Náááá....! se pensam que venho para aqui defender o aborto ou mandar vir com o Paulinho dos Marinheiros, desenganem-se que hoje não estou para aí virado.
Hoje venho falar mal de meia duzia de abortos que aceitaram ser metidos numa quinta com a casa de banho lá ao fuuuundo, sem electricidade e sem TE-LE-MÓ-VEL!!! Diabo dos diabos: sem telemóvel! Já viram que alimárias????
Ora bolas, que haja famílias portuguesas sem electricidade, a quem importa isso?
E se essas famílias não tiverem electricidade nem água, que se lixem que o problema é delas, pois então.
E se não tiverem electricidade, nem água, nem pão, que se desenrasquem.
E se não tiverem electricidade, nem água, nem pão, e nem tampouco casa de banho, que se desenrasquem e que façam o serviço de cu ao léu, que é saudável.
E se ainda por cima tiverem cinco ou seis filhos, que arranjem uma televisão, mas que antes arranjem a electricidade, mas que arranjem também a água, e que não façam mais moços que é pra precisarem de pouco pão, e que comprem um telemóvel.
Ora gaita, então meia dúzia de abortos que aceitam ser metidos numa quinta com a casa de banho lá ao fuuuundo, sem electricidade e sem telemóvel (diabo dos diabos: sem telemóvel) são programa de televisão, não têm telemóvel e isso é notícia.
Mas as famílias que não têm água, pão, electricidade, casa, essas quando é que começam a ser notícia?
domingo, 3 de outubro de 2004
Tuning
Segundo o meu dicionário de inglês-português, 3ª edição, Porto Editora "... afinação, acto de afinar (instrumento musical); MECÂNICA afinação (de motor, etc.); ..."
Pronuncia-se "tiuning" e não "tâning" como a "jornalista" da SIC insiste, mas enfim.
Mas vem isto a propósito dum certo João, adepto do "tuning", que por isto mesmo modificou a sua "bomba" comprada aos 18 anos e que agora tem 21 (dinheirito do papá?). Pratica "Street Racer" (se eu fosse inglês chamar-lhe-ia "street race", né? É que ninguém pratica maratonista, quando muito pode praticar maratona...)
Pois como eu dizia, e segundo o noticiário que acabei agora mesmo de ver na SIC,o João que pratica Street RaceR tem uma bomba que comprou aos 18 anos e tem agora 21, diz que aquilo dá muita adrenalina, e que tão culpado é quem faz corridas de Street RaceR (outra vez a porra do R a mais...) como quem lá está a ver, porque se uns vêm ver é porque se corre e se outros fazem Street RaceR (porra do R, hem?) é porque está alguém a ver. Mas se o faz na Ponte Vasco da Gama é porque o Estado não faculta sítios para estas coisas. Olha-me que esta! ... Então o João que pratica Street RaceR (e a porra do R final não cai, hem?) quer sítios para praticar? Eu tenho um latinhas a cair de velhote,pago IRS, pago imposto de circulação, pago seguros, pago o raio que os parta, e o João que comprou a bomba aos 18 e tem 21 já deve ter pago moooonnnntes de impostos para que este lhe faculte um local para praticar à borliu? Ó João, então e se tu e mais os teus amigos da Street Race(R) fossem todos prá porra?
Pronuncia-se "tiuning" e não "tâning" como a "jornalista" da SIC insiste, mas enfim.
Mas vem isto a propósito dum certo João, adepto do "tuning", que por isto mesmo modificou a sua "bomba" comprada aos 18 anos e que agora tem 21 (dinheirito do papá?). Pratica "Street Racer" (se eu fosse inglês chamar-lhe-ia "street race", né? É que ninguém pratica maratonista, quando muito pode praticar maratona...)
