quarta-feira, 13 de setembro de 2006
A principal diferença entre inteligência e estupidez é que a primeira tem limites
Nunca fui muito (nem pouco) de acreditar em orações de mãos dadas, ou de mãos nos bolsos; farto-me de rir quando qualquer canal anuncia que vai passar um documentário sobre a procura de vida extraterrestre e depois me aparecem uns gajos todos muito compenetrados a "mandar mensagens tepáticas aos ovnis".
Nunca acreditei nessas cartas cheias de promessas/ameaças que "se não continuares a corrente ficas com a unha do medo mindinho do pé direito encravada"; "o genereal Lee rasgou a carta quebrando a corrente e apanhou um terçolho no olho do traseiro", etc.
Agora a coisa fia mais fino: passou-se das ameaças para o toque directo ao músculo cardíaco da malta mais propensa à solidariedade, quando não à desinformação a todo o custo. E vai daí toca de nos cairem na caixa de correio mensagens com a intenção mais sórdida possível.
Estou "careca" de receber fotos da miúda queimada que vai receber 6 cêntimos por cada reenvio, que o bill gates vai pagar à família para tratamento; fotos do gaiato a quem a liga americana contra o cancro vai pagar a operação se a malta conseguir o número de três milhões de reenvios do e-mail.
Mas será que o pessoal que usa a net e o correio electrónico é todo tosco? Como raio que os parta é possível a liga-do-não-sei-quantos saber quantos pacóvios foram na conversa dum gozão qualquer? E o bill gates tem maneira de saber quantos e-mails os tansos mandam? Está-se nas tintas para que mandem ou não e-mails ou e-merdas, o que lhe interessa é vender!
Olhem só para isto: no mês passado, pela terceira vez recebi a mesma foto da mesma miúda horrivelmente queimada. Quem dava o dinheiro era, da primeira vez em meados do ano passado, a Microsoft. Da segunda e mais ou menos pela mesma altura era, pasmem!, o Google; da última era uma fundação argentina da qual já nem me lembro o nome. Feliz criança, tanta gente a querer ajudá-la que até lhe mudaram o nome: se da primeira vez era Mary Qualquer Coisa da última já a tinham rebatizado para Lupe Valdez... uma questão de tradução, pois claro.
Agora apreceu-me um mail duma criança queimada em todo o corpo, com a pungente mensagem de que os pais não têm dinheiro para ligaduras e tratamentos, só o terão se o mail fôr mandado por aí a torto e a direito. Em vez de e-merdas abram uma conta num banco e aí sim, mandem o número pela net: é mais rápido e dá muito mais.
Um apelo: se querem gozar com a estupidez, gozem. Mas por favor: escusam de lá colocar fotos de infelizes que nem sabem que estão a servir para "punhetas mentais" de gente sem pinga de vergonha!
terça-feira, 12 de setembro de 2006
Sócratex

Hoje não me apetece escrever o que quer que seja. Vai daí decidi ir ver o correio e um amigo tinha-me mandado esta bela prenda de imagem. Com a questão: o que dizes de cada um destes gajos?
A resposta é simples: não digo de cada um deles mas dele pura e simplesmente; é que a figura dos três macacos não é nem mais nem menos que a representação dum indivíduo politicamente autista. Agora que cada um pense em quem quiser.
domingo, 10 de setembro de 2006
Não me empurrem, por favor !!!
Ninguém gosta de esperar. Muito menos quando essa espera está relacionada com uma obrigação, ou com algo a que não se pode furtar: pagar impostos na repartição de finanças, fazer um depósito no banco, renovar o B.I. na conservatória. É claro que até já há maneiras de se fugir (mais ou menos impunemente) à espera. Cá por mim, quando não posso fugir levo o jornal ou um livrinho e até sou capaz de dar a vez a uma velhinha que tem "o marido à espera pra almoçar", mesmo que veja pelo piscar de olho do funcionário que a velhota é viúva há mais anos do que eu tenho barba. E as instituições até vão arranjando maneiras de não ter ali a malta a "azucrinar" a cabeça dos que estão trabalhando, até porque estar a trabalhar sob a algazarra que se ouve em determinados locais "é obra" e leva a que tenha que se abrandar o que já por si mesmo é demorado; ou então surge o erro, que leva ainda mais tempo a remediar. E surgem as senhas, que até dão prá malta ver mais ou menos quantos estão à frente, ir beber uma bejeca pra refrescar e voltar mais perto da hora provável de atendimento. Até aqui, tudo bem, e só não gosta do esquema das senhas quem preferia ver ali o pessoal à espera em "filinha de pirilau", tudo de pé a sofrer da hérnia discal, à espera duma oportunidade para "pois quando você aqui chegou não reparou que eu já cá estava? É que tive de ir ali fora ligar o telemóvel e quando voltei já você aqui estava...". É claro que sempre há alminhas tão angélicas que continuam a cair em esquemas destes.
