quinta-feira, 20 de abril de 2006

À solta ...


Acabo de ver no telejornal mais uma daquelas que nos deixam a pensar sèriamente se o criminoso é este ou o outro. Um indivíduo que provocara desacatos, e que já estava neutralizado por três elementos da PSP do Porto é agredido por um quarto agente que, sei lá, se deve ter sentido verdadeiramente ameaçado pelo meliante que, como já referi, estava neutralizado por apenas três colegas seus.
Sinceramente penso e aplaudo quando sei dum polícia ou guarda que, perante a ameaça dum indivíduo armado e pouco dado a brincadeiras, puxa da arma e a sabe usar, venham ou não fulanos de microfone em punho com perguntas do género: "Mas você gritou mesmo que disparava se ele não parasse? E quantas vezes?!?" . É que o polícia, o guarda, o agente da judiciária também têm família e, como se costuma dizer, quem o tem tem medo. E vai daí usa a arma dentro dos limites que lhe foram ensinados e recomendados. E quando isso não acontece, quando se quer facilitar e condescender, é quando se arrisca, seja lá em que profissão fôr.
Mas com o que não posso concordar é que um pobre diabo seja tão cobarde que se sinta ameaçado a ponto de agredir um energúmeno armado com as suas próprias mãos e sujeito por apenas três agentes. Será falta de preparação? Será que entrou para a instituição pela porta do cavalo? Ou desiquilíbrio psíquico? É que seja qual fôr a causa, tem tratamento adequado. E deverá ser tanto mais célere quanto mais a própria PSP, e outras forças, se sintam e queiram ser sentidas como da ordem, em vez de refúgio de desordeiros.
As imagens, captadas à socapa no silêncio duma janela por um vídeoamador não deixam qualquer margem para dúvidas, a única dúvida que deixam é se e agressão não foi mesmo efectuada com o cassetete.
Quanto às reacções, o inspector da administração interna garante que se está a proceder a um rigoroso inquérito. Seja-me permitido duvidar dos resultados. Um indivíduo que tem uma arma à cintura e que num caso destes respondeu da maneira referida, como vai responder da próxima, se também não reparar em nenhuma câmara de vídeo? Será que o "rigoroso inquérito" vai mesmo até ao fim e servir de exemplo tanto para os agentes sérios (felizmente a maioria) como para o cidadão comum?
Também parece que o agredido (que acredito houvesse razões para ser detido) não quer apresentar queixa. Terá sido "aconselhado"?

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Que se lixe o maluco

Não sou a favor da pena de morte. Não que não pense que é o que certos indivíduos merecem, chego mesmo a bradar que há "indiciados" que nem direito a julgamento deveriam ter. A quente, ali no momento, acho que se poupariam muitos fundos e trabalho à comunidade se certos tipos fosse "suicidados" à socapa. Estou completamente de acordo que determinados terroristas deveriam ser "limpos" do mapa sem que quem quer que seja sonhasse que o maldito se tinha enforcado na trave dum celeiro cinco metros acima do solo enquanto dormia.
É que um gajo desses que "se suicide" deixa de ser um mártir para os pacóvios que o seguem e assume a cobardia mestra que é furtar-se a enfrentar as acusações que sabe mais que verdadeiras contra os seus actos que sabe mais que cobardes (como qualquer acto terrorista, assumindo muito simplesmente como terrorismo aquilo que agride inocentes que não estão nem contra nem a favor da luta do cobarde atrás referido).
É por isso que, tirando o asco, me dá vontade de rir a notícia que dá conhecimento que determinado gajo (seria falta de respeito para comigo próprio pôr aqui o seu nome) se afirma convicto da razão ao perpetrar o "11 de Setembro" e, mais, sente prazer e felicidade ao ouvir o sofrimento das vítimas e seus familiares.
Um indivíduo como este não merece nem mais um dia de liberdade, por duas razões muito, muito, muito simples:
- se está no pleno uso das suas capacidades mentais (do que não duvido), tem plena consciência da aberração dos seus actos bem como do que representa a sua existência em termos de segurança para a humanidade. E deve ser posto "de molho" durante uns trezentos anos para que não sucedam poucas-vergonhas como sucedem em Portugal com a amnistia das presidenciais, a amnistia do Natal, a amnistia, das autárquicas e do raio-que-os-parta, em que nos arriscamos a ainda ter de pedir desculpas ao bandido por não estarmos na trajectória da bala;
- se não está na posse das suas capacidades, é porque a isso foi aconselhado pelo advogado de defesa. Então que vá para um hospital psiquiátrico e que (ao contrário desta anedota a que alguns chamam país) só saia de lá quando houver provas de que está mesmo curado da sua sociopatia!
De certeza não faltarão por aí os comentadores do costume, arrotando as postas (bostas) do costume contra o intervencionismo norte-americano, esquecendo-se de mais de seis mil inocentes só naquele dia.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Mais uma lei para cobarde cumprir

