segunda-feira, 9 de maio de 2005
quinta-feira, 10 de março de 2005
Isto é história
No primeiro dia de aulas numa escola secundária dos E.U.A. professora apresenta aos alunos um novo colega, Sakiro Suzuki, do Japão.
A aula começa e a professora pergunta: "Vamos ver quem conhece a história americana. Quem disse : 'Dê-me a liberdade ou a morte'?"
Silêncio total na sala. Apenas Suzuki levanta a mão: "Patrick Henry em 1775 em Filadélfia".
- Muito bem, Suzuki. E quem disse : "O estado é o povo , e o povo não pode afundar-se"?
Suzuki levanta-se : "Abraham Lincoln em 1863 em Washington".
A professora olha os alunos e diz:
- Não têm vergonha? Suzuki é japonês e sabe mais sobre a história americana que vocês!
Então ouve-se uma voz, baixinha, lá ao fundo: "Vai levar no cu, japonês de merda!"
- Quem foi? - grita a professora.
Suzuki levanta a mão e, sem esperar, responde: General McArthur em 1942 em Guadalcanal, e Lee Iacocca em 1982 na Assembleia Geral da Chrysler".
A turma fica supersilenciosa, apenas se ouve ao fundo da sala: "Acho que vou vomitar".
A professora grita:
- Quem foi??!!!
E Suzuki responde:
- George Bush senior ao primeiro-ministro Tanaka durante um almoço em Tóquio em 1991".
Um dos alunos levanta-se e grita: "Chupa-me o coiso!"
E a professora irritada:
- Acabou-se!!! Quem foi agora???
E Suzuki sem hesitações:
- Bill Clinton à Mónica Lewinsky, na Sala Oval da Casa Branca em Washington, em 1997.
Levanta-se outro aluno e grita:
- Suzuki é um pedaço de merda!
E Suzuki responde:
- Valentino Rossi no Grande Prémio de Moto no Rio de Janeiro em 2002.
A turma fica histérica, a professora desmaia , a porta abre-se, e entra o director:
- Que grande merda! Nunca vi uma confusão destas!
Suzuki:
- Jorge Sampaio ao Santana Lopes, na apresentação do orçamento de estado, em Lisboa, em 2004.
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quinta-feira, 3 de março de 2005
Merdalhetes e merdalhitos
Já não há pachorra pra tanta merdalhice. Desculpem lá mas é mesmo assim: Merdalhice é a única palavra que serve para definir o que vai passando em programas de humor (?) da Sic e da TVI. Como se ainda não bastasse um programa que já deveria ter sido re-baptizado de "As carcaças do Riso", de tal maneira mete nojo o recurso a anedotas que já estavam gastas quando o meu avozinho deu a primeira, que naquele tempo se deveria escrever com p-h, ainda por cima nos espetam com "Comportamento Zero" e "Os Batanitos". Assim é fácil, extremamente fácil, fazer televisão. Pega-se em meia dúzia de putos, todos eles de certeza ali da zona de Belém/Restelo, ensina-se-lhe meia dúzia de tiques que os padrinhos aprenderam a "representar" nas novelas portuguesas, e já está produzida meia dúzia de "batanitos" e "comportamentos" pró pagode se rir. E tá fêto!
E a malta ri-se. E gosta! O triste é que no dia seguinte, lá no local de trabalho, vou ouvir as anedotas recicladas n'"Os Malucos do Riso", vou ter de aturar o que uma bètinha disse ao professor no "Comportamento Zero", e vou passar por mentecapto porque não entendi a piada não sei quantos d'"Os Batanitos".
E para onde quer que me vire, toda a gente viu e gostou... Começo a pensar se não serei eu o anormal.
sábado, 12 de fevereiro de 2005
A coisa tá preta e não tenho tido tempo
Finalmente tive algum tempo pra vir aqui e andei charafuscando no que para aqui escrevi, e no que os outros escreveram.
E só ao mudar o "template" (esta do templeite é mais uma daquelas de me rebolar a rir: templeite. Tempcafé, tempgasosa, tempgaita!) é que o contador de comentários "postados" se acertou, problema para o qual o amigo HdP já me tinha alertado.
Ao mesmo tempo reparei que um amigo anónimo se queixava que o seu comentário não aparece. Passo às explicações:
1 - O mesmo já me tem acontecido noutros "blogs" e acredito sinceramente que a culpa não é dos seus criadores; algo se passa às vezes com os servidores. O mesmo problema já se me deparou neste "blog", situação em que tive de reescrever completamente o que já cá tinha posto, pois o primeiro envio ficou a meio ou foi parar à p*** que o p****, sei lá se o FBI ou o SIS não têm mais nada pra fazer do que perseguir quem ginastica os dedos por estas bandas.
