quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Cuidado com a alavanca das velocidades!


Malta, ponham-se a pau: um estudo levado a cabo pela Universidade de Cambridge alerta para o perigo de nós, os homens, bebermos café nessas máquinas em que pomos a moeda e sai o café quentinho.
Segundo o estudo, publicado na Science e Vie de Outubro, a simples ingestão de uma bica dessas muito quente servida em copinho de plástico leva-nos dois terços da potência sexual: queima a língua e os dedos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Quem é que disse que os rouxinóis velhos não cantam?
Aconteceu no sábado à noite, no Pax Júlia. Foi bom voltar a pisar aquele palco, uns vinte anos depois de lá ter estado pela última vez. Se a casa não estava cheia (noite de Porto-Benfica, caso nacional), isso não fez com que a assistência fosse mais fria.
Na pessoa do Pedro Branco, endosso ao Despertar um abraço pela iniciativa.
Aos actuais elementos do grupo que ajudei a fundar, que sigam com mais sucesso ainda do que nós conseguimos. A todos os que sempre nos apoiaram, o agradecimento pelo carinho dispensado, que nos obrigou a fazer duma brincadeira um grupo a sério.
Um dia destes volto ao tema.
E um abraço ao zig pela referência e apreço.

AH! Rouxinol!

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Cuecas a cinquenta "sètimos"! ó freguês! Três pares um éro´!!

E pronto, quase que aí estamos novamente de canetempunho, prontos a pôr mais uma cruzinha no papel, desta vez para aqueles que nos vão enganar, desenganar, encantar, desencantar, trair, distrair...nos próximos tempos.
E eu tenho que dar a mão à palmatória, porque tinha jurado a pés juntos frente a um cromo do S. Judas Tadeu que me saiu no bolicau que não votava em mais c***** nenhum prá casinha da praça. Mas prontux (já aprendi uma nova: prontux). Lá me convenceram a desabafar. E decidi o que acima tá dito (é escusado virem perguntar-me em quem ou quê vou votar que isso é do meu foro pessoal). E, como se não estivesse mais que esclarecido sobre o que quero, ainda por cima todos, mas todos TOOOOODOOOOSSS (deixem-se lá de porras que nisso são toooooodos iguais, excepto a malta do bloco, e do que digo tirem as ilações que quiserem) se comportam exactamente da mesma maneira. Andam por aí de carripana azucrinando a mioleira ao pagode:
- Zé da Fisga. O seu candidato. Vai pintar a cidade às riscas. Com o apoio da reputada estilista Maria dos Trapinhos.
- Domingo vote no Manel Bidé. O candidato que não recorre a gente de fora pra renovar a cidade. Por uma cidade limpa vote Manel Bidé. Manel Bidé é o candidato da limpeza profunda!
- Zuca do Ó Vaitembora pela mudança !!! Vaitembora pra sermos uma cidade feliz!
TOOOOOOOOODOS diferentes! TOOOOOOOOODOS iguais! As campanhas igualinhas sem tirar nem pôr, cheias de promessas que uns, por já lá estarem há séculos ainda não tiveram tempo de cumprir, outros porque nunca lá estiveram não cumpriram, nem cumpririam, nem cumprirão se para isso tiverem oportunidade.
Igualinhos, e isso aí ninguém poderá dizer que é mentira, no estilo: pára-se o pópó ali onde mais incomoda, gaitada pela corneta em altos berros e lá vais de "Cuecas a cinquenta sètimos! ó freguês! três pares um éró!!!!" Não chegará de algazarra? Ainda alguém acredita que a malta muda só porque lhe deram um papelinho com o retrato do D. Sebastião que regressou numa manhã sem nevoeiro?
E quanto às caixas de correio, ora ora; não bastava o modelo, mais o lidl e o ecomarché, pra não falar do mestre ónépimpim da áfrica profunda que resolve casos de amor, dinheiro, caspa e unhas encravadas. Tudo lá aparece, jogado pela surrefa da noite, que isto de pôr charenga na caixa de correio às claras, ó pra ele... Só ainda não sei por que razão aquela murraça é de papel lustroso, é que doutra maneira sempre dava pra outros fins mais higiénicos, né?

domingo, 2 de outubro de 2005

Anónimos? Não, obrigado.

Porquê?
Primeiro - os comentários mais ordinários que por aí vejo, especialmente no tocante às autárquicas, são quase sempre anónimos.
Segundo - gosto de saber com quem falo, e mesmo que não fique a conhecer a pessoa se ela tiver um "nickname" registado posso criar-lhe um perfil a partir dos seus outros comentários, aqui no Sombra da Azinheira ou fora dele.
Terceiro - porque isso não vai diminuir o número dos meus comentadores (são tão poucos), e mesmo que fosse estava-me "nas tintas".
Quarto - porque para ter um blog, tive de registar uma identidade; e quem quiser comentar não manda aqui mais do que eu.
PIM!
Nota: o boneco é cá do "je" mas não tem direitos de autor.

sábado, 17 de setembro de 2005

Nem sempre o que parece, é ...

Esta está simplesmente genial. Recebi-a por "mail" do amigo Abade Anacleto e não resisti a partilhá-la com o mundo (com a devida autorização do remetente, pois então).