Caíu o mundo! Querem matar a música!
É assim que os miúdos ( e graúdos) amantes de música vêem a nova "lei" que os proíbe de sacar músicas da NET. O terror instalou-se, trazido pelos pistoleiros a soldo dos crápulas que (ainda) imperam na distribuição fonográfica. Neste caso, dos sabujos que cá dentro andam a reboque do que "de melhor" se faz lá fora, baseados na ignorância e no medo que daí advém.
Analisemos a coisa com calma, mesmo sem grandes conhecimentos jurídicos e sem quaisquer pretensões a "hacker".
Comprei um CD do R. Veloso, ou dos Pink Floyd. Quem me proíbe de o emprestar a um amigo? Por acaso a proibição de reprodução pública inclui que o toque numa festa em recinto fechado para a qual convidei 325 pessoas amigas? É que assim fôr quero desde já saber a que fiscal devo untar as patinhas para que não me venha pedir que preencha o formulário para pagar à Sociedade Portuguesa de Autores o "xis" por música... E mesmo esse pagamento à S.P.A. quem é que me garante que não vai para a conta da filha do director não sei quantos e que tal e tal.. bem, vocês sabem a bronca da S.P.A. no ano passado...
Lá porque tenho uma arma em casa, não tenho o direito de matar quem quer que seja. Isto é: lá por ter o Kazaa, o AudioGalaxy ou o eMule não tenho o direito de "biscar" músicas na net. Pois bem , até aqui, PARECE que não há problema. Ou seja, problema há desde que as músicas sejam para mim. Se eu as sacar e conseguir RE-RE-RE-produzir essas músicas a nível industrial para vender num mercado-dos-lelos ou na feira-de-agosto-que-agora-é-em-outubro, com capa igualinha e tudo, vai-te embora ó melga que eu não vi nada.
Vejamos a coisa sobre o outro prisma. Qual a entidade competente pra verificar as minhas andanças pela internet? É que até ao momento continua por aí a pairar muito pedófilo, continua o tráfego de material pornográfico com crianças e parece que nada nem ninguém se importa, ou então toda a gente que deveria actuar anda apenas a fingir que o consegue fazer... Em que ficamos? O meu gosto por música é que é o crime?
Ficamos então com aquele amargo de boca de que o mundo nos está a cair no alto da cabeça. Vem-nos à lembrança os carregamentos que fazemos no telélé em que só pela real preguiça lusitana não metemos número de contribuinte, que é para os crápulas das operadoras continuarem a gozar à boa e à portuguesa isentos de IRS sobre os nossos pagamentos. E depois acreditamos que nos "ofereceram" 250 mensagens à borliu. O papelinho do parquímetro que ainda dá pra mais vinte minutos vai para o lixo, sabendo que aquele coitado que ali chegou mesmo quando a gente ía a sair só lá vai estar dez... mas que se lixe... se eu paguei, paga lá tu também, e o mínimo é meia hora! Querias o papelito, não?, vai-te mas é lixar.
Cá por mim, os verdadeiros heróis vão ser a malta dos portáteis. "Encostem-se" às paredes das empresas com ligações "wireless" e saquem o mais que puderem. Até lhes bato palminhas.
Fica uma questão no ar: onde anda essa tal Comissão Nacional de Protecção de Dados?

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Blogo. Logo, existo

Foi por um "e-mail" do nikonman que fiquei a saber que este "blog" foi referido no nº1 Correio Alentejo.
Como qualquer ser humano, mesmo sem pretensões a ser um farol nalgum lugar do mundo, gostei. Mesmo sem tempo pra me sentar aqui com regularidade e dizer o que me vai na alminha, motivado pela existência nesta cidade com que todos os bejenses (eu sou bejense) mantêm uma relação de amor/ódio enquanto cá vivem.
E sei também que aquela referência cria responsabilidades, pelo menos regularidade a mandar para aqui o que me passa pela cabeça. A avaliar pela estatística, as visitas aumentaram em flecha (é assim que se diz? e que significa?). Vou tentar ser regular.
Ao Correio Alentejo um abraço de agradecimento e votos de sucesso (mesmo que não me tivessem referido, eh eh).