2 - Não apago comentários opostos ao que aqui escrevo, desde que os mesmos se situem dentro do que considero decente e numa linha de urbanidade. Até ao momento nada foi apagado, situação que agradeço a todos os visitantes/comentadores.
3 - A apagar comentários não inseridos na alínea anterior (e considero-me nesse direito porque o blog é meu), publicarei sempre a razão de tal acto que, repito, nunca aqui aconteceu.
.
Pelo exposto, mais uma vez peço desculpas ao amigo anónimo pela não publicação do seu comentário, culpa essa que me é alheia, rogando-lhe desde já que reenvie o que "postou".
Já agora agradeço o registo duma identidade de quem quer comentar: é que quem "bloga" gosta de saber quem está do outro lado, mesmo que o conhecimento não seja pessoal
E só ao mudar o "template" (esta do templeite é mais uma daquelas de me rebolar a rir: templeite. Tempcafé, tempgasosa, tempgaita!) é que o contador de comentários "postados" se acertou, problema para o qual o amigo HdP já me tinha alertado.
Ao mesmo tempo reparei que um amigo anónimo se queixava que o seu comentário não aparece. Passo às explicações:
1 - O mesmo já me tem acontecido noutros "blogs" e acredito sinceramente que a culpa não é dos seus criadores; algo se passa às vezes com os servidores. O mesmo problema já se me deparou neste "blog", situação em que tive de reescrever completamente o que já cá tinha posto, pois o primeiro envio ficou a meio ou foi parar à p*** que o p****, sei lá se o FBI ou o SIS não têm mais nada pra fazer do que perseguir quem ginastica os dedos por estas bandas.
2 - Não apago comentários opostos ao que aqui escrevo, desde que os mesmos se situem dentro do que considero decente e numa linha de urbanidade. Até ao momento nada foi apagado, situação que agradeço a todos os visitantes/comentadores.
3 - A apagar comentários não inseridos na alínea anterior (e considero-me nesse direito porque o blog é meu), publicarei sempre a razão de tal acto que, repito, nunca aqui aconteceu.
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Pelo exposto, mais uma vez peço desculpas ao amigo anónimo pela não publicação do seu comentário, culpa essa que me é alheia, rogando-lhe desde já que reenvie o que "postou".
Já agora agradeço o registo duma identidade de quem quer comentar: é que quem "bloga" gosta de saber quem está do outro lado, mesmo que o conhecimento não seja pessoal
domingo, 23 de janeiro de 2005
Folclore urbano
Já repararam na maneira como as pessoas usam os telemóveis? Aquilo que poderia ser um apetrecho de trabalho, de lazer, uma coisa que facilitasse a vida, torna-se para muitos (os que estão à volta) um martírio. O que vale é algumas das vezes o incómodo dá lugar à anedota.
Sem querer ser exaustivo (mas sem abandonar a ideia de voltar à carga) aqui deixo o que tenho visto/ouvido por aí.
O empreiteiro - Normalmente tem sotaque "lá de chima" e todos temos de ficar a saber que lhe telefonaram. Vai para as filas dos bancos em dia de enchente e põe a música daquilo em 80 decibéis. Normalmente é uma melodia do Quim Barreiros; à falta deste também não desdenha uma musiquita do conjunto Maria Albertina. Fala em altos berros, "Sim! SIIIM! C'um carago!. ISSO MESMO! SIM !!! SIMM!! SIIIIIIMMM !!! DIZ-ME A ESSE GAJO QUE TÁ TUDO TRATADO". Só comprou o télélé pra mostrar que tem massas, com a berraria que faz não precisava de tecnologia, ouvem-no nem que seja lá no raio que o parta.
O esquecido - Esqueceu-se de desligar o sonoro e é sempre apanhado a meio do filme. Compra o bilhete dele e o da miúda e mais um balde de pipocas e é vê-los embevecidos,no Mélius, de lagriminha ao canto do olho, a empaturrarem-se de milho assado enquanto no écran a heroína agoniza nas mãos de um vírus qualquer, fruto de experiências militares dos E.U.A. De repente, aquela porra começa em altos berros a dar a música da "Guerra das Estrelas" (em tons polifónicos) e o gajo, com o susto, joga as pipocas por cima dos vizinhos de cadeira enquanto a namorada se engasga magistralmente com a garrafa de água da Serra da Estrela.
