terça-feira, 18 de setembro de 2007
É o destino...
Por que raios mais carga de agúa mais o raio que o parta é que as canecas que a gente põe no micro-ondas, quando o leite já está quente ficam sempre com a asa para o outro lado?
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Quem é quem?

Tanto se me dá que a federação da bola cá do burgo ou a UEFA passem a mão no pêlo do seleccionador nacional, como o agraciem pela defesa do bom nome da sua família, que isto de ser figura pública com a camisola de milionário tem muito que se lhe diga. Sei lá se o sérvio lhe chamou filho da padeira de aljubarrota ou da outra. Também não passou, no meu conceito, de bestial a besta; isso é bom para os fazedores de deuses, vulgo imprensa, e para os bajuladores que num domingo tanto vêem num indíviduo o salvador da pátria como noventa minutos depois o promovem a filho de pai incógnito, com fartas referências ao local de trabalho da mãe, normalmente remetida para a recta de Pegões.
Para mim, Scolari procedeu mal porque figura de referência (e não o deus que me querem vender); procedeu mal porque afinal de contas é humano, apesar de vendido como ídolo - e bem frágeis são os pés destes, muito mais que os dos humanos.
Mas mais grave que o comportamento de Scolari, e a isso não encontrei ainda reacções, é o comportamento dum Presidente da República que "fica triste com a atitude do seleccionador nacional" mas que assobia para o lado quando milhares de licenciados têm de se desenrascar a fazer promoções de iogurtes no modelo, um presidente que apela à formação quando indivíduos que pagaram uma boa pipa de massa e parte dos meus impostos para se formarem têm agora de andar de porta em porta a perguntar se esta semana recebi " a dica do lidl".
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
A Oeste nada de novo.

Não tenho andado com vontadinha nenhuma de escrever seja o que seja.
Tal é a neura que o contador já foi pelos dez mil, o blog fez três anos no passado dia 24 e nem isso me tirou da preguiça.
Nadinha se alterou: a água do lago do jardim continua a cheirar mal; o relógio da piscina, em fim de 2ª época da nova era, continua à espera de pilhas; e a "galgabilidade" do separador da antónio sardinha continua como o ponto G: serve para grandes conferências, uns dizem que sabem tudo, outros que não existe, mas ninguém consegue explicar o que quer que seja.
A Oeste nada de novo. Nem a Norte, nem a Sul, nem a Leste.
Nem aqui tampouco.
domingo, 22 de julho de 2007
Só um cego não vê que Abril está moribundo!

A cada dia que passa me convenço mais e mais que a frase "Abril não morreu" é um chavão e nada mais que isso, algo destinado à publicidade dum dia do calendário em que se desdobra a bandeirinha nacional, guardada com duas bolas de naftalina lá bem no fundo do guarda-fatos; a outra, a que pendurada de cabeça para baixo numa antena de televisão ruçou até se desfazer em farrapos, lá pode continuar até que a seleccção nacional chame novamente a "contra os canhões marchar" um povo para quem o mundo tem exactamente o mesmo diâmetro que uma bola de futebol.
Quando
- "alguém" manda as polícias confiscar material a jornalistas para a partir daí se identificar manifestantes - e logo os menos afoitos começam a congeminar desculpas para não aparecerem lá na próxima vez,
- "alguém" manda o chefe fazer a lista dos grevistas - e logo uns quantos se apressam a tentar justificar a falta do dia de greve com uma "indisposição súbita",
- "alguém" bufa que um colega de trabalho falou mal (sabe-se lá se falou) dum autista político no seu próprio gabinete e o governo não se demarca dessa bufaria
- anda por aí gente que, com a desculpa de tentar "acabar com a difamação" na blogosfera (o que seria legítimo) nada mais pretende do que amordaçar as discordâncias (mas isto já se chama Coreia do Norte?),
talvez seja hora de mudar e assumir que a frase "Abril não morreu" tem irremediavelmente de ser mudada para
Abril NÃO PODE morrer!
Por tudo isto e muito, muito, muito mais, vale a pena relembrar e visitar este "site"
domingo, 15 de julho de 2007
No melhor pano cai a nódoa