sábado, 25 de março de 2006

Como manter um nível saudável de insanidade

1 - No teu horário de almoço senta-te no teu carro estacionado, põe óculos escuros e aponta um secador de cabelo para os carros que passam. Vê se eles diminuem a velocidade.
2 - Insiste que o teu e-mail é xena.princesa.guerreira@rtf.pt ou elvis.o.rei@rtf.pt
3 - Sempre que alguém te pedir para fazer alguma coisa pergunta se quer com batatas fritas a acompanhar.
4 - Encoraja os teus amigos a fazerem uma dança de cadeiras sincronizada.
5 - Coloca a tua lata de lixo sobre a mesa e escreve nela "Enfia a cabeça".
6 - Desenvolve um estranho medo de agrafadores.
7 - Põe descafeinado na máquina de café durante três semanas. Quando todos tiverem perdido o vício da cafeína muda para café extra-forte.
8 - No verso de todos os teus cheques escreve "Referente a favores sexuais":
9 - Sempre que alguém te disser alguma coisa responde "isso é o que tu pensas".
10 - Termina todas as tuas frases com "de acordo com a profecia".
11 - Ajusta o brilho do teu monitor para que o nível dele ilumine toda a área de trabalho. Insiste com os outros que gostas assim.
12 - Não uses pontuações.
13 - Sempre que possível salta em vez de andares.
14 - Pergunta às pessoas de que sexo são. Ri histericamente quando te responderem.
15 - Quando estiveres num Mac-drive-in, especifica que é para levar.
16 - Canta na ópera com os actores.
17 - Vai a um recital de poesia e pergunta por que é que os poemas não rimam.
18 - Descobre onde é que o teu chefe faz compras e compra exactamente as mesmas roupas. Usa-as um dia depois do teu chefe as usar (isto é especialmente efectivo se o teu chefe fôr do sexo oposto).
19 Manda e-mails para o resto da empresa para dizer o que estás a fazer. Por exemplo: "Se alguém precisar de mim, estou na casa de banho, 3ª porta à esquerda, 2ª sanita".
20 - Põe uma rede de mosquitos à volta da tua secretária. Põe um Cd com sons da floresta, durante o dia inteiro, e imita ruídos de macaco.
21 - Com cinco dias de antecedência, avisa os teus amigos que não podes ir à festa deles porque vai chover.
22 - Faz os teus colegas de trabalho chamar-te pelo teu apelido: Duro na Queda.
23 - Quando sair dinheiro da caixa automática, levanta os braços e grita "Jackpot !!!"
24 - Ao sair do zoo, corre na direcção do parque de estacionamento, gritando: "Salve-se quem puder, eles estão soltos!".
25 - Sempre que o teu chefe te recriminar, diz "não ligue, são as vozes da minha cabeça".
26 - À hora do jantar anuncia aos teus filhos "Devido à nossa situação económica, teremos de mandar um de vocês embora".
27 - Todas as vezes que vires uma vassoura, grita :" Amor, a tua mãe chegou!".
28 - Por fim, para manter um nível de insanidade...
30 - Manda este texto para todos os teus amigos, mesque àquele que to enviou. Mesmo que te tenham pedido para não lhes enviares nada.
30 - Envia, pelo menos, 10 vezes a cada um! ... de acordo com a profecia.

Recebido por e-mail

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

E a astronomia pró galheiro, não é?

Cá por mim já sou pouco adepto de religiões, sejam lá elas quais forem. E continuo com a ideia de que a primeira religião nasce quando o primeiro esperto encontra o primeiro medroso (vidé António Gramsci - esta é só pra mostrar cóltura).E já sei que para o ano vou outra vez papar com o milagre de Fátima, porque se cumprem noventa anos do milagre de fátima, e porque o milagre de fátima isto, e porque o milagre de fátima aquilo. Imaginem só o que vai ser em 2017; quase o mesmo do que ganharmos o campeonato do mundo.
Sou ateu a cento e um por cento. E tenho orgulho nisso. É que se eu, sem ter provas de que qualquer deus não existe o assumo como não existente, há aqueles sem ter qualçquer prova de que existe assumem exactamente o contrário. Também lhes dou ainda um pontinho de benefício da dúvida: aquilo que para mim são não-provas para eles são provas absolutas; mas cuidadinho: são não-provas de existência; da mesma maneira as não provas de não-existência deveriam ser respeitadas apenas como tal e nunca para validar "milagres". E por aqui me fico quanto à parte filosófica da coisa.
Também não me venham para cá os "adeptos de trazer por casa" com a história de que "o meu Deus é à minha maneira e não como os padres mo descrevem". Paupérrimo argumento que nada argumenta. O meu vizinho é um gajo porreiro ou uma besta, independentemente de ser ou não "à minha maneira e como os outros vizinhos mo descrevem". E existe, e é meu vizinho por minha sorte ou meu azar, ou não existe.
Não propriamente da mesma maneira, mas dum modo ainda mais linear, a astronomia e as leis da física existem. E são imutáveis seja qual fôr a posição filosófica/religiosa de cada um. A cagadela do pássaro que vem por aí abaixo não se safa à mais elementar das leis da gravidade que Newton descobriu e muito menos à aceleração dos graves antevista por Galileu. E tanto atinge a cabeça dum tipo que partilhe as minhas ideias como a do mais abnegado rato-de-sacristia de qualquer dos hemisférios terrestres. Também da mesma maneira um corpo celeste não dança. Nem começa a dançar por obra e graça do divino (desculpem lá esta da obra e graça) e a rodopiar por aí ou para aqui e para ali. A sua simples deslocação relativamente ao sistema de que é centro, de modo a ser visível dum dos outros corpos do sistema seria um cataclismo de tal modo grave que poria em causa (ou terminaria com) a existência desse mesmo sistema enquanto tal.
Pergunto-me então por que é que a igreja católica continua apostada na "dança do sol" de Fátima, hoje em dia, princípios do séc. XXI, quando se sabe que tal é completamente impossível? Da mesma maneira (e sem desfazer nas crenças de algum professor de astrofísica) gostaria que me explicassem da (im)possibilidade de tal fenómeno.
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NOTA: que me desculpe o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros (letra grande que o respeitinho é muito bonito), mas não ofendi nenhuma crença religiosa, pois não?
Ah, quase me esquecia: Sr. Dr. Freitas, apesar de ateu não tenho culpa das Cruzadas, elas foram instituídas pela "tolerância" católica.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Dr. Freitas, tenha juízo, por favor

