E pronto, esturriquei 15 neurónios, o que corresponde mais ou menos a 2327 sinapses, mas consegui mudar o "template" e pôr umas coisitas em português. O brasão da cidade, ali n9o canto superior direito foi "fanado" no sítio do Arquivo Municipal.
Tá melhor, não tá?
domingo, 3 de outubro de 2004
quarta-feira, 29 de setembro de 2004
O rei pode não ir nú, mas lá que vai em cuecas...
Como já escrevi aqui, considero que a TVI faz um tipo de televisão nojento, nada dignificante do jornalismo, e dum nacional "puxa-lagrimismo" atroz. Mas ontem, tenho de dar a mão à palmatória, gostei do que vi. Estava eu postado em meu descanso, roncando de preguiça no sofá, com o telecomando na mão "zappingando" à procura de algo interessante, quando dou com a notícia de ouro! O furo do ano! O rei Alberto João foi contestado na sua ilha. Lá tive de gramar a Boca Guedes um pedaço de tempo mas valeu a pena: não perdi pitada. E escaqueirei-me a rir por ver que um casal de irmãos (um e uma, pois então, que isso de casais de dois ou de duas é javardice)foi prá inauguração do jardim real com umas faixas pintadas a mandar vir com El-Rei D. Alberto João.
Não me venham dizer que o governo regional pagou 10 ou 12 milhões de euros (meus incluídos) pelo terreno que estava degradado, não me venham com a balela de que o local era acoito de drogados, nem me lixem com o estafado argumento tão usado em ocasiões semelhantes de que se valorizou o terreno e pim pam pum! Se, desta vez, El-Rei tem razão ou não estou-me borrifando. O que me interessa é que alguém perdeu o medo e começou a bater-lhe o pé. Estribado na cobardia de quase toda uma classe política que fica acocorada perante ofensas à República Portuguesa, perante uma indiferença cúmplice do governo (seja laranja, rosa ou morango, talvez banana, todos se calam quanto aos desmandos de El-Rei), perante uma Assembleia da República que nada mais faz que "rosnar baixinho" a um trauliteiro, este mesmo ofende toda uma nação destilando em cada intervenção pública o seu ódio "ó contnent"!
Por tudo isso regozijei! A polícia lá estava a mando do caceteiro, impedindo aquela avassaladora multidão de dois (DOIS!) indivíduos de provocar desacatos. Tornou-se óbvio que o esplendor de Sua Majestade mandou uns salpicos de lama para cima dos agentes, que impediram aqueles dois energúmenos de se manifestarem pacificamente, que isso de direitos consagrados na Constituição é com os "gajos do contnent!". Visivelmente incomodados pela presença de máquinas de filmar lá se portaram cordialmente para com os detractores de El-Rei; resta saber serão assim todos os dias...
Não me venham dizer que o governo regional pagou 10 ou 12 milhões de euros (meus incluídos) pelo terreno que estava degradado, não me venham com a balela de que o local era acoito de drogados, nem me lixem com o estafado argumento tão usado em ocasiões semelhantes de que se valorizou o terreno e pim pam pum! Se, desta vez, El-Rei tem razão ou não estou-me borrifando. O que me interessa é que alguém perdeu o medo e começou a bater-lhe o pé. Estribado na cobardia de quase toda uma classe política que fica acocorada perante ofensas à República Portuguesa, perante uma indiferença cúmplice do governo (seja laranja, rosa ou morango, talvez banana, todos se calam quanto aos desmandos de El-Rei), perante uma Assembleia da República que nada mais faz que "rosnar baixinho" a um trauliteiro, este mesmo ofende toda uma nação destilando em cada intervenção pública o seu ódio "ó contnent"!