George Bush morre de um ataque de coração e imediatamente vai para o inferno onde o Diabo o está esperando.
- Sabes, não sei o que vou fazer contigo - diz o Diabo - esta é a minha lista, mas não tenho lugar para ti e como foste tão mau tiveste que cair aqui. Assim vamos fazer o seguinte: há algumas pessoas aqui que não foram tão más como tu, assim tens que deixar alguém ir e tu ficas no seu lugar. Mas vou-te deixar escolher entre três celas.
Bush, que não tinha outra opção, aceitou; assim que o Diabo abriu a primeira cela, ali estava Ronald Reagan numa grande piscina. Tudo o que ele fazia era mexer-se na água e tentar sair. Esse era o seu destino no Inferno. "Não - pensou Bush -, não gosto disso, eu não sou bom nadador e não consigo fazer isso todos os dias".
O Diabo abriu a segunda cela e ali estava Richard Nixon. Todo o santo dia picando com um martelo uma montanha de pedras. "Não - pensou Bush - não posso picar pedra todos os dias pois tenho problemas com o meu ombro.O Diabo abriu a terceira cela e... ali estava Hussein, comodamente deitado, com as mãos atrás da cabeça, as pernas abertas e fumando um charuto cubano. Agachada sobre ele encontrava-se Monica Lewinsky fazendo o que ela sabe fazer de melhor. Bush olhou a cena com incredulidade e gritou animadíssimo:
- Quero cair aqui! Quero ficar aqui!
Então o diabo sorriu maliciosamente e gritou: Mónica, já chegou o teu substituto!

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Atão mazondé kelezandon?

Pronto, prometi que era para o dia seguinte mas não consegui; mas de qualquer maneira vamos lá a falar de espíritos.
Aqui há uns tempos ficámos a saber por um canal de televisão que aqui bem perto de Beja, ali em S. Matias, andava o diabo à solta. Como se não bastasse todas as desgraças que nos enfiam em casa, lá veio já nem sei que canal de telepantominice com a história de que, quando aqueles dois pobres coitados estavam sózinhos em casa, era um dançar de cómodas, pratos pelos ares e até, pasme-se, "este crucifixo que estão a ver voou até áquela parede". Eu não vi nada, juro que não vi, não porque lá não estivesse (que não estava), mas porque nesta porra de coisas do outro mundo ninguém tem um telelé desses que apenas servem para tirar retratos ali à mão, toda a gente tem câmaras digitais mas o demo desliga as pilhas no momento fatal. E ninguém tem dois dedos de testa para ver que as "vítimas" de casos destes, os "possessos", não passam de pessoas psicològicamente desequilibradas que, independentemente da sua vontade, têm uma necessidade extrema de atenção que de outra maneira não conseguiriam obter. Ninguém quer ver que, obtidos os sessenta segundos de glória ("ali estou eu na televisão") tão ansiados, nunca mais aparecem naquelas casas os fantasmas que a vizinha jura a pés juntos também ter visto "com estes dois que a santa terrinha há-de comer"!
Começo a ficar cansado de notícias do género, é que já nem vontade de rir, a coisa dá mesmo para ficar triste, tal é o atestado de estupidez que nos querem pregar na testa. De qualquer das maneiras, sempre dá pra alguém ter aquele tão almejado minutinho de glória.
Já agora, sabem que há um candidato às autárquicas que se tem desdobrado em visitas à astróloga? Pronto, tá bem, cada um acredita no que quer, têm razão... juro que já nem toco no assunto!

domingo, 4 de setembro de 2005

Vilar de Papalvos

Vi há pouco na televisão a notícia do fecho do congresso de Vilar de Perdizes. Pouco acesso tenho ao que por lá se passa, a não ser a (des)informação que me querem fazer chegar a casa. E fica-me sempre aquela impressão de que quando um esperto encontra um medroso, há dinheiro que passa dum lado para o outro; e nunca é para o lado do medroso.
Desta vez, apareceu para ali um padre exorcista a debater não sei se com um psicólogo, psiquiatra, mero curioso, ou concorrente; que isto de tirar espíritos é pior que a telecom versus vodafone, passando pela optimus e outros que tais: "Até ao mês de Dezembro pode tirar espíritos a 1 cêntimo por exorcismo, sem carregamentos obrigatórios". É claro que aparece logo outro "Marque já vinte e dois vinte e três vinte e quatro vinte cinco do seu telélé e escolha com as teclas o 'screen' do seu agrado: 1- para S. Judas Tadeu, 2- para S. Cipriano, 3 - para a Santa da Ladeira... ou asterisco cardinal asterisco para a Maia do Tarot".
E é este o país que temos (país ou anedota, já nem sei), que nos vão vendendo ano a ano, mês a mês, dia a dia, sem quase nos darmos conta.
Mas como ía dizendo: o padre exorcista debatendo com um "civil", a plateia a ver e a bater palmas, consoante "votava" no padre ou no outro. Não deu para ver a quem aplaudiam mais, nem deu para ver mais que um minuto, mas deu para perceber que também já ali está instituido o "televisionismo" porco, bácoro, infame, que nos têm obrigado a engolir de há uns anos a esta parte. Já repararam de certeza nos programas-para-donas-de-casa (a falta de respeito para as ditas não é minha, é de quem faz esses programas) que qualquer canal passa pela manhã até à hora de almoço, e onde leva dois ou três humoristas (às vezes menos), mais dois ou três larilas (às vezes mais), e a maia que trata as constelações por tu: antes de a assistência começar a bater palmas reparem bem que há sempre um tipo a bater palmas à desgarrada, com toda a força; já repararam? Sendo assim, sabem perfeitamente ao que me refiro: não interessa o que se transmite, nem interessa que se debata, o que importa é que cá pra fora (pra dentro da nossa casa) passe a imagem de que aquilo é sério (ou A sério), que quem está a ver lá não foi "comprado", que toma partido por si próprio.
Porra, desviei-me do que queria e agora já é hora de ir xonar. Prometo que amanhã volto aqui pra continuar com esta história dos espíritos (ai que meeeeeeedo!).