O repórter - Tem um topo de gama. Enquanto uma máquina fotográfica digital pode custar pouco mais duns vinte contitos (100 €), o estróina prefere pagar o triplo por um telemóvel que só serve pra tirar retratos. E tira bonecos de tudo o que é coisa. Também, com o que aquilo lhe custou ficou sem cheta prós carregamentos...
O/A dactilógrafo/a - Não falha uma tecla, embora os seus dedos sejam mais rápidos que o Lucky Luke. Farta-se de receber e mandar mensagens. Para abreviar troca os esses e os jotas por xis e nem repara que "xantar" tem exactamente a mesma quantidade de caracteres que "jantar". Também não aprendeu que se escreve "você" e não "voçê". Noventa por cento do seu tempo livre é passado a mandar mensagens. Diz-me um amigo engenheiro electroténico que a Nokia, pensando neste género de utilizador, quer mandar cá pra fora telemóveis sem som, só com mensagem.
O patriota - Capaz de pôr qualquer polícia que se preze em sentido. Orgulha-se tanto do seu país que, desgostoso por o Lidl não ter papel higiénico verde/rubro, leva o patriotismo à extrema parolice de usar o hino como toque.
A universitária - Mal a coisa toca mete-a junto à orelha, e sacode a cabeça que é pró cabelo ficar por cima. Põe a cabeça de lado, fazendo daquilo almofada; depois de ter ouvido durante uns trinta segundos, levanta a mão livre à altura do ombro, aberta com os dedos para a frente e a palma para cima como se segurasse uma bandeja, e começa a sua resposta sempre, sempre, sempre da mesma maneira: "Então é assim..."
O dealer - Só poucos sabem o seu número. Usa o modo vibratório que é pra ninguém dar por ele no café. Atende e fala em voz baixa, pondo uma mão à frente da boca quando fala. Como o telemóvel não consegue desligá-lo do que o rodeia, vai sempre olhando à volta enquanto fala. Nunca marca, apenas recebe (estes também podiam dispensar as teclas, com o que poupavam sempre se comprava mais uma dosezinha...).
O irmão dos PALOP- Ó MEU!! TU TÁ BOM? OLHA: MINÁ TUTUCA BATUKÉ, PÁ! SIM!! JMINEU PRÓ TUTÁ BULITÉ, PÁ! AH AH AH!
Sem querer ser exaustivo (mas sem abandonar a ideia de voltar à carga) aqui deixo o que tenho visto/ouvido por aí.
O empreiteiro - Normalmente tem sotaque "lá de chima" e todos temos de ficar a saber que lhe telefonaram. Vai para as filas dos bancos em dia de enchente e põe a música daquilo em 80 decibéis. Normalmente é uma melodia do Quim Barreiros; à falta deste também não desdenha uma musiquita do conjunto Maria Albertina. Fala em altos berros, "Sim! SIIIM! C'um carago!. ISSO MESMO! SIM !!! SIMM!! SIIIIIIMMM !!! DIZ-ME A ESSE GAJO QUE TÁ TUDO TRATADO". Só comprou o télélé pra mostrar que tem massas, com a berraria que faz não precisava de tecnologia, ouvem-no nem que seja lá no raio que o parta.
O esquecido - Esqueceu-se de desligar o sonoro e é sempre apanhado a meio do filme. Compra o bilhete dele e o da miúda e mais um balde de pipocas e é vê-los embevecidos,no Mélius, de lagriminha ao canto do olho, a empaturrarem-se de milho assado enquanto no écran a heroína agoniza nas mãos de um vírus qualquer, fruto de experiências militares dos E.U.A. De repente, aquela porra começa em altos berros a dar a música da "Guerra das Estrelas" (em tons polifónicos) e o gajo, com o susto, joga as pipocas por cima dos vizinhos de cadeira enquanto a namorada se engasga magistralmente com a garrafa de água da Serra da Estrela.
O repórter - Tem um topo de gama. Enquanto uma máquina fotográfica digital pode custar pouco mais duns vinte contitos (100 €), o estróina prefere pagar o triplo por um telemóvel que só serve pra tirar retratos. E tira bonecos de tudo o que é coisa. Também, com o que aquilo lhe custou ficou sem cheta prós carregamentos...
