sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Eis aqui o verdadeiro herói



Não! NÃÃÃÃOOOO! Estão enganados!! O herói é o coiote!

Ao contrário do que sinto pelo Tweety, o canário apaneleirado (apaneleirado sim senhor!) do "post" anterior, a minha admiração pelo coiote não tem limites. O bicho passa a vida a tentar um jantarinho e acaba sempre por levar com um combóio pelas fuças, ou pelo menos um autocarro, quando não vai por aí abaixo (fffiiiiiiiiiiiiiii... pum!) dum desfiladeiro batendo com o espinhaço mesmo lá no fundo.

É que nas histórias do coiote e do bip-bip (a galinha da pradaria que corre pra caraças) não há mais que dois-apenas-dois personagens levados a agir um pelo cru e urgente empurrão da fome, a outra pela necessidade de salvar o pêlo (neste caso as penas).

Aqui não há velha cegueta nem canário hipócrita pra desancar no pobre desinfeliz coitado que apenas tenta ganhar a vidinha de acordo com a prateleira para onde a evolução o atirou (poooorra! mas que frase, hein?). E nenhum dos dois, por isso mesmo, é intrinsecamente (outro palavrão) mau.

Digam-me lá se, mesmo se fosse só pela ausência de diálogos, o coiote e a galinha não eram mil vezes mais interessantes que toda aquela multidão de "actores" das novelas portuguesas.

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Cabrão do pássaro

Não aconselhável aos "púdicos victorianos", pela linguagem utilizada.


Olhem lá com atenção. Qualquer um que consiga ler um mínimo que seja de expressão corporal (não é só pra utilizar na mesa do "Luis da Rocha", é também para aplicar), e qualquer um que se digne pertencer ao reino animal e a não ser uma simples couve-lombarda o conseguirá, repara logo que o cabrão do pássaro é um hipócrita, falso, falsário e falsete, queixinhas quanto-não-baste disposto a arruinar 33,33% do seu mais que ínfimo universo (é só ele, mais a velha e o gato) a bem do seu prazer onanista (porra, gaita de palavrão) de ver o pobre desinfeliz do gato levar porrada nos cornos que a velha lhe descamba à custa daquele podre guarda-chuva que nunca mais se parte.
Mesmo em miúdo nunca gostei do cabrão do pássaro. Nunca. Basta ver que o gato , mal aparecia por uma nesga da porta e olhava para a merda da gaiola, estava logo a apanhar com a gaita do guarda-chuva nos cornos, só por um simples olhar.
A velha ía às compras, quando voltava lá estava o gato a comer na cornadura.
A velha estava a fazer um chá, assim que se lembrava lá desancava o pobre coitado.
A velha ía mudar o penso (não ía porque isso não pode aparecer nos desenhos animados americanos, mas enfim), lá estava o gato a comê-las.
Porra de sina a do gato.
Mas se o felino apenas existia por isso mesmo, pela razão do saboroso penudo, porque é que a p**a da velha não punha um cadeado na merda da gaiola?
.
Hoje deu-me pra isto, nada de especial, é só porque não gosto do pássaro, presunçoso, descarado, queixinhas, f.d.p., protegido da p. da velha, mais a p. que o pariu!

O mundo deu duas voltas


O mundo deu duas voltas (no sentido literal, porque no figurado... ufaaa.) desde que a azinheira entrou para a "blogosfera". Faz hoje dois aninhos que aqui escrevi que "Alguém pode amar o que não conhece?", referindo-me a certa atitude perante a "alentejanidade"; atitude essa de indivíduos nascidos AQUI no Alentejo.
Se a "escrevinhatura" tem sido menos abundante nos últimos tempos é porque a família também tem direito a nós durante umas horitas por dia (e têm de ter acesso ao Messenger, ao hi5 - chamam-lhe aifive, pra isto já sabem inglês, eh eh, aos resumos das merdibelas e merdas com açucar durante umas HOROOONAS. No entanto, sinto-me contente (cretinos, estejam calados que eu não disse "realizado") por poder intervir mais um bocadinho nesta bola azul.
Quanto a fazer a história da azinheira, quem quiser que se entretenha a ler os "posts", eh eh.
Daqui mando os parabéns ao amigo abade anacleto que também está a recuperar o fôlego das velas que apagou ontem.
Aos amigos e amigas que por aqui passam, que comentam ou não comentam, e aos inimigos (não me parece que tenha, "pero que las hay, hay) um obrigado do fundo do pêto.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006

