Estava nos últimos minutos a presenciar o noticiário da RTP1 (neste momento são 13:30) e eis que me "caíram aos pés", como se costuma dizer em português de quem os tem. Não é que o excelentíssimo senhor embaixador do Irão em Lisboa afirma que há que fazer as contas porque não foram seis milhões de judeus os queimados na segunda guerra mundial? Boa oportunidade para o governo repensar as causas do mau aproveitamento a matemática dos jovens portugueses; este senhor, juntamente com o seu-amigo-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros era muito bem capaz de dar resposta ao problema.
O Irão, e não só, tem vindo a desenvolver um esforço quase caricatural (passe lá a redundância) para obter a ribalta política mundial e, ao mesmo tempo, mobilizar os seus cidadãos para uma "guerra santa" contra tudo e todos que sejam ocidentais. Será que isto tem a ver com o enriquecimento de urânio?
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O que não nos explicam o senhor embaixador mais o seu-amigo-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros é como é que as caricaturas foram publicadas na Dinamarca em Setembro de 2005 e só agora é que lhes saltou o umbigo.
O que não nos explicam o senhor embaixador mais o seu-amigo-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros é como é que em Outubro de 2005 já o jornal egípcio Al Fager publicava os "cartoons" sem que daí viesse fosse que mal fosse ao mundo.
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O que o amigo-do-embaixador-do irão-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros não quer ver é que o que está em causa são muito mais do que meia dúzia de bonecos (sem querer tirar ao "cartoon" o seu poder de mobilização e intervenção política); o que está em causa é a necessidade dos governos islâmicos reaverem os seus súbditos que começavam a abrir os olhos devido a essas coisas pecaminosas chamadas telemóveis, internets, televisões, rádios. Logo por acaso coisas de que os seus "mártires" se servem para perpetrar assassinatos em massa como no 11-de-Março ou no 11-de Setembro.
Ainda acerca do senhor embaixador do Irão mais o seu-amigo-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros, vale a pena visitar http://povodebaha.blogspot.com/
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006
Pronto, o Zig apanhou-me

Costumo andar por aí espreitando pelos "blogs" mas desta vez tramei-me: o Zig desafiou-me para uma brincadeira que anda agora aqui a correr, e que consiste em enumerar 5-manias-5 , cumprido o regulamento. Só por causa das moscas aí vai já o "regulamento":
- cada desafiado deve "postar" no seu "blog" as 5-manias-5.
- deve dar conhecimeto ao desafiante de que já respondeu, através de "mail" ou comentário no "blog" deste.
- deve também desafiar outros cinco bloguistas para continuar a "bailação".
Cumpra-se então o destino (Zig, ficas a dever-me esta).
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Mania 1 - As aspas, aquela coisinha assim " " que é bem visível em quase todos os meus "posts" (estão a ver?) onde apareça uma palavra estrangeira. Sei lá porquê, talvez uma questão de pudor pela nossa língua que tão maltratada tem andado.
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Mania 2 - Bandeira nacional - Não é dessas merdices que por aí andam "made in china" com pimenteiros em vez de castelos e sem o risco branco à volta do escudo, ná. Estou a falar das genuínas, das repartições públicas e dos portugueses de gema (e clara). Onde quer que esteja a lindinha hasteada lá vou andando de pescoço torcido pra ver se continua a mania (dos outros) de a pendurar de cabeça pra baixo, arriscando-me a marrar com um pacato poste ou a pisar uma inofensiva bosta de cão pacificamente postada em seu descanso.
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Mania 3 - Abaixo os apressados! - Andam por aí uns gajos com a mania de que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Cá pra mim é uma grosseira tentativa de desvirtuar a minha máxima: para quê fazer hoje o que posso deixar para amanhã?
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Mania 4 - O meu nariz - Experimentem isto (mas experimentem mesmo): ergam a mão direita (ou a esquerda, que os canhotos também têm direito à vida). Agora encostem a ponta do polegar à ponta do indicador, exactamente como se estivessem a pegar num baguinho de areia muito pequenino. Já está? Fazendo força dos dois dedos um contra o outro puxem o polegar para trás (em direcção à raiz do indicador) cerca de meio centímetro, como se rodassem o tal baguinho de areia, sempre fazendo força. É claro que a ponta da unha do indicador está agora ligeiramente afastada do dedo. Aproveitem para, nestas condições, introduzir a ponta do indicador numa das narinas. Já tá? Agorem "rodem o baguinho de areia" ao contrário e vão ver que apanharam algo. Puxem suavemente e têm ao vosso dispor mais um exemplar de "símius narigatus", essa coisa que alguns menos asseados insistem em embrulhar num trapinho e guardar no bolso.
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Mania 5 - Ser feliz - Um colega de serviço disse-me isto há aproximadamente uns quinze anos: "Já viste que há aqui gajos que são autênticas maravilhas da natureza? Chegam de trombas, passam aqui o dia de trombas e vão-se embora de trombas. No dia seguinte voltam de trombas, e conseguem estar sempre de trombas E NÃO REBENTAM! Então não são autênticas maravilhas da natureza?"
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Pronto, aí estão as minhas 5-manias-5. Onde é que agora vou desencantar 5 pra responderem a isto?
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Desculpa lá Zig, mas não estou a ver mais ninguém, já tá tudo ocupado.
sábado, 4 de fevereiro de 2006
Estão mais preocupados com uma caricatura...
As fotos seguintes recebi-as dum colega bloguista via e-mail. o texto que as acompanhava é o seguinte:
"Castigo a 1 rapaz que roubou pão no Irão...
Infelizmente, o que se vê nestas fotos é real e recente.
Esta criança Iraniana roubou pão e está a ser castigada.
Indignem-se e passem .
See how these "men" better calling them simply animals, punished a child who stole bread..
Please forward these pics..."
Ao que parece, para os líderes muçulmanos, tudo é desculpável desde que diàriamente se reze virado para Meca, de cu para o ar...