O/A dactilógrafo/a - Não falha uma tecla, embora os seus dedos sejam mais rápidos que o Lucky Luke. Farta-se de receber e mandar mensagens. Para abreviar troca os esses e os jotas por xis e nem repara que "xantar" tem exactamente a mesma quantidade de caracteres que "jantar". Também não aprendeu que se escreve "você" e não "voçê". Noventa por cento do seu tempo livre é passado a mandar mensagens. Diz-me um amigo engenheiro electroténico que a Nokia, pensando neste género de utilizador, quer mandar cá pra fora telemóveis sem som, só com mensagem.
O patriota - Capaz de pôr qualquer polícia que se preze em sentido. Orgulha-se tanto do seu país que, desgostoso por o Lidl não ter papel higiénico verde/rubro, leva o patriotismo à extrema parolice de usar o hino como toque.
A universitária - Mal a coisa toca mete-a junto à orelha, e sacode a cabeça que é pró cabelo ficar por cima. Põe a cabeça de lado, fazendo daquilo almofada; depois de ter ouvido durante uns trinta segundos, levanta a mão livre à altura do ombro, aberta com os dedos para a frente e a palma para cima como se segurasse uma bandeja, e começa a sua resposta sempre, sempre, sempre da mesma maneira: "Então é assim..."
O dealer - Só poucos sabem o seu número. Usa o modo vibratório que é pra ninguém dar por ele no café. Atende e fala em voz baixa, pondo uma mão à frente da boca quando fala. Como o telemóvel não consegue desligá-lo do que o rodeia, vai sempre olhando à volta enquanto fala. Nunca marca, apenas recebe (estes também podiam dispensar as teclas, com o que poupavam sempre se comprava mais uma dosezinha...).
O irmão dos PALOP- Ó MEU!! TU TÁ BOM? OLHA: MINÁ TUTUCA BATUKÉ, PÁ! SIM!! JMINEU PRÓ TUTÁ BULITÉ, PÁ! AH AH AH!
sábado, 15 de janeiro de 2005
TCHA TCHAAAMMM!!! COM SIC O CRIME LAVA AINDA MAIS BRANCO!!
Não fôra a triste conclusão de que o crime compensa, e a coisa não passava duma anedota, desta vez nada publicitada pela imprensa vista/falada que, quase silenciosamente, meteu o rabinho entre as pernas e tenta fazer-se esquecida do necessário pedido de desculpas aos que diariamente vai envenenando ao confundir dever profissional e vontade de informar com histeria e gulosice de sensacionalismo.
Vamos lá por partes:
Parte I da Paródia - Um recluso condenado por triplo homicído sai em liberdade precária e está-se nas tintas pra voltar.
Parte II da Paródia - Como o crime compensa e a malta até alcança projecção social, toca de entrevistas por telemóvel daqui, entrvistas por telemóvel dali; o homem tem uma arma e quatro balas. Os primeiros três que se aproximarem vão desta pra melhor e a quarta bala é pra ele ir atrás, não queiram eles arrepiar caminho. É à hora do almoço, é ao jantar, é ao deitar, e as entrevistas com o ex-recluso-agora-evadido (sempre por telemóvel) prometem ser a nova ração diária de novela pró pagode.
Parte III da Paródia - Afinal a montanha pariu um rato: o ex-recluso-agora-vedeta é entrevistado em frente às câmaras de tv, diz que não tem nem balas nem arma, e muito menos telélé. Pronto, ficámos a saber que se fizeram passar pelo coitado, o que é crime, até à vista da Constituição desta República que está cada vez mais cegueta.
Conclusões (e interrogações):
a) o crime compensa; um gajo leva umas facadas dum tipo qualquer, e este é que vai ficar conhecido, que isto de dar facadas dá "sainete".
b) o crime continua a compensar; os tipos da tv estão-se nas tintas prá verdade, o que interessa é ser o primeiro a passar, seja lá qual fôr a "bojarda". Da próxima vez sou eu que telefono a dizer que sou o não-sei-quantos-das-sapatilhas e que tenho meia dúzia de balas, sendo que a última é pra um tipo qualquer das notícias (eh eh, vamos lá ver se passam as coisas como eu vou querer ou não passam).
c) o crime compensa, continua a compensar, e com estes "jornalistas" compensa ainda mais. Já um gajo que dá umas facaditas por aí não pode estar descansado, aparece um tipo da sic a entrevistar. Se revelar as fontes de informação é contra a ética do repórter, o que será entrevistar um assassino que anda a monte?
Vamos lá por partes:
Parte I da Paródia - Um recluso condenado por triplo homicído sai em liberdade precária e está-se nas tintas pra voltar.