Estava nos últimos minutos a presenciar o noticiário da RTP1 (neste momento são 13:30) e eis que me "caíram aos pés", como se costuma dizer em português de quem os tem. Não é que o excelentíssimo senhor embaixador do Irão em Lisboa afirma que há que fazer as contas porque não foram seis milhões de judeus os queimados na segunda guerra mundial? Boa oportunidade para o governo repensar as causas do mau aproveitamento a matemática dos jovens portugueses; este senhor, juntamente com o seu-amigo-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros era muito bem capaz de dar resposta ao problema.
O Irão, e não só, tem vindo a desenvolver um esforço quase caricatural (passe lá a redundância) para obter a ribalta política mundial e, ao mesmo tempo, mobilizar os seus cidadãos para uma "guerra santa" contra tudo e todos que sejam ocidentais. Será que isto tem a ver com o enriquecimento de urânio?
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O que não nos explicam o senhor embaixador mais o seu-amigo-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros é como é que as caricaturas foram publicadas na Dinamarca em Setembro de 2005 e só agora é que lhes saltou o umbigo.
O que não nos explicam o senhor embaixador mais o seu-amigo-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros é como é que em Outubro de 2005 já o jornal egípcio Al Fager publicava os "cartoons" sem que daí viesse fosse que mal fosse ao mundo.
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O que o amigo-do-embaixador-do irão-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros não quer ver é que o que está em causa são muito mais do que meia dúzia de bonecos (sem querer tirar ao "cartoon" o seu poder de mobilização e intervenção política); o que está em causa é a necessidade dos governos islâmicos reaverem os seus súbditos que começavam a abrir os olhos devido a essas coisas pecaminosas chamadas telemóveis, internets, televisões, rádios. Logo por acaso coisas de que os seus "mártires" se servem para perpetrar assassinatos em massa como no 11-de-Março ou no 11-de Setembro.
Ainda acerca do senhor embaixador do Irão mais o seu-amigo-nosso-ministro-dos-negócios-estrangeiros, vale a pena visitar http://povodebaha.blogspot.com/
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Pronto, o Zig apanhou-me


Costumo andar por aí espreitando pelos "blogs" mas desta vez tramei-me: o Zig desafiou-me para uma brincadeira que anda agora aqui a correr, e que consiste em enumerar 5-manias-5 , cumprido o regulamento. Só por causa das moscas aí vai já o "regulamento":
- cada desafiado deve "postar" no seu "blog" as 5-manias-5.
- deve dar conhecimeto ao desafiante de que já respondeu, através de "mail" ou comentário no "blog" deste.
- deve também desafiar outros cinco bloguistas para continuar a "bailação".
Cumpra-se então o destino (Zig, ficas a dever-me esta).
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Mania 1 - As aspas, aquela coisinha assim " " que é bem visível em quase todos os meus "posts" (estão a ver?) onde apareça uma palavra estrangeira. Sei lá porquê, talvez uma questão de pudor pela nossa língua que tão maltratada tem andado.
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Mania 2 - Bandeira nacional - Não é dessas merdices que por aí andam "made in china" com pimenteiros em vez de castelos e sem o risco branco à volta do escudo, ná. Estou a falar das genuínas, das repartições públicas e dos portugueses de gema (e clara). Onde quer que esteja a lindinha hasteada lá vou andando de pescoço torcido pra ver se continua a mania (dos outros) de a pendurar de cabeça pra baixo, arriscando-me a marrar com um pacato poste ou a pisar uma inofensiva bosta de cão pacificamente postada em seu descanso.
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Mania 3 - Abaixo os apressados! - Andam por aí uns gajos com a mania de que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Cá pra mim é uma grosseira tentativa de desvirtuar a minha máxima: para quê fazer hoje o que posso deixar para amanhã?
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Mania 4 - O meu nariz - Experimentem isto (mas experimentem mesmo): ergam a mão direita (ou a esquerda, que os canhotos também têm direito à vida). Agora encostem a ponta do polegar à ponta do indicador, exactamente como se estivessem a pegar num baguinho de areia muito pequenino. Já está? Fazendo força dos dois dedos um contra o outro puxem o polegar para trás (em direcção à raiz do indicador) cerca de meio centímetro, como se rodassem o tal baguinho de areia, sempre fazendo força. É claro que a ponta da unha do indicador está agora ligeiramente afastada do dedo. Aproveitem para, nestas condições, introduzir a ponta do indicador numa das narinas. Já tá? Agorem "rodem o baguinho de areia" ao contrário e vão ver que apanharam algo. Puxem suavemente e têm ao vosso dispor mais um exemplar de "símius narigatus", essa coisa que alguns menos asseados insistem em embrulhar num trapinho e guardar no bolso.
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Mania 5 - Ser feliz - Um colega de serviço disse-me isto há aproximadamente uns quinze anos: "Já viste que há aqui gajos que são autênticas maravilhas da natureza? Chegam de trombas, passam aqui o dia de trombas e vão-se embora de trombas. No dia seguinte voltam de trombas, e conseguem estar sempre de trombas E NÃO REBENTAM! Então não são autênticas maravilhas da natureza?"
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Pronto, aí estão as minhas 5-manias-5. Onde é que agora vou desencantar 5 pra responderem a isto?
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Desculpa lá Zig, mas não estou a ver mais ninguém, já tá tudo ocupado.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Estão mais preocupados com uma caricatura...