Por tudo isso regozijei! A polícia lá estava a mando do caceteiro, impedindo aquela avassaladora multidão de dois (DOIS!) indivíduos de provocar desacatos. Tornou-se óbvio que o esplendor de Sua Majestade mandou uns salpicos de lama para cima dos agentes, que impediram aqueles dois energúmenos de se manifestarem pacificamente, que isso de direitos consagrados na Constituição é com os "gajos do contnent!". Visivelmente incomodados pela presença de máquinas de filmar lá se portaram cordialmente para com os detractores de El-Rei; resta saber serão assim todos os dias...
domingo, 26 de setembro de 2004
"O Alentejo é feio"
Obtive esta fotografia em 1996, perto de Beja, junto à Quinta da Saúde. A mancha vermelha é "apenas" um manto de papoilas. Venham de lá os bimbos dizer que o Alentejo é feio.
Fonte Mouro
Li há uns tempos e já nem sei onde que Beja, ao contrário de outras terras do sul, não tem a sua história de mouras encantadas. Pois tem-na, e bem bonita
..
Ao contrário do que aconteceria uns séculos mais tarde, aquando da abjecta história da Inquisição, depois da conquista de Beja ainda por cá ficaram bastantes sarracenos que, continuando com as suas crenças religiosas, viviam em paz com os novos senhores da região.
Ora a menos de uma légua para norte da cidade, no local onde é agora Fonte Mouro, habitava um mouro bastante rico, pai de uma belíssima moça por quem um jovem cavaleiro cristão se tomou de amores. Também ela não ficou indiferente à figura do jovem; e começaram a encontrar-se pela calada da noite nos jardins do palacete árabe, por entre palmeiras e serenos lagos.
Mas o astuto árabe, desconfiado da súbita felicidade da filha, pôs-se a espiá-la e descobriu dos seus amores. Não querendo que uma devota de Alá se unisse a um cristão proibiu-a de se encontrar com o namorado. Valeu aos amantes uma velha ama que criara a moça e que conseguiu combinar a fuga. Numa noite de lua cheia, o cavaleiro arrumou a sua montada ao muro do palacete e assobiou o sinal combinando, pouco tardando para que a jovem pulasse para o lado de fora.
Já ambos no cavalo se preparavam para partir quando do escuro surge o vulto do árabe que, erguendo os braços ao céu, invocou o nome de Alá e rezou o velho encantamento de muito poucos conhecido.
Conta-se que do céu desceu um raio que transformou o jovem ousado em fonte, enquanto a bela árabe se transformava em cobra.
.
Passaram nove séculos. Ninguém mais soube do velho árabe e o palacete desfez-se, comido pelo pó dos tempos. Mas ainda hoje se pode ver, nas cálidas noites de lua cheia, uma enorme cobra com um belíssimo rosto de mulher ir beijar a água da fonte ...
..
Ao contrário do que aconteceria uns séculos mais tarde, aquando da abjecta história da Inquisição, depois da conquista de Beja ainda por cá ficaram bastantes sarracenos que, continuando com as suas crenças religiosas, viviam em paz com os novos senhores da região.
Ora a menos de uma légua para norte da cidade, no local onde é agora Fonte Mouro, habitava um mouro bastante rico, pai de uma belíssima moça por quem um jovem cavaleiro cristão se tomou de amores. Também ela não ficou indiferente à figura do jovem; e começaram a encontrar-se pela calada da noite nos jardins do palacete árabe, por entre palmeiras e serenos lagos.
Mas o astuto árabe, desconfiado da súbita felicidade da filha, pôs-se a espiá-la e descobriu dos seus amores. Não querendo que uma devota de Alá se unisse a um cristão proibiu-a de se encontrar com o namorado. Valeu aos amantes uma velha ama que criara a moça e que conseguiu combinar a fuga. Numa noite de lua cheia, o cavaleiro arrumou a sua montada ao muro do palacete e assobiou o sinal combinando, pouco tardando para que a jovem pulasse para o lado de fora.
Já ambos no cavalo se preparavam para partir quando do escuro surge o vulto do árabe que, erguendo os braços ao céu, invocou o nome de Alá e rezou o velho encantamento de muito poucos conhecido.
