sexta-feira, 5 de maio de 2006

sinceridade...















"O holocausto não aconteceu ... ainda."

Retirado daqui

segunda-feira, 24 de abril de 2006

SEMPRE!


Lembro-me que o dia 25 de Abril de 1974 foi quinta-feira. Um daqueles dias chatos, embrulhados e frios, com um ventinho ainda mais chato. Eu tinha a mania (e a possibilidade) de ficar a ouvir rádio pela noite dentro, a ler na cama, com os auscultadores (nem auriculares tinham o direito de ser, e só se começaram a chamar "fones" com o advento das telenovelas), mas logo por azar nessa madrugada nem levei o rádio para a cama. Também tinha ideia de como se vivia: os catorze anos já tinham ouvido muita conversa, coisas que "só se fala aqui em casa, isto não se pode dizer lá fora" e dois tios que tinham passado um pela Guiné, outro por Moçambique, numa guerra porque aquilo é nosso que nós é que fomos pra lá desenvolver. Queria ver se os russos ou os cubanos tivessem vindo para cá "desenvolver", o que diriam os mesmos nessa ocasião...
A chegada ao Liceu pelas oito e trinta, a malta comentando que "esta merda tá preta, pá, aquilo lá pra Lisboa tá mal" e que "mas ali na pide não se nota nada!", a PIDE que ficava na Avenida Vasco da Gama, por trás (ao lado) do Liceu.
Lembro a cara de medo de alguns professores, arrependidos do dia 24, e a de outros, esperançados no 26.
E vejo uma geração que nasceu depois do vinte-cinco, que hoje tem direito (felizmente) a cartão jovem, inter-rail, programa erasmus e internet, pode entrar no cinema pra ver filmes de classificação superior em três anos à sua idade, e que nós, mesmo com idade suficiente, só os apanhávamos cá um ano ou mais depois de terem sido produzidos, geração essa onde (infelizmente) há indivíduos que impunemente fazem a saudação nazi, clamam por colónias que (como qualquer colónia) nunca foram de mais ninguém a não ser de quem lá nasceu, amestrados para isso por pais que, se se voltasse a uma guerra colonial, punham os nazizecos "lá fora" num exílio dourado.
Mais que não fosse, só pela possibilidade de não ter que ir pra uma guerra que não era minha, andar aos tiros contra quem tinha ( e tem ) ainda menos que eu, habilitando-me a uma condecoração póstuma imposta por um fulano cujo filho atleta de alta competição era "inapto" para a guerra do papá, tendo eu levado um balázio no seu lugar, mais que não fosse, só por isso já valeu a pena o vinte-cinco.
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Prometo que, independentemente da data, vou aqui voltar ao assunto, porque 25 de Abril SEMPRE!

quinta-feira, 20 de abril de 2006

À solta ...


Acabo de ver no telejornal mais uma daquelas que nos deixam a pensar sèriamente se o criminoso é este ou o outro. Um indivíduo que provocara desacatos, e que já estava neutralizado por três elementos da PSP do Porto é agredido por um quarto agente que, sei lá, se deve ter sentido verdadeiramente ameaçado pelo meliante que, como já referi, estava neutralizado por apenas três colegas seus.
Sinceramente penso e aplaudo quando sei dum polícia ou guarda que, perante a ameaça dum indivíduo armado e pouco dado a brincadeiras, puxa da arma e a sabe usar, venham ou não fulanos de microfone em punho com perguntas do género: "Mas você gritou mesmo que disparava se ele não parasse? E quantas vezes?!?" . É que o polícia, o guarda, o agente da judiciária também têm família e, como se costuma dizer, quem o tem tem medo. E vai daí usa a arma dentro dos limites que lhe foram ensinados e recomendados. E quando isso não acontece, quando se quer facilitar e condescender, é quando se arrisca, seja lá em que profissão fôr.
Mas com o que não posso concordar é que um pobre diabo seja tão cobarde que se sinta ameaçado a ponto de agredir um energúmeno armado com as suas próprias mãos e sujeito por apenas três agentes. Será falta de preparação? Será que entrou para a instituição pela porta do cavalo? Ou desiquilíbrio psíquico? É que seja qual fôr a causa, tem tratamento adequado. E deverá ser tanto mais célere quanto mais a própria PSP, e outras forças, se sintam e queiram ser sentidas como da ordem, em vez de refúgio de desordeiros.
As imagens, captadas à socapa no silêncio duma janela por um vídeoamador não deixam qualquer margem para dúvidas, a única dúvida que deixam é se e agressão não foi mesmo efectuada com o cassetete.
Quanto às reacções, o inspector da administração interna garante que se está a proceder a um rigoroso inquérito. Seja-me permitido duvidar dos resultados. Um indivíduo que tem uma arma à cintura e que num caso destes respondeu da maneira referida, como vai responder da próxima, se também não reparar em nenhuma câmara de vídeo? Será que o "rigoroso inquérito" vai mesmo até ao fim e servir de exemplo tanto para os agentes sérios (felizmente a maioria) como para o cidadão comum?
Também parece que o agredido (que acredito houvesse razões para ser detido) não quer apresentar queixa. Terá sido "aconselhado"?