As fotos seguintes recebi-as dum colega bloguista via e-mail. o texto que as acompanhava é o seguinte:

"Castigo a 1 rapaz que roubou pão no Irão...
Infelizmente, o que se vê nestas fotos é real e recente.
Esta criança Iraniana roubou pão e está a ser castigada.
Indignem-se e passem .

See how these "men" better calling them simply animals, punished a child who stole bread..
Please forward these pics..."


Ao que parece, para os líderes muçulmanos, tudo é desculpável desde que diàriamente se reze virado para Meca, de cu para o ar...






sábado, 21 de janeiro de 2006

À sombra da azinheira



Isté quié um'assombra!
Poderia ser a frase de espanto, mas é verdade. A imagem surripiei-a daqui , e partiu de uma mensagem que recebi a pedir informações sobre esta beleza. Segundo o indicado encontra-se ali para os lados de Castro Verde e já há uns vinte anos ouvi falar do assunto, mas pouca informação tenho sobre o mesmo. Se alguém souber, dê uma espreitadela aos "links" abaixo referidos e engrandeça mais um pouco a nossa terra.
A verdade é que já me tinham falado numa azinheira à sombra da qual se poderiam juntar mais de quarenta vacas (bem... vamos lá a levar isto a sério; é uma azinheira, não é uma discoteca!)
Link 1 - não deixem de ir aqui
Link 2 - e aqui também é obrigatório

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Papel higiénico estampado, já!



Já sei que me vão chamar bota-de-elástico, mas para aí é pra onde melhor durmo. Até porque se é de elástico adapta-se. E adaptar é mudar. E só não muda quem nada aprende.
E a Portugal Telecom aprendeu. Mas da mesma maneira que se aprendem coisas boas também se aprendem coisas más. E má é a publicidade que faz a si própria, gabando-se de ter sido pioneira europeia na banda larga, na oferta de acesso à net e mais que mais. Tudo bem até aí, cada um gaba o seu umbigo e a PT tem direito a fazê-lo, e pùblicamente, até porque tem mais massa para gabá-lo do que eu. Mais a mais em "horário nobre" da TV. Já ao que a PT não tem direito (e aqui o procurador da minha república ou quem o valha deveria fazer-se ouvir) é a fazê-lo com o hino do meu país (?) como música de fundo. É que o "spot" (é assim que se chama aquela porra agora, não é?) publicitário a que assisti há pouco tinha como música de fundo isso mesmo, a "Portuguesa" que, bem ou mal, ainda é o hino disto a que (repito-me) alguns têm a pouca vergonha de chamar país.
Proponho à administração da Portugal Telecom que mande fazer, para uso nos lavabos da empresa, papel higiénico estampado com o escudo nacional.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

às vezes uma simples lanterna vale mais que cinquenta nós

Nunca fui escuteiro. Nem escoteiro. E nem sei e muito menos quero saber a razão de uns o serem com O enquanto outros o são com U. (Só pra ser chato: uns é que é com U, outros é com O).
Também nada tenho contra, até muitos amigos me propuseram que ingressasse nas suas fileiras (passe o militarismo do termo) no início da minha adolescência mas nunca a tal me senti inclinado. Não que não goste de campismo, actividades ao ar livre e guitarradas à volta da fogueira. Também não foi por não ir muito à baila com fardas (que não vou). Também não tenho medo de aprender a fazer aquelas dezenas ou centenas de nós diferentes; e, vendo bem, pra quê? Sei fazer dois ou três e já chega.
No entanto, há coisas que me deixam deveras apreensivo, até preocupado. E vem isto a propósito dos seis escuteiros que se perderam na Serra da Estrela, felizmente já resgatados. Aquilo que acabou em bem poderia ser uma tragédia. Mas também poderia ter sido evitado se, mais importante que umas dúzias de nós diferentes, se tivesse atentado aos sinais atmosféricos que qualquer indivíduo menos afoito (ou mais realista) teria respeitado. Também li que não havia rede de telemóvel na zona; pronto, tá bem, nada poderia ter sido feito por esse lado. Mas o que é certo é que também ouvi esta manhã na rádio que "durante a noite víamos ao longe as luzes das buscas"... pois... e ninguém se lembrou de levar a porra duma simples lanterna com que pudesse sinalizar a sua presença.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Só porque me chamaram hipócrita, eh eh