Conta-se que do céu desceu um raio que transformou o jovem ousado em fonte, enquanto a bela árabe se transformava em cobra.
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Passaram nove séculos. Ninguém mais soube do velho árabe e o palacete desfez-se, comido pelo pó dos tempos. Mas ainda hoje se pode ver, nas cálidas noites de lua cheia, uma enorme cobra com um belíssimo rosto de mulher ir beijar a água da fonte ...
sábado, 25 de setembro de 2004
Bom ouvido
Quando o cow-boy, no alto do cavalo, parou ao seu lado, o índio, com o ouvido esquerdo colado ao chão, exclamou:
- Três cavalos. Dois homens e uma mulher nova. O cavalo da mulher é preto e os dos homens são castanhos. Todos usam duas pistolas. Ela tem um cantil com água e um deles tem barba e bigode.
- E tu consegues saber tudo isso escutando aí no chão? - perguntou o cow-boy.
- Eu não estou escutando, sua besta!!! Fui atropelado por eles há dez minutos!
- Três cavalos. Dois homens e uma mulher nova. O cavalo da mulher é preto e os dos homens são castanhos. Todos usam duas pistolas. Ela tem um cantil com água e um deles tem barba e bigode.
- E tu consegues saber tudo isso escutando aí no chão? - perguntou o cow-boy.
- Eu não estou escutando, sua besta!!! Fui atropelado por eles há dez minutos!
A TVI METE NOJO!
.
O telejornal da TVI começou às 20.00H. Neste momento são 20.30H e a TVI continua com a notícia de abertura, em directo da Figueira, Portimão: o tio da Joana, a mãe da Joana, se a Joana está viva ou não, se a Joana já era alvo de agressões. A cambada está lá toda, à espera de dar umas palmadas num dos suspeitos, mas em directo, em frente às câmaras de televisão, porque de acordo com o que estou a ver, falam mas de costas e com a voz distorcida. E se o julgamento não fôr de porta fechada, toda a gente lá vai mas apenas para berrar à saída, e em frente às câmaras, porque isto de ser herói e dizer a verdade, só de costas e com a voz distorcida. Não fora a tristeza e o revoltante do caso, apeteceria dizer que "isto é da joana..."
À TVI não interessa se as joanas deste país são bem ou mal tratadas, se vão continuar a levar porrada ou se o padrasto lhes salta para cima, se foram violadas ao cinco anos de idade ou se morreram virgens. O que interessa à TVI, e à cambada, é o folhetim, é uma novela que não paga direitos de autor e onde os personagens apenas querem um pagamento: falar de costas para a câmara e com a voz distorcida.
.
Realmente a TVI mete nojo.
O telejornal da TVI começou às 20.00H. Neste momento são 20.30H e a TVI continua com a notícia de abertura, em directo da Figueira, Portimão: o tio da Joana, a mãe da Joana, se a Joana está viva ou não, se a Joana já era alvo de agressões. A cambada está lá toda, à espera de dar umas palmadas num dos suspeitos, mas em directo, em frente às câmaras de televisão, porque de acordo com o que estou a ver, falam mas de costas e com a voz distorcida. E se o julgamento não fôr de porta fechada, toda a gente lá vai mas apenas para berrar à saída, e em frente às câmaras, porque isto de ser herói e dizer a verdade, só de costas e com a voz distorcida. Não fora a tristeza e o revoltante do caso, apeteceria dizer que "isto é da joana..."
À TVI não interessa se as joanas deste país são bem ou mal tratadas, se vão continuar a levar porrada ou se o padrasto lhes salta para cima, se foram violadas ao cinco anos de idade ou se morreram virgens. O que interessa à TVI, e à cambada, é o folhetim, é uma novela que não paga direitos de autor e onde os personagens apenas querem um pagamento: falar de costas para a câmara e com a voz distorcida.
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Realmente a TVI mete nojo.
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