"Castigo a 1 rapaz que roubou pão no Irão...
Infelizmente, o que se vê nestas fotos é real e recente.
Esta criança Iraniana roubou pão e está a ser castigada.
Indignem-se e passem .
See how these "men" better calling them simply animals, punished a child who stole bread..
Please forward these pics..."
Ao que parece, para os líderes muçulmanos, tudo é desculpável desde que diàriamente se reze virado para Meca, de cu para o ar...





sábado, 21 de janeiro de 2006
À sombra da azinheira

Poderia ser a frase de espanto, mas é verdade. A imagem surripiei-a daqui , e partiu de uma mensagem que recebi a pedir informações sobre esta beleza. Segundo o indicado encontra-se ali para os lados de Castro Verde e já há uns vinte anos ouvi falar do assunto, mas pouca informação tenho sobre o mesmo. Se alguém souber, dê uma espreitadela aos "links" abaixo referidos e engrandeça mais um pouco a nossa terra.
A verdade é que já me tinham falado numa azinheira à sombra da qual se poderiam juntar mais de quarenta vacas (bem... vamos lá a levar isto a sério; é uma azinheira, não é uma discoteca!)
Link 1 - não deixem de ir aqui
Link 2 - e aqui também é obrigatório
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Papel higiénico estampado, já!

Já sei que me vão chamar bota-de-elástico, mas para aí é pra onde melhor durmo. Até porque se é de elástico adapta-se. E adaptar é mudar. E só não muda quem nada aprende.
E a Portugal Telecom aprendeu. Mas da mesma maneira que se aprendem coisas boas também se aprendem coisas más. E má é a publicidade que faz a si própria, gabando-se de ter sido pioneira europeia na banda larga, na oferta de acesso à net e mais que mais. Tudo bem até aí, cada um gaba o seu umbigo e a PT tem direito a fazê-lo, e pùblicamente, até porque tem mais massa para gabá-lo do que eu. Mais a mais em "horário nobre" da TV. Já ao que a PT não tem direito (e aqui o procurador da minha república ou quem o valha deveria fazer-se ouvir) é a fazê-lo com o hino do meu país (?) como música de fundo. É que o "spot" (é assim que se chama aquela porra agora, não é?) publicitário a que assisti há pouco tinha como música de fundo isso mesmo, a "Portuguesa" que, bem ou mal, ainda é o hino disto a que (repito-me) alguns têm a pouca vergonha de chamar país.
Proponho à administração da Portugal Telecom que mande fazer, para uso nos lavabos da empresa, papel higiénico estampado com o escudo nacional.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
às vezes uma simples lanterna vale mais que cinquenta nós
Nunca fui escuteiro. Nem escoteiro. E nem sei e muito menos quero saber a razão de uns o serem com O enquanto outros o são com U. (Só pra ser chato: uns é que é com U, outros é com O).
Também nada tenho contra, até muitos amigos me propuseram que ingressasse nas suas fileiras (passe o militarismo do termo) no início da minha adolescência mas nunca a tal me senti inclinado. Não que não goste de campismo, actividades ao ar livre e guitarradas à volta da fogueira. Também não foi por não ir muito à baila com fardas (que não vou). Também não tenho medo de aprender a fazer aquelas dezenas ou centenas de nós diferentes; e, vendo bem, pra quê? Sei fazer dois ou três e já chega.
No entanto, há coisas que me deixam deveras apreensivo, até preocupado. E vem isto a propósito dos seis escuteiros que se perderam na Serra da Estrela, felizmente já resgatados. Aquilo que acabou em bem poderia ser uma tragédia. Mas também poderia ter sido evitado se, mais importante que umas dúzias de nós diferentes, se tivesse atentado aos sinais atmosféricos que qualquer indivíduo menos afoito (ou mais realista) teria respeitado. Também li que não havia rede de telemóvel na zona; pronto, tá bem, nada poderia ter sido feito por esse lado. Mas o que é certo é que também ouvi esta manhã na rádio que "durante a noite víamos ao longe as luzes das buscas"... pois... e ninguém se lembrou de levar a porra duma simples lanterna com que pudesse sinalizar a sua presença.
Também nada tenho contra, até muitos amigos me propuseram que ingressasse nas suas fileiras (passe o militarismo do termo) no início da minha adolescência mas nunca a tal me senti inclinado. Não que não goste de campismo, actividades ao ar livre e guitarradas à volta da fogueira. Também não foi por não ir muito à baila com fardas (que não vou). Também não tenho medo de aprender a fazer aquelas dezenas ou centenas de nós diferentes; e, vendo bem, pra quê? Sei fazer dois ou três e já chega.
No entanto, há coisas que me deixam deveras apreensivo, até preocupado. E vem isto a propósito dos seis escuteiros que se perderam na Serra da Estrela, felizmente já resgatados. Aquilo que acabou em bem poderia ser uma tragédia. Mas também poderia ter sido evitado se, mais importante que umas dúzias de nós diferentes, se tivesse atentado aos sinais atmosféricos que qualquer indivíduo menos afoito (ou mais realista) teria respeitado. Também li que não havia rede de telemóvel na zona; pronto, tá bem, nada poderia ter sido feito por esse lado. Mas o que é certo é que também ouvi esta manhã na rádio que "durante a noite víamos ao longe as luzes das buscas"... pois... e ninguém se lembrou de levar a porra duma simples lanterna com que pudesse sinalizar a sua presença.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2005
Só porque me chamaram hipócrita, eh eh