Pois como eu dizia, e segundo o noticiário que acabei agora mesmo de ver na SIC,o João que pratica Street RaceR tem uma bomba que comprou aos 18 anos e tem agora 21, diz que aquilo dá muita adrenalina, e que tão culpado é quem faz corridas de Street RaceR (outra vez a porra do R a mais...) como quem lá está a ver, porque se uns vêm ver é porque se corre e se outros fazem Street RaceR (porra do R, hem?) é porque está alguém a ver. Mas se o faz na Ponte Vasco da Gama é porque o Estado não faculta sítios para estas coisas. Olha-me que esta! ... Então o João que pratica Street RaceR (e a porra do R final não cai, hem?) quer sítios para praticar? Eu tenho um latinhas a cair de velhote,pago IRS, pago imposto de circulação, pago seguros, pago o raio que os parta, e o João que comprou a bomba aos 18 e tem 21 já deve ter pago moooonnnntes de impostos para que este lhe faculte um local para praticar à borliu? Ó João, então e se tu e mais os teus amigos da Street Race(R) fossem todos prá porra?
tá melhor assim
E pronto, esturriquei 15 neurónios, o que corresponde mais ou menos a 2327 sinapses, mas consegui mudar o "template" e pôr umas coisitas em português. O brasão da cidade, ali n9o canto superior direito foi "fanado" no sítio do Arquivo Municipal.
Tá melhor, não tá?
Tá melhor, não tá?
quarta-feira, 29 de setembro de 2004
O rei pode não ir nú, mas lá que vai em cuecas...
Como já escrevi aqui, considero que a TVI faz um tipo de televisão nojento, nada dignificante do jornalismo, e dum nacional "puxa-lagrimismo" atroz. Mas ontem, tenho de dar a mão à palmatória, gostei do que vi. Estava eu postado em meu descanso, roncando de preguiça no sofá, com o telecomando na mão "zappingando" à procura de algo interessante, quando dou com a notícia de ouro! O furo do ano! O rei Alberto João foi contestado na sua ilha. Lá tive de gramar a Boca Guedes um pedaço de tempo mas valeu a pena: não perdi pitada. E escaqueirei-me a rir por ver que um casal de irmãos (um e uma, pois então, que isso de casais de dois ou de duas é javardice)foi prá inauguração do jardim real com umas faixas pintadas a mandar vir com El-Rei D. Alberto João.
Não me venham dizer que o governo regional pagou 10 ou 12 milhões de euros (meus incluídos) pelo terreno que estava degradado, não me venham com a balela de que o local era acoito de drogados, nem me lixem com o estafado argumento tão usado em ocasiões semelhantes de que se valorizou o terreno e pim pam pum! Se, desta vez, El-Rei tem razão ou não estou-me borrifando. O que me interessa é que alguém perdeu o medo e começou a bater-lhe o pé. Estribado na cobardia de quase toda uma classe política que fica acocorada perante ofensas à República Portuguesa, perante uma indiferença cúmplice do governo (seja laranja, rosa ou morango, talvez banana, todos se calam quanto aos desmandos de El-Rei), perante uma Assembleia da República que nada mais faz que "rosnar baixinho" a um trauliteiro, este mesmo ofende toda uma nação destilando em cada intervenção pública o seu ódio "ó contnent"!
Por tudo isso regozijei! A polícia lá estava a mando do caceteiro, impedindo aquela avassaladora multidão de dois (DOIS!) indivíduos de provocar desacatos. Tornou-se óbvio que o esplendor de Sua Majestade mandou uns salpicos de lama para cima dos agentes, que impediram aqueles dois energúmenos de se manifestarem pacificamente, que isso de direitos consagrados na Constituição é com os "gajos do contnent!". Visivelmente incomodados pela presença de máquinas de filmar lá se portaram cordialmente para com os detractores de El-Rei; resta saber serão assim todos os dias...
Não me venham dizer que o governo regional pagou 10 ou 12 milhões de euros (meus incluídos) pelo terreno que estava degradado, não me venham com a balela de que o local era acoito de drogados, nem me lixem com o estafado argumento tão usado em ocasiões semelhantes de que se valorizou o terreno e pim pam pum! Se, desta vez, El-Rei tem razão ou não estou-me borrifando. O que me interessa é que alguém perdeu o medo e começou a bater-lhe o pé. Estribado na cobardia de quase toda uma classe política que fica acocorada perante ofensas à República Portuguesa, perante uma indiferença cúmplice do governo (seja laranja, rosa ou morango, talvez banana, todos se calam quanto aos desmandos de El-Rei), perante uma Assembleia da República que nada mais faz que "rosnar baixinho" a um trauliteiro, este mesmo ofende toda uma nação destilando em cada intervenção pública o seu ódio "ó contnent"!