Parte II da Paródia - Como o crime compensa e a malta até alcança projecção social, toca de entrevistas por telemóvel daqui, entrvistas por telemóvel dali; o homem tem uma arma e quatro balas. Os primeiros três que se aproximarem vão desta pra melhor e a quarta bala é pra ele ir atrás, não queiram eles arrepiar caminho. É à hora do almoço, é ao jantar, é ao deitar, e as entrevistas com o ex-recluso-agora-evadido (sempre por telemóvel) prometem ser a nova ração diária de novela pró pagode.
Parte III da Paródia - Afinal a montanha pariu um rato: o ex-recluso-agora-vedeta é entrevistado em frente às câmaras de tv, diz que não tem nem balas nem arma, e muito menos telélé. Pronto, ficámos a saber que se fizeram passar pelo coitado, o que é crime, até à vista da Constituição desta República que está cada vez mais cegueta.
Conclusões (e interrogações):
a) o crime compensa; um gajo leva umas facadas dum tipo qualquer, e este é que vai ficar conhecido, que isto de dar facadas dá "sainete".
b) o crime continua a compensar; os tipos da tv estão-se nas tintas prá verdade, o que interessa é ser o primeiro a passar, seja lá qual fôr a "bojarda". Da próxima vez sou eu que telefono a dizer que sou o não-sei-quantos-das-sapatilhas e que tenho meia dúzia de balas, sendo que a última é pra um tipo qualquer das notícias (eh eh, vamos lá ver se passam as coisas como eu vou querer ou não passam).
c) o crime compensa, continua a compensar, e com estes "jornalistas" compensa ainda mais. Já um gajo que dá umas facaditas por aí não pode estar descansado, aparece um tipo da sic a entrevistar. Se revelar as fontes de informação é contra a ética do repórter, o que será entrevistar um assassino que anda a monte?
sexta-feira, 7 de janeiro de 2005
Será imaginação? Ou alucinação?
Tentei imaginar um país, com os exemplos que tenho à minha volta, mas só consegui uma caricatura.
Tentei imaginar um governante sério (e a sério) e vi um tipo fugir pra bem longe, tratando de salvar a sua imagem mais um pacote de notas de 500 €.
Tentei imaginar um sistema democrático e apenas vi que o rato que abandonou o barco quando este já ía bem cheio de água, lá pôs o afilhado, à revelia do que a população quisesse.
Começou a faltar-me a imaginação mas mesmo assim ainda deu para ver um indivíduo de cara descoberta, entrar pelas casas adentro e, com a desculpa de que os cofres do rei estavam rotos, começar a levar o que quem trabalha amealhara para a velhice.
Mesmo assim ainda fiz um esforço pra imaginar uma réstea de vontade popular, um sítio onde houvesse um parlamento, e os ministros ali tivessem de prestar contas pela sua incompetência. Mas logo percebi que os incompetentes se "marimbavam" para lá ir, por mais que fossem chamados à responsabilidade.
Suando pelo esforço imaginativo, tentei imaginar um nome, um adjectivo, fosse o que fosse pra dar às imagens que goravam a minha vontade. E apenas consegui uma interrogação: é possível que de há trinta anos para cá as pessoas tenham perdido a capacidade (ou coragem?) de tratar as coisas pelos nomes?
Quem é que tem medo de pronunciar a palavra fascismo?
Tentei imaginar um governante sério (e a sério) e vi um tipo fugir pra bem longe, tratando de salvar a sua imagem mais um pacote de notas de 500 €.
Tentei imaginar um sistema democrático e apenas vi que o rato que abandonou o barco quando este já ía bem cheio de água, lá pôs o afilhado, à revelia do que a população quisesse.
Começou a faltar-me a imaginação mas mesmo assim ainda deu para ver um indivíduo de cara descoberta, entrar pelas casas adentro e, com a desculpa de que os cofres do rei estavam rotos, começar a levar o que quem trabalha amealhara para a velhice.
Mesmo assim ainda fiz um esforço pra imaginar uma réstea de vontade popular, um sítio onde houvesse um parlamento, e os ministros ali tivessem de prestar contas pela sua incompetência. Mas logo percebi que os incompetentes se "marimbavam" para lá ir, por mais que fossem chamados à responsabilidade.
Suando pelo esforço imaginativo, tentei imaginar um nome, um adjectivo, fosse o que fosse pra dar às imagens que goravam a minha vontade. E apenas consegui uma interrogação: é possível que de há trinta anos para cá as pessoas tenham perdido a capacidade (ou coragem?) de tratar as coisas pelos nomes?
Quem é que tem medo de pronunciar a palavra fascismo?
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