendeo pur 50 euros kadaum e gastou nenhuns euros dele. Ana-lisa o testo do izercicio, com verte 1 euro em escudos i em ceguida dis o que penças desta maneira de henriquesser.
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Ensino da próxima década - (via web)
Um industrial agricola go to buy 10 trucks de tuberculo de batata no site www.mail.vegeta.come . A cotacao do vegetal em bolsa sofre um "Bull" e o industrial obtem um profit de 100 k eurodollars.
Define atraves de texto formatado em HTML o plano estrategico de enriquecimento para a producao off-shore desses vegetais sem recurso a subsidios on-line.
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Ensenansa de la proxima generacion
Un agricultor del Alentejo pretende vender a su producion de patata do ano y dirige-se a sub-estacion agricola de Elvas-Sur-Badajoz levando cinquenta sacos de patatas. Ao llegar pergunatm de que provincia son as patatas, ao que el agricoltor diz que son do Alentejo. El funcionario pede o certificado de origem y o agricoltor diz que non tem. Entonces o funcionario diz que non pode aceptar aquellas patatas porque so com o certificado de origem passado pelo Ministerio de Agricoltura com sede em Madrid é que as patatas podem ser vendidas.
Quantas notas de cien euros deve el agricultor dar ao funcionario para vender las patatas?
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Enxino atoal a dixtanxia (via telelé)
1 kampunex prdxiu alto batatax i vendeoax o prexo k kix.
Va yoh mcdonaldx kom o piple da tua turma.
Fonix ax batatax+u kota do kampunex.

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Eis aqui o verdadeiro herói



Não! NÃÃÃÃOOOO! Estão enganados!! O herói é o coiote!

Ao contrário do que sinto pelo Tweety, o canário apaneleirado (apaneleirado sim senhor!) do "post" anterior, a minha admiração pelo coiote não tem limites. O bicho passa a vida a tentar um jantarinho e acaba sempre por levar com um combóio pelas fuças, ou pelo menos um autocarro, quando não vai por aí abaixo (fffiiiiiiiiiiiiiii... pum!) dum desfiladeiro batendo com o espinhaço mesmo lá no fundo.

É que nas histórias do coiote e do bip-bip (a galinha da pradaria que corre pra caraças) não há mais que dois-apenas-dois personagens levados a agir um pelo cru e urgente empurrão da fome, a outra pela necessidade de salvar o pêlo (neste caso as penas).

Aqui não há velha cegueta nem canário hipócrita pra desancar no pobre desinfeliz coitado que apenas tenta ganhar a vidinha de acordo com a prateleira para onde a evolução o atirou (poooorra! mas que frase, hein?). E nenhum dos dois, por isso mesmo, é intrinsecamente (outro palavrão) mau.

Digam-me lá se, mesmo se fosse só pela ausência de diálogos, o coiote e a galinha não eram mil vezes mais interessantes que toda aquela multidão de "actores" das novelas portuguesas.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Cabrão do pássaro

Não aconselhável aos "púdicos victorianos", pela linguagem utilizada.


Olhem lá com atenção. Qualquer um que consiga ler um mínimo que seja de expressão corporal (não é só pra utilizar na mesa do "Luis da Rocha", é também para aplicar), e qualquer um que se digne pertencer ao reino animal e a não ser uma simples couve-lombarda o conseguirá, repara logo que o cabrão do pássaro é um hipócrita, falso, falsário e falsete, queixinhas quanto-não-baste disposto a arruinar 33,33% do seu mais que ínfimo universo (é só ele, mais a velha e o gato) a bem do seu prazer onanista (porra, gaita de palavrão) de ver o pobre desinfeliz do gato levar porrada nos cornos que a velha lhe descamba à custa daquele podre guarda-chuva que nunca mais se parte.
Mesmo em miúdo nunca gostei do cabrão do pássaro. Nunca. Basta ver que o gato , mal aparecia por uma nesga da porta e olhava para a merda da gaiola, estava logo a apanhar com a gaita do guarda-chuva nos cornos, só por um simples olhar.
A velha ía às compras, quando voltava lá estava o gato a comer na cornadura.
A velha estava a fazer um chá, assim que se lembrava lá desancava o pobre coitado.
A velha ía mudar o penso (não ía porque isso não pode aparecer nos desenhos animados americanos, mas enfim), lá estava o gato a comê-las.
Porra de sina a do gato.
Mas se o felino apenas existia por isso mesmo, pela razão do saboroso penudo, porque é que a p**a da velha não punha um cadeado na merda da gaiola?
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Hoje deu-me pra isto, nada de especial, é só porque não gosto do pássaro, presunçoso, descarado, queixinhas, f.d.p., protegido da p. da velha, mais a p. que o pariu!