Mas com o que não posso mesmo é com a "coisificação" do ser humano, o "encaixar" a toda a força o indivíduo, levá-lo ao extremo de não poder tampouco fugir não às obrigações mas ao legítimo direito de ser uma pessoa e não ter de andar a correr atrás dos ponteiros como se fosse uma pedra dum jogo. É o caso das SMS a avisar que está na nossa vez . Que alguém se sirva disso para ir tratar de outros assuntos, nada de mal advém daí para o mundo; se a ideia é tornar a espera menos dolorosa, muito bem. Mas a intenção será essa? Desculpem se acho isso uma "sacanice" tremenda que apenas serve para nos remeter ao lugar de "cumpridor", de "encaixado". Recuso-me a ser apenas uma peça da engrenagem que tem de correr com o papelinho na mão porque o telemóvel me avisou.
Quem quiser que engula o anzol; também podem levar a amostra e a cana. Não me venham é pra cá depois com poemazinhos lamechas e fotografias pindéricas do pôr-do-sol em tons encarnados, dizendo que ninguém os avisou (como se isso ainda fosse necessário).
sábado, 9 de setembro de 2006
Não se faz aos amigos!
Não se faz mas "tá fêto", e pronto.
É que o zig pôs-me na lista e agora tenho de arrotar com a pastilha, eh eh.
Não é que goste por aí além ou que deteste dar a cara por aquilo em que acredito, ms o mais difícil é arranjar outros seis que respondam também. Passo a explicar o "esquema": cada um dos convidados é convidado a "prantar" aqui seis caracteríticas/manias (manias têm os outros, pra nós é só cólidades) suas, desafiando outros seis a fazer o mesmo. Vai daí que seis elevado ó códrado são logo trinta e seis. Dá um tratado....
Mas aí vai. Não por ordem, porque cada uma completa as outras.
"primêra caratrística" - não creio em milagres, mas se deus existisse saberia como tenho tentado fazê-los. É que é mesmo assim. Todos os dias fazemos o "milagre" de não mandar "áquele sítio" trezentos e vinte e cinco tipos mais parôlos que uma porta, contibuindo assim para que a estupidez continue a grassar por aí impunemente.
"segunda carkística" - adoro pisar a relva. Anda para aí meia dúzia de cretinos a dizerem que não se pode e depois, às duas da manhã, vão lá pôr os lulus a cagar. Os meus sapatos são menos santos que o cu dos cães deles...
"terchêra cartista" - mas quem é essa gente para fingir para os outros (e para eles próprios) que cresceu? Vivem (ou sobrevivem) o dia-a-dia fingindo que não lhes apetece ir jogar ao berlinde com os putos de quem se escondem enquanto espreitam o jogo pelas frestas da janela? Deixem-se de merdas e vão jogar ao berlinde com os gaiatos. Ganhem um pouco de vergonha de vós próprios!
"kuarta ! carratista" - as recordaçõs. Exactamente pela razão que mencionei na "terchêra". Se ninguém vive de recordações só um estúpido consegue viver sem elas. Ou um fingido.
"quinta cara.. crstrí, car... porra, isso aí" - teimo em acordar bem disposto, passar o dia bem disposto, ir para a cama bem disposto. Por mais que isso dôa a quem manda nesta pôrra toda.
"sâista carrecarraterístitica" - fazer de todas as mencionadas e outras tantas a minha filosofia de vida.
Desculpem serem tão telegráfico, mas se me ponho para aqui a responder exaustivamente, são pelo menos seiscentas carra.. caractarim... crastibas.. porra, gaita, essas coisas que o zig pediu!
.
Não vou indicar outros seis. Que me desculpe o Zig: peço é que quem quiser (ou tiver coragem para) seguir a corrente o faça, deixando aqui em comentário o link ( e aumentam o número de visitantes no vosso blog, vá lá!)