E mais uma vez cá estamos nós, babados de boas intenções, com os olhos brilhantes de emoção, como se os outros 364 dias (365 nos anos bissextos) tivessem sido exactamente iguais ao próximo 25 ("em intenções", porque "em acções" chega-te pra lá ó melga!).
Toda a gente é (?) feliz nesta quadra, acabaram-se os problemas, não há sem-abrigos, mulheres a levar porrada porque o clube de futebol do marido perdeu, putos violados, corruptos ao volante desta gaita a que alguns teimam (desavergonhadamente) em chamar país. Ninguém paga mais em impostos do que 10 % do seu vencimento, a sida foi-se pró camano, deixou de haver "a maior apreensão de cocaína deste ano" porque não é preciso distrair o pessoal das notícias a sério e os acidentes na estrada podem mesmo ser imputados ao empreiteiro da mesma porque a malta até é educada e no meio das pernas tem aquilo que a natureza lhe deu e não uma chave de ignição.
Nesta época o Presidente da República (com letra grande, pois então) até sabe ler e escrever, apesar de a Constituição (também com letra grande, pois então) não o exigir; apenas pede mais de trinta e cinco anos e cadastro limpo (alguém decretou que não há analfabestismo nesta gaita a que alguns teimam (desavergonhadamente) em chamar país).
À porta da igreja do Carmo, da de Santa Maria, Sé e outras, os pedintes até vão levar uma moedita porque nesta quadra (mas só nesta, nada de abusos...) as senhoras colunáveis cá do burgo não vão fingir que estavam olhando pró outro lado e, enquanto deixam escorregar o denário pelo cabedal (de imitação) das luvas, vão revirar os olhos num êxtase fingido que há mais de quinze anos não sentem e suspirar um "deus o abençoe", Aquele deus que teimosamente teimam em ateimar seu todos os dias entre duas dentadas num biscoito do chá das cinco com as amigas.
Toda a gente que trabalha vai receber o salário sem qualquer atraso, bem como o décimo terceiro. Os clubes de futebol (ou melhor, os seus dirigentes) vão pagar o que devem ao fisco e à previdência. A notícia de abertura dos telejornais e primeira página dos diários vai deixar de ser os futebolistas com dois meses de vencimento em atraso que ganham mais num mês que os coitados que não recebem há sete ou oito meses e não ganham num ano sem atrasos o que aqueles ganham em trinta dias (e que têm mulher, filhos, pais e mães pra sustentar, e não conseguem fugir ao fisco, à previdência e nem tampouco têm um sistema de saúde que os opere antes da missa dos trinta dias). E mesmo assim estes, (os que deveriam ser operados antes da missa dos trinta dias) continuam a bater palmas aos outros (os da notícia de abertura dos telejornais e primeira página dos diários) que vivem no mesmo sítio a que alguns teimam (desavergonhadamente) em chamar país.
Eu também vou fingir. Em vez de me dar bem com os meus semelhantes pelo simples facto de serem meus semelhantes vou fingir que o faço porque um qualquer ser superior decretou que assim deveria ser. Em vez de me dar bem com os meus semelhantes pelo simples facto de serem meus semelhantes, e sem qualquer interesse da minha parte, vou fingir que o faço com o intuito de comprar um bilhete para um paraíso, seja lá essa porra onde fôr. Vou fingir que quero ir para esse paraíso (seja lá essa pôrra onde fôr) e que abdico de lutar por ele aqui, na Terra onde vivo.
Se esse tal deus dos hipócritas, falsetes e ratas de sacristia que preside a todos os chás das cinco existisse, de certeza que iria compreender; a não ser que tivesse coragem pra continuar a fingir que existia.
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