sexta-feira, 21 de julho de 2006
Subsídios para a história do surrealismo em Portugal
domingo, 25 de junho de 2006
Ideia deliciosa
Recebi reencaminhado pelo Zig uma apresentação em Power Point que tem uma ideia simplesmente fantástica. É extremamente simples de pôr em prática e um autêntico ovo de colombo; se nada resolver, pelo memos temos a consciência tranquila por ter tentado remar contra a maré. Pela minha parte já comecei.
Ora aí vai com algumas alterações que fiz, mas que em nada alteram a ideia original:
Com as facturas da electricidade, do telefone, recebes PUBLICIDADE! Não a deites fora!
Guarda-a, junta-a e envia-a aos respectivos serviços! Deixa que sejam eles a deitá-la ao lixo.
Recebes correio para empréstimos, cartões de crédito... ou «negócios», muitas das vezes acompanhados de ENVELOPES DE RESPOSTA PAGA. Em vez de deitares estes para o lixo, mete essas inutilidades nos envelopezinhos e põe-os no correio.
Envia:
- a publicidade do mecânico automóvel ao operador telefónico
- os cupões de descontos de pizzas ao teu banco
- as promoções do supermercado a ... quem tu quiseres.
Verifica sempre se algum dos teus dados pessoais não figura nalgum daqueles documentos devolvidos.
Em último caso podes também enviar o envelope de resposta paga VAZIO.
Que tal? Se todos fizermos isto os "chatinhos" que nos andam a azucrinar o juízo receberão de volta todas as porcarias que nos enviaram. Eles que as apreciem. Pagarão eles próprios as franquias e duas vezes: o envio e a devolução.
Reencaminha esta ideia a 1, 2, 3 ... 50 amigos e divirtam-se.
Uma maneira de ter menos resíduos e de ajudar a preservar as florestas.
quarta-feira, 21 de junho de 2006
A coisa mais chata do mundo
Se tiverem coragem experimentem...
Deixem em comentário a vossa "performance".
sábado, 27 de maio de 2006
A que horas é o próximo autocarro?

Penso que os partidos políticos, independentemente da cor ou do nome ou mesmo da sua colocação relativa esquerda/centro/direita não se conseguem livrar da fama (e proveito) de servir de trampolim aos "trepadores" que têm pululado na política nacional e municipal. E onde há fumo há fogo. Por mais que nos tentem convencer do contrário. E tanto maior é essa minha convicção quanto mais esses mesmos partidos (ou movimentos) se apregoam como tentando preencher lacunas a que nenhum dos outros deu importância; ou seja, verdadeiro poder de decisão por parte das pessoas enquanto isto mesmo e não pelo degrau da escada hierárquica para onde os pretendem remeter, reunião à volta de assuntos urgentes e discussão aberta em vez do célebre "braço no ar" porque é da minha cor ou porque o emblema da lapela é igual ao meu.
E porque já fui militante de partidos políticos (que à partida seriam impolutos em relação ao acima exposto mas que à chegada eram tudo menos isso mesmo), é que ainda acredito que as pessoas podem e têm obrigação de fazer aquilo para que Manuel Alegre alertou: mandar para as urtigas a hierarquia e a "disciplina" partidária, votar em consciência com a própria consciência, marimbar-se nos estatutos do partido e assumir as paixões, acreditar (enfim) na democracia. Em duas palavras: ser cidadãos.
E exactamente por assim pensar é que também acho que os tais "trepadores" começam (fatal como o destino) a lançar ganchos sobre os caminhos que a candidatura de Manuel Alegre abriu (ou melhor: poderia ter aberto) sobre a maneira de pensar os "corpos gerentes" aqui do rectângulo à beira-mar plantado. Não me tendo chegado às mãos os estatutos do Movimento de Intervenção Cívica, parece-me pelo que li nos jornais que vai haver desde generais a praças, passando por "imposição de medalhas" (é a minha maneira de apelidar os membros de honra). A posição alcançada nas presidenciais poderia ter servido para relançar a consciência cívica e o debate aberto e assumido sobre todo e qualquer ponto de interesse colectivo. Mas parece que não, a água já está inquinada. Assim, e porque só não muda quem nada aprende, Alegre deveria sair do autocarro enquanto é tempo e apanhar outra carreira; é que esta já tem muita malta tentando viajar à borla.
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Talvez não devesse ter escrito este "post", mas a verdade é que já por mais de uma vez fui convidado para pertencer a listas autárquicas (de diversos quadrantes políticos), tendo de dizer que não em virtude de pensar exactamente pelas razões que me levaram a simpatizar com a atitude de Manuel Alegre. Será necessário dizer que os convites se reportavam aos degraus cá de baixo, que ajudam os "trepadores" a guindar-se ao pau da bandeira?
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Dejá-vu ?
O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada. Contratou então uma barata que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios.
A primeira preocupação da barata foi estabelecer um horário para entrada e saída da formiga. De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a elaborar os relatórios e contrarou uma aranha que, além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas.
O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análises de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito. Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática.
A formiga, de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo.
O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete. A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalhoe no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada.
Foi nessa altura que a cigarra convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade onde a formiga trabalhava já não rendia como antes, e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes, que concluía: "Há muita gente nesta empresa".
Adivinhem quem o leão começou por despedir?
A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Tenho a certeza de que estás pensando como eu: "onde raio é que já vi este filme?"
sábado, 20 de maio de 2006
A mais bela bandeira do mundo

fotografia adaptada daqui
segunda-feira, 8 de maio de 2006
"Se o Dantas é português, eu quero ser espanhol"

A imagem foi tirada daqui
Contra tudo e todos, o ministro da saúde quer que os nossos filhos sejam espanhóis.
Com sinceridade, já começo a estar-me nas tintas pra essa treta do Conde Andeiro que estava metido no armário depois de andar a pinar na "Aleivosa" no alvorecer do 1º de Dezembro de 1640; na guerra das laranjas e na questão de Olivença; na batalha de Aljubarrota com cada português a aguentar-se contra cinco espanhóis (logo cinco), com a dita padeira que, fininha e formosa como donzela que se quer, despachava (tá-se mesmo a ver) à pazada barbudos castelhanos habituados à vida guerreira; com o filipe-segundo-de-espanha-primeiro-de-portugal mais o seu descendente e ainda o neto; com a gaita do tratado de tordesilhas.
Já não há mesmo pachorra. Deixem-me ser espanhol, ora gaita!
Se o senhor ministro da saúde acha que mais proveitoso do que arranjar condições pra que os portugueses nasçam em Portugal, é fechar maternidades pra que as nossas pançudas vão ali ao lado, pois seja. Se o senhor ministro fica contente que as nossas barrigudas tenham de andar noventa e mais quilómetros de táxi, sujeitas aos solavancos, se acha que isso é mais seguro, feche a porra das maternidade que os nossos filhos vão ser paridos ali em Espanha. Se o senhor ministro da saúde pensa que a maioria da gente deste país tem dinheiro pra andar a parir em clínicas particulares, lá tem as suas razões.
Mas se o senhor ministro é português, eu quero ser espanhol. PIM!