Por tudo isso regozijei! A polícia lá estava a mando do caceteiro, impedindo aquela avassaladora multidão de dois (DOIS!) indivíduos de provocar desacatos. Tornou-se óbvio que o esplendor de Sua Majestade mandou uns salpicos de lama para cima dos agentes, que impediram aqueles dois energúmenos de se manifestarem pacificamente, que isso de direitos consagrados na Constituição é com os "gajos do contnent!". Visivelmente incomodados pela presença de máquinas de filmar lá se portaram cordialmente para com os detractores de El-Rei; resta saber serão assim todos os dias...
domingo, 26 de setembro de 2004
"O Alentejo é feio"
Obtive esta fotografia em 1996, perto de Beja, junto à Quinta da Saúde. A mancha vermelha é "apenas" um manto de papoilas. Venham de lá os bimbos dizer que o Alentejo é feio.
Fonte Mouro
Li há uns tempos e já nem sei onde que Beja, ao contrário de outras terras do sul, não tem a sua história de mouras encantadas. Pois tem-na, e bem bonita
..
Ao contrário do que aconteceria uns séculos mais tarde, aquando da abjecta história da Inquisição, depois da conquista de Beja ainda por cá ficaram bastantes sarracenos que, continuando com as suas crenças religiosas, viviam em paz com os novos senhores da região.
Ora a menos de uma légua para norte da cidade, no local onde é agora Fonte Mouro, habitava um mouro bastante rico, pai de uma belíssima moça por quem um jovem cavaleiro cristão se tomou de amores. Também ela não ficou indiferente à figura do jovem; e começaram a encontrar-se pela calada da noite nos jardins do palacete árabe, por entre palmeiras e serenos lagos.
Mas o astuto árabe, desconfiado da súbita felicidade da filha, pôs-se a espiá-la e descobriu dos seus amores. Não querendo que uma devota de Alá se unisse a um cristão proibiu-a de se encontrar com o namorado. Valeu aos amantes uma velha ama que criara a moça e que conseguiu combinar a fuga. Numa noite de lua cheia, o cavaleiro arrumou a sua montada ao muro do palacete e assobiou o sinal combinando, pouco tardando para que a jovem pulasse para o lado de fora.
Já ambos no cavalo se preparavam para partir quando do escuro surge o vulto do árabe que, erguendo os braços ao céu, invocou o nome de Alá e rezou o velho encantamento de muito poucos conhecido.
Conta-se que do céu desceu um raio que transformou o jovem ousado em fonte, enquanto a bela árabe se transformava em cobra.
.
Passaram nove séculos. Ninguém mais soube do velho árabe e o palacete desfez-se, comido pelo pó dos tempos. Mas ainda hoje se pode ver, nas cálidas noites de lua cheia, uma enorme cobra com um belíssimo rosto de mulher ir beijar a água da fonte ...
..
Ao contrário do que aconteceria uns séculos mais tarde, aquando da abjecta história da Inquisição, depois da conquista de Beja ainda por cá ficaram bastantes sarracenos que, continuando com as suas crenças religiosas, viviam em paz com os novos senhores da região.
Ora a menos de uma légua para norte da cidade, no local onde é agora Fonte Mouro, habitava um mouro bastante rico, pai de uma belíssima moça por quem um jovem cavaleiro cristão se tomou de amores. Também ela não ficou indiferente à figura do jovem; e começaram a encontrar-se pela calada da noite nos jardins do palacete árabe, por entre palmeiras e serenos lagos.
Mas o astuto árabe, desconfiado da súbita felicidade da filha, pôs-se a espiá-la e descobriu dos seus amores. Não querendo que uma devota de Alá se unisse a um cristão proibiu-a de se encontrar com o namorado. Valeu aos amantes uma velha ama que criara a moça e que conseguiu combinar a fuga. Numa noite de lua cheia, o cavaleiro arrumou a sua montada ao muro do palacete e assobiou o sinal combinando, pouco tardando para que a jovem pulasse para o lado de fora.
Já ambos no cavalo se preparavam para partir quando do escuro surge o vulto do árabe que, erguendo os braços ao céu, invocou o nome de Alá e rezou o velho encantamento de muito poucos conhecido.
Conta-se que do céu desceu um raio que transformou o jovem ousado em fonte, enquanto a bela árabe se transformava em cobra.
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Passaram nove séculos. Ninguém mais soube do velho árabe e o palacete desfez-se, comido pelo pó dos tempos. Mas ainda hoje se pode ver, nas cálidas noites de lua cheia, uma enorme cobra com um belíssimo rosto de mulher ir beijar a água da fonte ...
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