E mais uma vez cá estamos nós, babados de boas intenções, com os olhos brilhantes de emoção, como se os outros 364 dias (365 nos anos bissextos) tivessem sido exactamente iguais ao próximo 25 ("em intenções", porque "em acções" chega-te pra lá ó melga!).
Toda a gente é (?) feliz nesta quadra, acabaram-se os problemas, não há sem-abrigos, mulheres a levar porrada porque o clube de futebol do marido perdeu, putos violados, corruptos ao volante desta gaita a que alguns teimam (desavergonhadamente) em chamar país. Ninguém paga mais em impostos do que 10 % do seu vencimento, a sida foi-se pró camano, deixou de haver "a maior apreensão de cocaína deste ano" porque não é preciso distrair o pessoal das notícias a sério e os acidentes na estrada podem mesmo ser imputados ao empreiteiro da mesma porque a malta até é educada e no meio das pernas tem aquilo que a natureza lhe deu e não uma chave de ignição.
Nesta época o Presidente da República (com letra grande, pois então) até sabe ler e escrever, apesar de a Constituição (também com letra grande, pois então) não o exigir; apenas pede mais de trinta e cinco anos e cadastro limpo (alguém decretou que não há analfabestismo nesta gaita a que alguns teimam (desavergonhadamente) em chamar país).
À porta da igreja do Carmo, da de Santa Maria, Sé e outras, os pedintes até vão levar uma moedita porque nesta quadra (mas só nesta, nada de abusos...) as senhoras colunáveis cá do burgo não vão fingir que estavam olhando pró outro lado e, enquanto deixam escorregar o denário pelo cabedal (de imitação) das luvas, vão revirar os olhos num êxtase fingido que há mais de quinze anos não sentem e suspirar um "deus o abençoe", Aquele deus que teimosamente teimam em ateimar seu todos os dias entre duas dentadas num biscoito do chá das cinco com as amigas.
Toda a gente que trabalha vai receber o salário sem qualquer atraso, bem como o décimo terceiro. Os clubes de futebol (ou melhor, os seus dirigentes) vão pagar o que devem ao fisco e à previdência. A notícia de abertura dos telejornais e primeira página dos diários vai deixar de ser os futebolistas com dois meses de vencimento em atraso que ganham mais num mês que os coitados que não recebem há sete ou oito meses e não ganham num ano sem atrasos o que aqueles ganham em trinta dias (e que têm mulher, filhos, pais e mães pra sustentar, e não conseguem fugir ao fisco, à previdência e nem tampouco têm um sistema de saúde que os opere antes da missa dos trinta dias). E mesmo assim estes, (os que deveriam ser operados antes da missa dos trinta dias) continuam a bater palmas aos outros (os da notícia de abertura dos telejornais e primeira página dos diários) que vivem no mesmo sítio a que alguns teimam (desavergonhadamente) em chamar país.
Eu também vou fingir. Em vez de me dar bem com os meus semelhantes pelo simples facto de serem meus semelhantes vou fingir que o faço porque um qualquer ser superior decretou que assim deveria ser. Em vez de me dar bem com os meus semelhantes pelo simples facto de serem meus semelhantes, e sem qualquer interesse da minha parte, vou fingir que o faço com o intuito de comprar um bilhete para um paraíso, seja lá essa porra onde fôr. Vou fingir que quero ir para esse paraíso (seja lá essa pôrra onde fôr) e que abdico de lutar por ele aqui, na Terra onde vivo.
Se esse tal deus dos hipócritas, falsetes e ratas de sacristia que preside a todos os chás das cinco existisse, de certeza que iria compreender; a não ser que tivesse coragem pra continuar a fingir que existia.

sábado, 17 de dezembro de 2005

Trabalhador do sexo é o farmacêutico!