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Que se lixe o maluco

Não sou a favor da pena de morte. Não que não pense que é o que certos indivíduos merecem, chego mesmo a bradar que há "indiciados" que nem direito a julgamento deveriam ter. A quente, ali no momento, acho que se poupariam muitos fundos e trabalho à comunidade se certos tipos fosse "suicidados" à socapa. Estou completamente de acordo que determinados terroristas deveriam ser "limpos" do mapa sem que quem quer que seja sonhasse que o maldito se tinha enforcado na trave dum celeiro cinco metros acima do solo enquanto dormia.
É que um gajo desses que "se suicide" deixa de ser um mártir para os pacóvios que o seguem e assume a cobardia mestra que é furtar-se a enfrentar as acusações que sabe mais que verdadeiras contra os seus actos que sabe mais que cobardes (como qualquer acto terrorista, assumindo muito simplesmente como terrorismo aquilo que agride inocentes que não estão nem contra nem a favor da luta do cobarde atrás referido).
É por isso que, tirando o asco, me dá vontade de rir a notícia que dá conhecimento que determinado gajo (seria falta de respeito para comigo próprio pôr aqui o seu nome) se afirma convicto da razão ao perpetrar o "11 de Setembro" e, mais, sente prazer e felicidade ao ouvir o sofrimento das vítimas e seus familiares.
Um indivíduo como este não merece nem mais um dia de liberdade, por duas razões muito, muito, muito simples:
- se está no pleno uso das suas capacidades mentais (do que não duvido), tem plena consciência da aberração dos seus actos bem como do que representa a sua existência em termos de segurança para a humanidade. E deve ser posto "de molho" durante uns trezentos anos para que não sucedam poucas-vergonhas como sucedem em Portugal com a amnistia das presidenciais, a amnistia do Natal, a amnistia, das autárquicas e do raio-que-os-parta, em que nos arriscamos a ainda ter de pedir desculpas ao bandido por não estarmos na trajectória da bala;
- se não está na posse das suas capacidades, é porque a isso foi aconselhado pelo advogado de defesa. Então que vá para um hospital psiquiátrico e que (ao contrário desta anedota a que alguns chamam país) só saia de lá quando houver provas de que está mesmo curado da sua sociopatia!
De certeza não faltarão por aí os comentadores do costume, arrotando as postas (bostas) do costume contra o intervencionismo norte-americano, esquecendo-se de mais de seis mil inocentes só naquele dia.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Mais uma lei para cobarde cumprir

Caíu o mundo! Querem matar a música!
É assim que os miúdos ( e graúdos) amantes de música vêem a nova "lei" que os proíbe de sacar músicas da NET. O terror instalou-se, trazido pelos pistoleiros a soldo dos crápulas que (ainda) imperam na distribuição fonográfica. Neste caso, dos sabujos que cá dentro andam a reboque do que "de melhor" se faz lá fora, baseados na ignorância e no medo que daí advém.
Analisemos a coisa com calma, mesmo sem grandes conhecimentos jurídicos e sem quaisquer pretensões a "hacker".
Comprei um CD do R. Veloso, ou dos Pink Floyd. Quem me proíbe de o emprestar a um amigo? Por acaso a proibição de reprodução pública inclui que o toque numa festa em recinto fechado para a qual convidei 325 pessoas amigas? É que assim fôr quero desde já saber a que fiscal devo untar as patinhas para que não me venha pedir que preencha o formulário para pagar à Sociedade Portuguesa de Autores o "xis" por música... E mesmo esse pagamento à S.P.A. quem é que me garante que não vai para a conta da filha do director não sei quantos e que tal e tal.. bem, vocês sabem a bronca da S.P.A. no ano passado...
Lá porque tenho uma arma em casa, não tenho o direito de matar quem quer que seja. Isto é: lá por ter o Kazaa, o AudioGalaxy ou o eMule não tenho o direito de "biscar" músicas na net. Pois bem , até aqui, PARECE que não há problema. Ou seja, problema há desde que as músicas sejam para mim. Se eu as sacar e conseguir RE-RE-RE-produzir essas músicas a nível industrial para vender num mercado-dos-lelos ou na feira-de-agosto-que-agora-é-em-outubro, com capa igualinha e tudo, vai-te embora ó melga que eu não vi nada.
Vejamos a coisa sobre o outro prisma. Qual a entidade competente pra verificar as minhas andanças pela internet? É que até ao momento continua por aí a pairar muito pedófilo, continua o tráfego de material pornográfico com crianças e parece que nada nem ninguém se importa, ou então toda a gente que deveria actuar anda apenas a fingir que o consegue fazer... Em que ficamos? O meu gosto por música é que é o crime?
Ficamos então com aquele amargo de boca de que o mundo nos está a cair no alto da cabeça. Vem-nos à lembrança os carregamentos que fazemos no telélé em que só pela real preguiça lusitana não metemos número de contribuinte, que é para os crápulas das operadoras continuarem a gozar à boa e à portuguesa isentos de IRS sobre os nossos pagamentos. E depois acreditamos que nos "ofereceram" 250 mensagens à borliu. O papelinho do parquímetro que ainda dá pra mais vinte minutos vai para o lixo, sabendo que aquele coitado que ali chegou mesmo quando a gente ía a sair só lá vai estar dez... mas que se lixe... se eu paguei, paga lá tu também, e o mínimo é meia hora! Querias o papelito, não?, vai-te mas é lixar.
Cá por mim, os verdadeiros heróis vão ser a malta dos portáteis. "Encostem-se" às paredes das empresas com ligações "wireless" e saquem o mais que puderem. Até lhes bato palminhas.
Fica uma questão no ar: onde anda essa tal Comissão Nacional de Protecção de Dados?