O mundo deu duas voltas


O mundo deu duas voltas (no sentido literal, porque no figurado... ufaaa.) desde que a azinheira entrou para a "blogosfera". Faz hoje dois aninhos que aqui escrevi que "Alguém pode amar o que não conhece?", referindo-me a certa atitude perante a "alentejanidade"; atitude essa de indivíduos nascidos AQUI no Alentejo.
Se a "escrevinhatura" tem sido menos abundante nos últimos tempos é porque a família também tem direito a nós durante umas horitas por dia (e têm de ter acesso ao Messenger, ao hi5 - chamam-lhe aifive, pra isto já sabem inglês, eh eh, aos resumos das merdibelas e merdas com açucar durante umas HOROOONAS. No entanto, sinto-me contente (cretinos, estejam calados que eu não disse "realizado") por poder intervir mais um bocadinho nesta bola azul.
Quanto a fazer a história da azinheira, quem quiser que se entretenha a ler os "posts", eh eh.
Daqui mando os parabéns ao amigo abade anacleto que também está a recuperar o fôlego das velas que apagou ontem.
Aos amigos e amigas que por aqui passam, que comentam ou não comentam, e aos inimigos (não me parece que tenha, "pero que las hay, hay) um obrigado do fundo do pêto.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Os cumpridores-a-qualquer-preço

Conta-se que um alentejano chegou a Lisboa e ficou muito admirado quando reparou em dois trabalhadores, munidos um de pá e outro de picareta, que se dedicavam à tarefa de abrir e tapar buracos. Um esperava enquanto o outro "picaretava" até abrir um buraco de uns setenta centímetros de profundidade, desviando-se a seguir para o da pá tapar o dito cujo, trabalho que acabava com duas palmadinhas da pá no montinho de terra que ficava testemunhando o local da obra. Lá acendiam uma cigarrada e abalavam para uns trinta metros de distância, repetindo-se o ritual.
O homem não se conteve perante tão bizarra tarefa, e lá teve de indagar o que se passava.
- Boas tardes.
- Boa tarde.
- Então os senhores estão trabalhando.
- Pois então, não se vê logo?
- E qual é o vosso trabalho?
- Você é alentejano, não é?
- Sou, e daí?
- É que se nota logo. Não me diga que não vê que andamos a trabalhar para a iluminação da rua.
O espanto do nosso compadre estava-lhe marcado no rosto.
- Pois... mas eu nunca vi abrir buracos para tapar logo de seguida.
A resposta foi clara:
- Oiça lá. O sr. engenheiro mandou-nos pôr os postes nesta rua, duma ponta à outra. O meu companheiro abre os buracos. A minha tarefa é tapá-los. Lá por ter faltado o colega que põe os postes a gente não deixa de fazer o nosso trabalho.
...
É claro que a história é anedota, mas não deixa de caricaturar a falta de espírito crítico que pode levar (acredito que por simples descuido facilmente solucionável) a situações semelhantes à que o nikonman aqui aponta. Ou até pode haver razões que a razão desconhece.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Vai um mergulhinho?

Vai para uns trinta anos que não passava pela água da piscina de Beja. Zanguei-me com ela num verão em que saí de lá com os olhos mais vermelhos que um pimentão, tal a quantidade de desinfectante que para ali era mandada "a balde". E foi ali que tive as minhas aulas de natação aos dez anos de idade, foi ali que fui (mau) nadador do Desportivo de Beja pelos meus catorze anos, era ali que passava as manhãs e as tardes de verão com o grupo de amigos adolescentes depois de fazer a digestão a jogar "ó mónópólio" no antigo Centro de Juventude (e o sr. António a mandar vir com a algazarra que a gente fazia quando um sortudo conseguia ficar com a Rua Augusta e o Rossio logo de seguida, era cada "arrochada" quando lá punha os hóteis...). Era também na piscina que púnhamos uma moeda de 10 tostões (meio cêntimo, pra os menos cotas) na jukebox do bar do Nolasco para ouvir o "je t'aime moi non plus" que era mais do que proibido na altura, princípio dos anos setenta (fica aqui o desafio a essa malta que se julga práfrentex: utilizem o kazaa, o e-mule ou o raio que parta quem quiserem mas experimentem ouvir o "je t'aime", independentemente de suspiros e sussurros e depois digam-me o que pensam sobre uma música bem feita do princípio ao fim, letra e voz aparte).
Pois como ía dizendo, fiquei surpreendido, e pela positiva: começando pela entrada, não paguei. Os dadores de Sangue (com letra grande, pois então) não pagam; e acho mais que justo. Não que mereçamos ou almejemos recompensa, mas pode ser visto como o reconhecimento pelo acto que todos deveriam assumir - boniiiito. Domingo de manhã... ahhhhhh. Domingo, só é pena que já amanhã seja segunda. Também é pena que tenham tirado a metade do banco dos balneários que fechava a porta do cubículo onde a gente muda de roupa. Plenamente de acordo que a porta fosse ao ar; acabaram-se as ganzas e tal e tal ali ao desbarato, mas sempre a gente se sentava pra vestir os calções, é que isto de ter trinta+iva ....
Ponham lá, por favor, o relógio da torrinha a funcionar de novo. Ou será preciso o puto de alguém de peso ir pra dentro de água pensando que já fez a digestão, com as fatais consequências, pra que "afinal quem é o responsável??!!"
Prontos (está na moda o prontuchhhh, que é feito do velhinho "pronto!"?), já viram que gostava e gosto da piscina de Beja. Tirando a vespa que pisei (gozem, gozem...), estou pronto (eh eh) a voltar lá.
Mas, por favor e a bem duma terra que tem a praia mais próxima a uns trinta quilómetros (Messejana...) acabem de vez com coisas como esta.