Pronto! Agora lembraram-se desta. Legalizar a prostituição em Portugal. E os argumentos são o arroz queimado do costume: o sindicato pode intervir em defesa da associada, deixa de haver exploração de mão (mão?!?!?!!?) de obra por terceiros, e blá blá blá do costume.
A denominação até mudou para "trabalhadoras do sexo". Trabalhador do sexo é o meu farmacêutico que me vende preservativos!...
A argumentação é tão falaciosa ( falaciosa não vem de felatio, hem?) como o é pôr uma tenda com três ou quatro garotas ali na meia-laranja, com uma "marzápio" de madeira, a ensinar outros adolescentes a colocar um preservativo, com o intuito de assim se conseguir diminuir o avanço da sida (riem-se? pois olhem que já aconteceu...).
Se se pretende diminuir a entrada ilegal de mulheres forçadas a vender o corpo, deixem-se de tretas: o tabaco é legal e continua a ser contrabandeado. E não são só os que fumam contrabandeado que apanham cancro de pulmão.
Mas como nestas coisas de legislação há sempre alguém por trás que mexe os cordelinhos (exactamente como nas marionetas, ou fantoches...), pergunto-me que douto iluminado vai a que casa de meninas de que tia despejá-los para descontrair da trabalheira que é governar um povo como o nosso; e, pois claro, lhe prometeu o que agora vem a lume na imprensa. Não me digam que os maçons já andam metidos em "antros de perdição".
Mas para quem quiser ver as coisas doutra maneira, o assunto pode ser que renda mais uns cobres ao depauperado tesouro nacional. Só que quem recebe dinheiro das putas é chulo. Será que algum futuro ministro das finanças quer ser acusado de proxenetismo? Também não me parece que os mesmos "decisores dos destinos nacionais" queiram obter os favores duma dessas "trabalhadoras" a um ano da idade de reforma, agora que vai ser aos sessenta e cinco...
E quanto aos comícios de campanhas eleitorais? Se eu disser que um candidato é filho do padeiro, de certeza que não tenho problemas por isso. Espero também, agora que há "trabalhadoras do sexo", que me seja permitido dizer que é filho da dita cuja!

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Cuidado com a alavanca das velocidades!


Malta, ponham-se a pau: um estudo levado a cabo pela Universidade de Cambridge alerta para o perigo de nós, os homens, bebermos café nessas máquinas em que pomos a moeda e sai o café quentinho.
Segundo o estudo, publicado na Science e Vie de Outubro, a simples ingestão de uma bica dessas muito quente servida em copinho de plástico leva-nos dois terços da potência sexual: queima a língua e os dedos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Quem é que disse que os rouxinóis velhos não cantam?
Aconteceu no sábado à noite, no Pax Júlia. Foi bom voltar a pisar aquele palco, uns vinte anos depois de lá ter estado pela última vez. Se a casa não estava cheia (noite de Porto-Benfica, caso nacional), isso não fez com que a assistência fosse mais fria.
Na pessoa do Pedro Branco, endosso ao Despertar um abraço pela iniciativa.
Aos actuais elementos do grupo que ajudei a fundar, que sigam com mais sucesso ainda do que nós conseguimos. A todos os que sempre nos apoiaram, o agradecimento pelo carinho dispensado, que nos obrigou a fazer duma brincadeira um grupo a sério.
Um dia destes volto ao tema.
E um abraço ao zig pela referência e apreço.

AH! Rouxinol!

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Cuecas a cinquenta "sètimos"! ó freguês! Três pares um éro´!!

E pronto, quase que aí estamos novamente de canetempunho, prontos a pôr mais uma cruzinha no papel, desta vez para aqueles que nos vão enganar, desenganar, encantar, desencantar, trair, distrair...nos próximos tempos.
E eu tenho que dar a mão à palmatória, porque tinha jurado a pés juntos frente a um cromo do S. Judas Tadeu que me saiu no bolicau que não votava em mais c***** nenhum prá casinha da praça. Mas prontux (já aprendi uma nova: prontux). Lá me convenceram a desabafar. E decidi o que acima tá dito (é escusado virem perguntar-me em quem ou quê vou votar que isso é do meu foro pessoal). E, como se não estivesse mais que esclarecido sobre o que quero, ainda por cima todos, mas todos TOOOOODOOOOSSS (deixem-se lá de porras que nisso são toooooodos iguais, excepto a malta do bloco, e do que digo tirem as ilações que quiserem) se comportam exactamente da mesma maneira. Andam por aí de carripana azucrinando a mioleira ao pagode:
- Zé da Fisga. O seu candidato. Vai pintar a cidade às riscas. Com o apoio da reputada estilista Maria dos Trapinhos.
- Domingo vote no Manel Bidé. O candidato que não recorre a gente de fora pra renovar a cidade. Por uma cidade limpa vote Manel Bidé. Manel Bidé é o candidato da limpeza profunda!
- Zuca do Ó Vaitembora pela mudança !!! Vaitembora pra sermos uma cidade feliz!
TOOOOOOOOODOS diferentes! TOOOOOOOOODOS iguais! As campanhas igualinhas sem tirar nem pôr, cheias de promessas que uns, por já lá estarem há séculos ainda não tiveram tempo de cumprir, outros porque nunca lá estiveram não cumpriram, nem cumpririam, nem cumprirão se para isso tiverem oportunidade.
Igualinhos, e isso aí ninguém poderá dizer que é mentira, no estilo: pára-se o pópó ali onde mais incomoda, gaitada pela corneta em altos berros e lá vais de "Cuecas a cinquenta sètimos! ó freguês! três pares um éró!!!!" Não chegará de algazarra? Ainda alguém acredita que a malta muda só porque lhe deram um papelinho com o retrato do D. Sebastião que regressou numa manhã sem nevoeiro?
E quanto às caixas de correio, ora ora; não bastava o modelo, mais o lidl e o ecomarché, pra não falar do mestre ónépimpim da áfrica profunda que resolve casos de amor, dinheiro, caspa e unhas encravadas. Tudo lá aparece, jogado pela surrefa da noite, que isto de pôr charenga na caixa de correio às claras, ó pra ele... Só ainda não sei por que razão aquela murraça é de papel lustroso, é que doutra maneira sempre dava pra outros fins mais higiénicos, né?

domingo, 2 de outubro de 2005

Anónimos? Não, obrigado.