Os cumpridores-a-qualquer-preço

Conta-se que um alentejano chegou a Lisboa e ficou muito admirado quando reparou em dois trabalhadores, munidos um de pá e outro de picareta, que se dedicavam à tarefa de abrir e tapar buracos. Um esperava enquanto o outro "picaretava" até abrir um buraco de uns setenta centímetros de profundidade, desviando-se a seguir para o da pá tapar o dito cujo, trabalho que acabava com duas palmadinhas da pá no montinho de terra que ficava testemunhando o local da obra. Lá acendiam uma cigarrada e abalavam para uns trinta metros de distância, repetindo-se o ritual.
O homem não se conteve perante tão bizarra tarefa, e lá teve de indagar o que se passava.
- Boas tardes.
- Boa tarde.
- Então os senhores estão trabalhando.
- Pois então, não se vê logo?
- E qual é o vosso trabalho?
- Você é alentejano, não é?
- Sou, e daí?
- É que se nota logo. Não me diga que não vê que andamos a trabalhar para a iluminação da rua.
O espanto do nosso compadre estava-lhe marcado no rosto.
- Pois... mas eu nunca vi abrir buracos para tapar logo de seguida.
A resposta foi clara:
- Oiça lá. O sr. engenheiro mandou-nos pôr os postes nesta rua, duma ponta à outra. O meu companheiro abre os buracos. A minha tarefa é tapá-los. Lá por ter faltado o colega que põe os postes a gente não deixa de fazer o nosso trabalho.
...
É claro que a história é anedota, mas não deixa de caricaturar a falta de espírito crítico que pode levar (acredito que por simples descuido facilmente solucionável) a situações semelhantes à que o nikonman aqui aponta. Ou até pode haver razões que a razão desconhece.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Vai um mergulhinho?

Vai para uns trinta anos que não passava pela água da piscina de Beja. Zanguei-me com ela num verão em que saí de lá com os olhos mais vermelhos que um pimentão, tal a quantidade de desinfectante que para ali era mandada "a balde". E foi ali que tive as minhas aulas de natação aos dez anos de idade, foi ali que fui (mau) nadador do Desportivo de Beja pelos meus catorze anos, era ali que passava as manhãs e as tardes de verão com o grupo de amigos adolescentes depois de fazer a digestão a jogar "ó mónópólio" no antigo Centro de Juventude (e o sr. António a mandar vir com a algazarra que a gente fazia quando um sortudo conseguia ficar com a Rua Augusta e o Rossio logo de seguida, era cada "arrochada" quando lá punha os hóteis...). Era também na piscina que púnhamos uma moeda de 10 tostões (meio cêntimo, pra os menos cotas) na jukebox do bar do Nolasco para ouvir o "je t'aime moi non plus" que era mais do que proibido na altura, princípio dos anos setenta (fica aqui o desafio a essa malta que se julga práfrentex: utilizem o kazaa, o e-mule ou o raio que parta quem quiserem mas experimentem ouvir o "je t'aime", independentemente de suspiros e sussurros e depois digam-me o que pensam sobre uma música bem feita do princípio ao fim, letra e voz aparte).
Pois como ía dizendo, fiquei surpreendido, e pela positiva: começando pela entrada, não paguei. Os dadores de Sangue (com letra grande, pois então) não pagam; e acho mais que justo. Não que mereçamos ou almejemos recompensa, mas pode ser visto como o reconhecimento pelo acto que todos deveriam assumir - boniiiito. Domingo de manhã... ahhhhhh. Domingo, só é pena que já amanhã seja segunda. Também é pena que tenham tirado a metade do banco dos balneários que fechava a porta do cubículo onde a gente muda de roupa. Plenamente de acordo que a porta fosse ao ar; acabaram-se as ganzas e tal e tal ali ao desbarato, mas sempre a gente se sentava pra vestir os calções, é que isto de ter trinta+iva ....
Ponham lá, por favor, o relógio da torrinha a funcionar de novo. Ou será preciso o puto de alguém de peso ir pra dentro de água pensando que já fez a digestão, com as fatais consequências, pra que "afinal quem é o responsável??!!"
Prontos (está na moda o prontuchhhh, que é feito do velhinho "pronto!"?), já viram que gostava e gosto da piscina de Beja. Tirando a vespa que pisei (gozem, gozem...), estou pronto (eh eh) a voltar lá.
Mas, por favor e a bem duma terra que tem a praia mais próxima a uns trinta quilómetros (Messejana...) acabem de vez com coisas como esta.

