sábado, 28 de outubro de 2006

Agora digam lá que a Polícia às vezes não tem razão...

Recebi este texto por correio electrónico. Embora a situação seja fictícia duvido que algum agente da autoridade agisse de outra maneira se a coisa fosse real. Afinal os polícias são seres humanos, ora gaita.

Mijadinha de nada . Vinha o Sócrates e uma comitiva de seguranças caminhando numa rua quando se viu apertado para urinar:
- E agora, companheiros, o que faço?
- Faça aí mesmo, senhor 1º Ministro, disse um dos seus assessores. A gente faz uma barreirinha!
Nisso, um guarda que passava viu o acto em via pública:
- Ahá! Isso é atentado ao pudor! Oh! desculpe senhor 1º Ministro, não vi que era o senhor...
- Não, companheiro, a lei é para todos. O que eu estava fazendo é errado e você vai multar-me e até prender se for o caso.
- Senhor 1º Ministro, não vou prender o senhor...
- Vai sim, se estiver na lei.
- Não, não vou...
- Vai!
- Senhor 1º Ministro... o senhor já fez tanta cagada, acha que eu vou prendê-lo por uma mijadinha de nada... ?

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Aí era o meu lugar

Milhentas vezes imaginei e ensaiei o regresso à minha escola primária. Centenas de vezes passei áquela porta rezando para que estivesse aberta. Dezenas de vezes a vida profissional me fez passar por ali e nunca consegui desviar o olhar, talvez na esperança de ver ali por perto uma cara conhecida que me desafiasse a entrar.
Finalmente enchi-me de coragem e, num dia em que tinha um pouco mais de tempo e uma auxiliar "cúmplice" e sabedora dos meus fantasmas me acenou, lá entrei. E foi com a maior das surpresas que encontrei cara conhecida a leccionar ali.
...
Que diferença na dimensão das coisas fazem quarenta anos. A sala parece tão pequena, pequenina, pequenininha, comparada com o salão fundo, alto, enorme, onde toda a grandeza dos nossos sete anos se afundava sem deixar eco.
O quadro negro, felizmente já não é negro.
E aquele maldito estrado de dois degraus que tínhamos de subir para chegar ao quadro (e mesmo assim o quadro era tão alto) já lá não estava.
Que é feito do fogão a lenha, além naquele canto, que nunca foi fogão (apenas adorno), nem nos invernos em que alguns amigos meus não podiam vir à escola, porque os dedinhos dos seus pés descalços se enterravam na lama?
Desapareceram as três filas de carteiras (a dos bons, a dos mais-ou-menos, e a dos "burros"), separação e nomenclatura frutos dum regime, impostas por um professor fruto da época e também ele vítima e instrumento desse regime.
...
Fitinhas nas paredes substituiram o crucifixo e a foto do todo-poderoso-chefe-da-nação. Flores em papel de diversas alturas com o nome de cada um roubaram o lugar à régua, num reconhecimento inteligente de que o reforço vale muito mais que a punição.
...
-Olhe, olhe: aí mesmo onde você está era o meu lugar.
-Aqui? Não me diga...
-Sim senhor, e sabe quem era o meu parceiro de carteira?
É claro que todo um furacão de recordações rodopia com uma velocidade incrível. Por mais que se queira não se consegue relatar tudo no momento, e coisas que estavam perdidas nas caves da memória, que nem sonhávamos existirem, reaparecem com toda a força que décadas de "alienação" lhe deram.
Um dia destes vou voltar ao assunto, com mais calma.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Bolas, pata na poça!