Porquê?
Primeiro - os comentários mais ordinários que por aí vejo, especialmente no tocante às autárquicas, são quase sempre anónimos.
Segundo - gosto de saber com quem falo, e mesmo que não fique a conhecer a pessoa se ela tiver um "nickname" registado posso criar-lhe um perfil a partir dos seus outros comentários, aqui no Sombra da Azinheira ou fora dele.
Terceiro - porque isso não vai diminuir o número dos meus comentadores (são tão poucos), e mesmo que fosse estava-me "nas tintas".
Quarto - porque para ter um blog, tive de registar uma identidade; e quem quiser comentar não manda aqui mais do que eu.
PIM!
Nota: o boneco é cá do "je" mas não tem direitos de autor.

sábado, 17 de setembro de 2005

Nem sempre o que parece, é ...

Esta está simplesmente genial. Recebi-a por "mail" do amigo Abade Anacleto e não resisti a partilhá-la com o mundo (com a devida autorização do remetente, pois então).

George Bush morre de um ataque de coração e imediatamente vai para o inferno onde o Diabo o está esperando.
- Sabes, não sei o que vou fazer contigo - diz o Diabo - esta é a minha lista, mas não tenho lugar para ti e como foste tão mau tiveste que cair aqui. Assim vamos fazer o seguinte: há algumas pessoas aqui que não foram tão más como tu, assim tens que deixar alguém ir e tu ficas no seu lugar. Mas vou-te deixar escolher entre três celas.
Bush, que não tinha outra opção, aceitou; assim que o Diabo abriu a primeira cela, ali estava Ronald Reagan numa grande piscina. Tudo o que ele fazia era mexer-se na água e tentar sair. Esse era o seu destino no Inferno. "Não - pensou Bush -, não gosto disso, eu não sou bom nadador e não consigo fazer isso todos os dias".
O Diabo abriu a segunda cela e ali estava Richard Nixon. Todo o santo dia picando com um martelo uma montanha de pedras. "Não - pensou Bush - não posso picar pedra todos os dias pois tenho problemas com o meu ombro.O Diabo abriu a terceira cela e... ali estava Hussein, comodamente deitado, com as mãos atrás da cabeça, as pernas abertas e fumando um charuto cubano. Agachada sobre ele encontrava-se Monica Lewinsky fazendo o que ela sabe fazer de melhor. Bush olhou a cena com incredulidade e gritou animadíssimo:
- Quero cair aqui! Quero ficar aqui!
Então o diabo sorriu maliciosamente e gritou: Mónica, já chegou o teu substituto!

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Atão mazondé kelezandon?

Pronto, prometi que era para o dia seguinte mas não consegui; mas de qualquer maneira vamos lá a falar de espíritos.
Aqui há uns tempos ficámos a saber por um canal de televisão que aqui bem perto de Beja, ali em S. Matias, andava o diabo à solta. Como se não bastasse todas as desgraças que nos enfiam em casa, lá veio já nem sei que canal de telepantominice com a história de que, quando aqueles dois pobres coitados estavam sózinhos em casa, era um dançar de cómodas, pratos pelos ares e até, pasme-se, "este crucifixo que estão a ver voou até áquela parede". Eu não vi nada, juro que não vi, não porque lá não estivesse (que não estava), mas porque nesta porra de coisas do outro mundo ninguém tem um telelé desses que apenas servem para tirar retratos ali à mão, toda a gente tem câmaras digitais mas o demo desliga as pilhas no momento fatal. E ninguém tem dois dedos de testa para ver que as "vítimas" de casos destes, os "possessos", não passam de pessoas psicològicamente desequilibradas que, independentemente da sua vontade, têm uma necessidade extrema de atenção que de outra maneira não conseguiriam obter. Ninguém quer ver que, obtidos os sessenta segundos de glória ("ali estou eu na televisão") tão ansiados, nunca mais aparecem naquelas casas os fantasmas que a vizinha jura a pés juntos também ter visto "com estes dois que a santa terrinha há-de comer"!
Começo a ficar cansado de notícias do género, é que já nem vontade de rir, a coisa dá mesmo para ficar triste, tal é o atestado de estupidez que nos querem pregar na testa. De qualquer das maneiras, sempre dá pra alguém ter aquele tão almejado minutinho de glória.
Já agora, sabem que há um candidato às autárquicas que se tem desdobrado em visitas à astróloga? Pronto, tá bem, cada um acredita no que quer, têm razão... juro que já nem toco no assunto!