É que o zig pôs-me na lista e agora tenho de arrotar com a pastilha, eh eh.
Não é que goste por aí além ou que deteste dar a cara por aquilo em que acredito, ms o mais difícil é arranjar outros seis que respondam também. Passo a explicar o "esquema": cada um dos convidados é convidado a "prantar" aqui seis caracteríticas/manias (manias têm os outros, pra nós é só cólidades) suas, desafiando outros seis a fazer o mesmo. Vai daí que seis elevado ó códrado são logo trinta e seis. Dá um tratado....
Mas aí vai. Não por ordem, porque cada uma completa as outras.
"primêra caratrística" - não creio em milagres, mas se deus existisse saberia como tenho tentado fazê-los. É que é mesmo assim. Todos os dias fazemos o "milagre" de não mandar "áquele sítio" trezentos e vinte e cinco tipos mais parôlos que uma porta, contibuindo assim para que a estupidez continue a grassar por aí impunemente.
"segunda carkística" - adoro pisar a relva. Anda para aí meia dúzia de cretinos a dizerem que não se pode e depois, às duas da manhã, vão lá pôr os lulus a cagar. Os meus sapatos são menos santos que o cu dos cães deles...
"terchêra cartista" - mas quem é essa gente para fingir para os outros (e para eles próprios) que cresceu? Vivem (ou sobrevivem) o dia-a-dia fingindo que não lhes apetece ir jogar ao berlinde com os putos de quem se escondem enquanto espreitam o jogo pelas frestas da janela? Deixem-se de merdas e vão jogar ao berlinde com os gaiatos. Ganhem um pouco de vergonha de vós próprios!
"kuarta ! carratista" - as recordaçõs. Exactamente pela razão que mencionei na "terchêra". Se ninguém vive de recordações só um estúpido consegue viver sem elas. Ou um fingido.
"quinta cara.. crstrí, car... porra, isso aí" - teimo em acordar bem disposto, passar o dia bem disposto, ir para a cama bem disposto. Por mais que isso dôa a quem manda nesta pôrra toda.
"sâista carrecarraterístitica" - fazer de todas as mencionadas e outras tantas a minha filosofia de vida.
Desculpem serem tão telegráfico, mas se me ponho para aqui a responder exaustivamente, são pelo menos seiscentas carra.. caractarim... crastibas.. porra, gaita, essas coisas que o zig pediu!
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Não vou indicar outros seis. Que me desculpe o Zig: peço é que quem quiser (ou tiver coragem para) seguir a corrente o faça, deixando aqui em comentário o link ( e aumentam o número de visitantes no vosso blog, vá lá!)
sábado, 2 de setembro de 2006
O triunfo dos porcos

Não, não estou a falar da maravilhosa obra de George Orweel, nem da sua passagem à banda desenhada (animada) que alguém se devia preocupar em passar por um destes dias num qualquer canal de televisão, em vez de floriporras e merdalhices com açucar.
Já aqui comentei que se está bem na piscina de Beja; os níveis de cloro na água parecem razoáveis (pelo menos não me ficam a arder os olhos), a "densidade populacional" tanto no relvado como no "molho" dá para a gente se esticar à vontade...
Com o que não posso mesmo é com o triunfo dos porcos. Que dizer quando num raio de três metros se encontram duas palhinhas de refresco, um copo (balde) da coca-cola, três papéis de pastilhas elásticas, o papel dum gelado; e mais à frente duas páginas duma revista quase ao lado dum pacote de "ice tea"?
Poderão argumentar que noutro tempo lá estavam o Sardinha, o Alhinho, e mais uma série de vigilantes permanentemente que aquilo "até dava dó": se viam algum puto no relvado jogar a bola para outro, lá vinha logo o vigilante a correr que "aqui não se joga à bola, vê lá se queres ir lá pra fora já!" De acordo que era demais. Mas o que está em causa hoje não pode ser atribuído à gestão da piscina, o que está em causa é o mais elementar civismo na fruição dum espaço que é de todos.
Desta vez a culpa não é da gestão, nem de falta de onde colocar o lixo; não é falta de vigilância e duvido mesmo que tenha a ver com educação. Tem a ver, isso sim, com a consciência de impunidade que leva os porcos triunfar. Sempre.
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