Tive para aqui uns problemas com o "template", de maneira que tive de alterá-lo à pressa e desapareceu toda a personalização. Hoje, se tiver tempo, vou alterar isto.

terça-feira, 3 de outubro de 2006

Há erros e erros. E há quem diga que a Língua Portuguesa é traiçoeira. Sei lá... o que sei é que, coitadinha, de tão mal tratada que é já nem deve ter forças para reagir doutra maneira. Mais a mais quando a facada é dada pelas costas...
Mas deixemo-nos de poesia e vamos ao que interessa. Imaginem que recebem na vossa caixa de correio (a tradicional, o dos papelinhos) uma folhinha que promete apoio ao estudante, desde o básico ao superior. O papelinho até está bonito. E vai daí, vocês querem ver o que se passa e até visitam o "site" do centro de apoio remetente. Vão por ali passeando e nem acreditam no que estão vendo. Será erro de digitação? Nááááá! Será brincadeira? Só se de péssimo gosto. Será um teste para recrutar apoiantes?
Gaita, se não é nada disso, será o Super-Homem?
Cliquem na imagem e já sabem a que me refiro.
Nota: visitei o "site em 1 de Outubro, tendo na altura aproveitado o formulário disponibilisado para referir o erro. Neste momento são 21.27 de 3 de Outubro e a bojarda ainda lá está.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

A principal diferença entre inteligência e estupidez é que a primeira tem limites

Nunca fui muito (nem pouco) de acreditar em orações de mãos dadas, ou de mãos nos bolsos; farto-me de rir quando qualquer canal anuncia que vai passar um documentário sobre a procura de vida extraterrestre e depois me aparecem uns gajos todos muito compenetrados a "mandar mensagens tepáticas aos ovnis".
Nunca acreditei nessas cartas cheias de promessas/ameaças que "se não continuares a corrente ficas com a unha do medo mindinho do pé direito encravada"; "o genereal Lee rasgou a carta quebrando a corrente e apanhou um terçolho no olho do traseiro", etc.
Agora a coisa fia mais fino: passou-se das ameaças para o toque directo ao músculo cardíaco da malta mais propensa à solidariedade, quando não à desinformação a todo o custo. E vai daí toca de nos cairem na caixa de correio mensagens com a intenção mais sórdida possível.
Estou "careca" de receber fotos da miúda queimada que vai receber 6 cêntimos por cada reenvio, que o bill gates vai pagar à família para tratamento; fotos do gaiato a quem a liga americana contra o cancro vai pagar a operação se a malta conseguir o número de três milhões de reenvios do e-mail.
Mas será que o pessoal que usa a net e o correio electrónico é todo tosco? Como raio que os parta é possível a liga-do-não-sei-quantos saber quantos pacóvios foram na conversa dum gozão qualquer? E o bill gates tem maneira de saber quantos e-mails os tansos mandam? Está-se nas tintas para que mandem ou não e-mails ou e-merdas, o que lhe interessa é vender!
Olhem só para isto: no mês passado, pela terceira vez recebi a mesma foto da mesma miúda horrivelmente queimada. Quem dava o dinheiro era, da primeira vez em meados do ano passado, a Microsoft. Da segunda e mais ou menos pela mesma altura era, pasmem!, o Google; da última era uma fundação argentina da qual já nem me lembro o nome. Feliz criança, tanta gente a querer ajudá-la que até lhe mudaram o nome: se da primeira vez era Mary Qualquer Coisa da última já a tinham rebatizado para Lupe Valdez... uma questão de tradução, pois claro.
Agora apreceu-me um mail duma criança queimada em todo o corpo, com a pungente mensagem de que os pais não têm dinheiro para ligaduras e tratamentos, só o terão se o mail fôr mandado por aí a torto e a direito. Em vez de e-merdas abram uma conta num banco e aí sim, mandem o número pela net: é mais rápido e dá muito mais.
Um apelo: se querem gozar com a estupidez, gozem. Mas por favor: escusam de lá colocar fotos de infelizes que nem sabem que estão a servir para "punhetas mentais" de gente sem pinga de vergonha!

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Sócratex



Hoje não me apetece escrever o que quer que seja. Vai daí decidi ir ver o correio e um amigo tinha-me mandado esta bela prenda de imagem. Com a questão: o que dizes de cada um destes gajos?

A resposta é simples: não digo de cada um deles mas dele pura e simplesmente; é que a figura dos três macacos não é nem mais nem menos que a representação dum indivíduo politicamente autista. Agora que cada um pense em quem quiser.