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Blogo. Logo, existo

Foi por um "e-mail" do nikonman que fiquei a saber que este "blog" foi referido no nº1 Correio Alentejo.
Como qualquer ser humano, mesmo sem pretensões a ser um farol nalgum lugar do mundo, gostei. Mesmo sem tempo pra me sentar aqui com regularidade e dizer o que me vai na alminha, motivado pela existência nesta cidade com que todos os bejenses (eu sou bejense) mantêm uma relação de amor/ódio enquanto cá vivem.
E sei também que aquela referência cria responsabilidades, pelo menos regularidade a mandar para aqui o que me passa pela cabeça. A avaliar pela estatística, as visitas aumentaram em flecha (é assim que se diz? e que significa?). Vou tentar ser regular.
Ao Correio Alentejo um abraço de agradecimento e votos de sucesso (mesmo que não me tivessem referido, eh eh).

sábado, 25 de março de 2006

Como manter um nível saudável de insanidade

1 - No teu horário de almoço senta-te no teu carro estacionado, põe óculos escuros e aponta um secador de cabelo para os carros que passam. Vê se eles diminuem a velocidade.
2 - Insiste que o teu e-mail é xena.princesa.guerreira@rtf.pt ou elvis.o.rei@rtf.pt
3 - Sempre que alguém te pedir para fazer alguma coisa pergunta se quer com batatas fritas a acompanhar.
4 - Encoraja os teus amigos a fazerem uma dança de cadeiras sincronizada.
5 - Coloca a tua lata de lixo sobre a mesa e escreve nela "Enfia a cabeça".
6 - Desenvolve um estranho medo de agrafadores.
7 - Põe descafeinado na máquina de café durante três semanas. Quando todos tiverem perdido o vício da cafeína muda para café extra-forte.
8 - No verso de todos os teus cheques escreve "Referente a favores sexuais":
9 - Sempre que alguém te disser alguma coisa responde "isso é o que tu pensas".
10 - Termina todas as tuas frases com "de acordo com a profecia".
11 - Ajusta o brilho do teu monitor para que o nível dele ilumine toda a área de trabalho. Insiste com os outros que gostas assim.
12 - Não uses pontuações.
13 - Sempre que possível salta em vez de andares.
14 - Pergunta às pessoas de que sexo são. Ri histericamente quando te responderem.
15 - Quando estiveres num Mac-drive-in, especifica que é para levar.
16 - Canta na ópera com os actores.
17 - Vai a um recital de poesia e pergunta por que é que os poemas não rimam.
18 - Descobre onde é que o teu chefe faz compras e compra exactamente as mesmas roupas. Usa-as um dia depois do teu chefe as usar (isto é especialmente efectivo se o teu chefe fôr do sexo oposto).
19 Manda e-mails para o resto da empresa para dizer o que estás a fazer. Por exemplo: "Se alguém precisar de mim, estou na casa de banho, 3ª porta à esquerda, 2ª sanita".
20 - Põe uma rede de mosquitos à volta da tua secretária. Põe um Cd com sons da floresta, durante o dia inteiro, e imita ruídos de macaco.
21 - Com cinco dias de antecedência, avisa os teus amigos que não podes ir à festa deles porque vai chover.
22 - Faz os teus colegas de trabalho chamar-te pelo teu apelido: Duro na Queda.
23 - Quando sair dinheiro da caixa automática, levanta os braços e grita "Jackpot !!!"
24 - Ao sair do zoo, corre na direcção do parque de estacionamento, gritando: "Salve-se quem puder, eles estão soltos!".
25 - Sempre que o teu chefe te recriminar, diz "não ligue, são as vozes da minha cabeça".
26 - À hora do jantar anuncia aos teus filhos "Devido à nossa situação económica, teremos de mandar um de vocês embora".
27 - Todas as vezes que vires uma vassoura, grita :" Amor, a tua mãe chegou!".
28 - Por fim, para manter um nível de insanidade...
30 - Manda este texto para todos os teus amigos, mesque àquele que to enviou. Mesmo que te tenham pedido para não lhes enviares nada.
30 - Envia, pelo menos, 10 vezes a cada um! ... de acordo com a profecia.

Recebido por e-mail