sexta-feira, 21 de julho de 2006

Subsídios para a história do surrealismo em Portugal

Domingo, 9 de Julho de 2006.
- Cabovisão, boa tarde, está a falar com Abel Abelardo (nome fictício) em que posso ser útil?
- Boa tarde. Sou vosso cliente e pode mesmo ser útil. Primeiro pode transmitir um recado a alguém seu superior com responsabilidades na empresa?
- Sim, pois claro. Queira fazer o favor de dizer.
- Diga a alguém seu superior com responsabilidades na empresa que o serviço que estão a prestar é uma porra. Pode dizer porra porque sou mesmo alentejano. O vosso serviço está uma poooorra.
- O senhor tem algum problema que possamos resolver? (bem treinado... voz monocórdica, não demonstrando a mínima emoção, fingindo não saber o significado de poooorra, não há dúvida que se estão a esmerar).
- Antes que me pergunte, o meu número de cliente é 123456789 (fictício também, pois claro, pensavam que eu ía dar aos amigos leitores o meu verdadeiro número?).
- E em que posso ser útil? (porra, já se esqueceu da primeira coisa em que poderia ser útil).
- Quero reportar que desde ontem à tarde não tenho qualquer ligação à net.
- Pois sim, sr. Fulano de Tal. Já experimentou afastar o modem do monitor e blá blá blá tudo aquilo que a gente sabe?
- Já fiz reset ao modem, já afastei o modem do monitor e blá blá blá tudo aquilo que a gente sabe.
- Pois estou aqui a ver que o senhor está sem ligação à net (PORRA! Então mas o que é que tenho estado a dizer a este treinadíssimo monocórdico?!?).
- Siiiimmmm...
- A que horas está disponível para uma visita do técnico?
- Só depois das dezassete e trinta.
- Só depois da dezassete e trinta (olha! aqui há eco!!!). Então o nosso técnico visitá-lo-á na quarta-feira a partir das dezassete e trinta. Informo o sr. Fulano de Tal que se a responsabilidade da interrupção de ligação à net não fôr nossa terá de pagar vinte e cinco euros da deslocação do técnico.
- Tudo bem. Eu contratei um serviço convosco que está subvertido unilateralmente: canais codificados que não o eram aquando da subscrição dos vossos serviços, pago uma ligação à net que não vou ter durante mais três dias, e vocês querem que eu pague 25€ pela deslocação do técnico. Eu pago com todo o gosto mas com o devido conhecimento ao Instituto de Defesa do Consumidor!
Silêncio de sete ou oito segundos do outro lado, porra que esta fez mossa.
- Canais codificados? Que canais? (ai agora sou eu que devo responder?)
- É só ouvir o vosso atendedor automático enquanto esperamos, mas posso desde já adiantar que nada tenho a ver com direitos de transmissão de jogos do Mundial. Pago um serviço e não me parece que esse pagamento dê à Cabovisão o direito de se eximir aos deveres contratados. O contrato é omisso quanto ao assunto.
Mais silêncio do outro lado, parece que estou mesmo a fazer mossa, e isso dá gozo, eh eh.
- Sr. Fulano de Tal, em que mais posso ser útil?
Ena, esta do "em que mais" quererá dizer dizer que vai mesmo ser?
- Diga-me se vou receber a revista da Cabovisão em tempo útil (útil, util, útil, é só utilidade), é que se continuar a ser como nos outros meses e como já estamos a nove do mês, se eu a comprar ainda me vai ser de alguma utilidade!
- Pois deve haver algum extravio na sua caixa de correio e terei todo o gosto em enviar-lhe uma segunda via da mesma.
Esta da "segunda via da mesma" é o máximo. E a minha caixa de correio deve ter trezentas e vinte e cinco assoalhadas fora as casas-de-banho e o sótão sem contar com a cave e garagem para se perder lá a revista...
- Sim, concerteza, mande mas não se esqueça de mandar também uma segunda via da mesma aos meus vizinhos, pois desde há uns meses a esta parte que se vêm extraviando as revistas da Cabovisão também dentro das caixas de correio deles.
- Sr. Fulano de Tal, em que mais podemos ser úteis? (Espectacular!! Fenomenal!! Passou da 1ª pessoa do singular para a 1ª do plural!!! do "posso" para o "podemos". Lá se está o treino a ir por água abaixo).
- Era só isto. E não se esqueça que a guerra não é consigo mas com a empresa. Faça o favor de dizer a alguém seu superior com responsabilidades na empresa que o vosso serviço está uma porra.

domingo, 25 de junho de 2006

Ideia deliciosa



Recebi reencaminhado pelo Zig uma apresentação em Power Point que tem uma ideia simplesmente fantástica. É extremamente simples de pôr em prática e um autêntico ovo de colombo; se nada resolver, pelo memos temos a consciência tranquila por ter tentado remar contra a maré. Pela minha parte já comecei.
Ora aí vai com algumas alterações que fiz, mas que em nada alteram a ideia original:


Com as facturas da electricidade, do telefone, recebes PUBLICIDADE! Não a deites fora!
Guarda-a, junta-a e envia-a aos respectivos serviços! Deixa que sejam eles a deitá-la ao lixo.
Recebes correio para empréstimos, cartões de crédito... ou «negócios», muitas das vezes acompanhados de ENVELOPES DE RESPOSTA PAGA. Em vez de deitares estes para o lixo, mete essas inutilidades nos envelopezinhos e põe-os no correio.
Envia:
- a publicidade do mecânico automóvel ao operador telefónico
- os cupões de descontos de pizzas ao teu banco
- as promoções do supermercado a ... quem tu quiseres.
Verifica sempre se algum dos teus dados pessoais não figura nalgum daqueles documentos devolvidos.
Em último caso podes também enviar o envelope de resposta paga VAZIO.
Que tal? Se todos fizermos isto os "chatinhos" que nos andam a azucrinar o juízo receberão de volta todas as porcarias que nos enviaram. Eles que as apreciem. Pagarão eles próprios as franquias e duas vezes: o envio e a devolução.
Reencaminha esta ideia a 1, 2, 3 ... 50 amigos e divirtam-se.
Uma maneira de ter menos resíduos e de ajudar a preservar as florestas.
Quem estiver de acordo ponha o braço no ar!