Confesso que sou culpado; por minha causa a microsoft não pagou 0,03 € (não reenviei o e-mail) e vai daí aquela criança na Etiópia a quem crescera uma pata de caranguejo na testa não pôde ser operada pela 27ª vez.
Também quebrei a corrente da carta que estava a dar de novo a volta ao mundo (como é que se conta uma volta ao mundo no correio electrónico?) e daí já há cinco meses que estou à espera que caia a ponte vasco da gama (a carta ameaçava quinze dias...)
Apesar de ser dador de sangue estive-me nas tintas para procurar um gajo com o dito fluído vital do grupo J (é por ordem alfabética)e não reenviei o e-mail, nem me certifiquei que o número de telefone do pobre desinfeliz coitado era verdadeiro, mas era mesmo, porque tinha onze dígitos... Mais um que se foi pró catano por minha culpa.
Já não há pachorra para tanta estupidez. O intuíto de enviar e reenviar parvoíces por e-mail é nada mais nada menos que coleccionar endereços que são depois cedidos para spam. E os patos ajudam, pois reenviam, reenviam, reenviam, nem se dando tampouco ao trabalho de usar o bcc para os endereços, e reenviando a si próprios (não vou explicar como isso se faz, além de simples pra caraças aquelas bestas fariam melhor à humanidade se lessem apenas o help do outlook em vez de reenviar porcarias). Decidi, isso sim, reenviar aquele tipo de mensagens ao remetente, tantas vezes quanto os endereços de correio que estejam à vista. É divertido e faz bem ao ego.
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aquiou o que diz o
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