Venho dali dos lados do bom gigante e tenho de confessar que há coisas que me dão arrepios. Nada tenho contra "nuestros hermanos" (até tenho ascendentes espanhóis na família) tal como aplaudo o sr. Nobel pela ideia de deixar uns fundinhos para premiar a ciência, a cultura, a paz (ele, o inventor da dinamite). No entanto há quem lhe suba à cabeça certas coisas e depois toca de andar por aí a mandar bojardas. O Rcataluna chama-nos a atenção para um senhor que das duas uma: ou tem o sermão muito bem encomendado ou então deve estar a passar-se dos carretos, coisa que me parece já não ser nova. Repito que nada tenho contra os espanhóis que tiveram uma guerra civil terrível, sairam dela para uma ditadura onde vigorava a pena de morte, e têm hoje em dia uma economia que respira saúde por cada poro, e dão-se ao luxo de ter um governo que não mete o rabinho entre as pernas quando as máfias do futebol querem dar cartas.
Se o processo histórico tem de seguir o seu caminho, independentemente dos retrocessos e alterações de percurso inevitáveis, é claro que as nacionalidades (pelo menos como hoje as entendemos) algum dia serão coisa do passado. Se caminhamos (e ainda bem que sim) para uma Europa sem fronteiras, será que isso implica a perda das independências nacionais e das particularidades políticas de cada nação? Se o desvario (autismo) que nos governa está bem patente será isso caso para nos metermos debaixo das saias de Espanha?
Pela parte que me toca, e apesar de muita coisa, ainda tenho orgulho de ser português. Se o sr. Saramago por aqui passar (Vaya! soy tan importante?) fique a saber que tenho vontade de ler algo seu (admira-se por ainda não ter lido?), mas ao mesmo tempo já me vai faltando estômago para certas declarações suas...
Dassss!
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Contra as PIDEs, tenham lá o nome que tiverem
Como já muita gente deve ter reparado, o autismo (político/governante) campeia por aí à rédea solta, "até que um dia..." Só que esse dia tarda em chegar. Se é que chegará;
porque vivemos num país de brandos costumes (excepto quando o clube perde e vai daí a mulher tem de levar porrada do fanático);
um país onde a informação funciona claramente (desde que o conceito de "claramente" seja passar "ad nauseum" os casos da menina de nove anos violada dez vezes);
um país onde não há problema de dizer mal (a verdade) do governo (desde que no café ou numa esquina).
Um país que já foi do "faz de conta" mas que passou a ser o de "faz a conta" ao que dizes, onde o dizes e a quem o dizes.
Com todo o respeito e admiração por aqueles que lutaram contra o fascismo, alguns dos quais sofreram no corpo a teimosia de não querer trilhar os caminhos feitos, tenho de admitir que o tipo de Santa Comba Dão não precisava de gastar os recursos que gastou a reprimir um povo que ao primeiro estalar de dedos de um governante abandona de imediato as suas motivações e corre de língua de fora para lhe lamber as botas. O que digo está patente (para quem viu a notícia) na visita do primeiro-ministro a Vendas Novas quando uma velhota protestava em completa histeria contra o fecho do centro de saúde. Perante meia dúzia de palavras do visado (palavras que não deu para entender na filmagem), a velhota desfaz-se em sorrisos para o antes diabólico p.m. e numa atitude que já começo a estar habituado a ver não só no "maior amigo do homem" agarra-lhe as mãos que tenta beijar... vergonhoso, abjecto, repugnante!
E como tenho vindo a constatar o laço vai-se apertando. Cada vez mais e cada vez de maneira mais rápida. Duma maneira estudada para que não haja sobressaltos no "garrotado".
Começou por ser a tentativa de evitar a insinuação/difamação na "blogosfera" (ou a tentiva de controle desta?); passando pela denúncia/"bufaria" de quem diz mal(?) dos governantes no seu local de trabalho em conversas entre colegas, e já atingiu o ponto em que se vai às fotos dos jornais para identificar manifestantes. A paranóia do "quem é que disse mal de mim?" está instaurada.
Como não duvido e até acredito plenamente que há gente paga com o dinheiro dos meus impostos que mais não tem para fazer do que esquadrinhar a "blogosfera" à procura de "agitadores", e até desconfio quais são os indicadores que põem nos motores de busca, ofereço-me desde já para lhes empastelar o trabalho, e dou a ideia aos colegas "bloguistas", publicando uma série de vocábulos (em maiúsculas) que remeterão invariàvelmente para aqui os "aprendizes de censor".
1 - ao acto de tirar o alheio furtivamente ou à força dá-se o nome de ROUBAR
2 - MANIFESTAÇÃO é a expressão pública e colectiva de um sentimento ou opinião
3 - Literalmente DEMOCRACIA significa "governo do povo"
4 - o 25 DE ABRIL deu-se em 1974
5 - Portugal já viveu sob o FASCISMO
6 - há contestação ao fecho dos CENTROS DE SAÚDE
7 - já houve em Portugal uma coisa chamada CENSURA
8 - é preciso LUTAR por aquilo em que cremos
9 - o partido com mais assentos na Assembleia da República forma GOVERNO
10 - um dos maiores filósofos gregos foi SÓCRATES
porque vivemos num país de brandos costumes (excepto quando o clube perde e vai daí a mulher tem de levar porrada do fanático);
um país onde a informação funciona claramente (desde que o conceito de "claramente" seja passar "ad nauseum" os casos da menina de nove anos violada dez vezes);
um país onde não há problema de dizer mal (a verdade) do governo (desde que no café ou numa esquina).
Um país que já foi do "faz de conta" mas que passou a ser o de "faz a conta" ao que dizes, onde o dizes e a quem o dizes.
Com todo o respeito e admiração por aqueles que lutaram contra o fascismo, alguns dos quais sofreram no corpo a teimosia de não querer trilhar os caminhos feitos, tenho de admitir que o tipo de Santa Comba Dão não precisava de gastar os recursos que gastou a reprimir um povo que ao primeiro estalar de dedos de um governante abandona de imediato as suas motivações e corre de língua de fora para lhe lamber as botas. O que digo está patente (para quem viu a notícia) na visita do primeiro-ministro a Vendas Novas quando uma velhota protestava em completa histeria contra o fecho do centro de saúde. Perante meia dúzia de palavras do visado (palavras que não deu para entender na filmagem), a velhota desfaz-se em sorrisos para o antes diabólico p.m. e numa atitude que já começo a estar habituado a ver não só no "maior amigo do homem" agarra-lhe as mãos que tenta beijar... vergonhoso, abjecto, repugnante!
E como tenho vindo a constatar o laço vai-se apertando. Cada vez mais e cada vez de maneira mais rápida. Duma maneira estudada para que não haja sobressaltos no "garrotado".
Começou por ser a tentativa de evitar a insinuação/difamação na "blogosfera" (ou a tentiva de controle desta?); passando pela denúncia/"bufaria" de quem diz mal(?) dos governantes no seu local de trabalho em conversas entre colegas, e já atingiu o ponto em que se vai às fotos dos jornais para identificar manifestantes. A paranóia do "quem é que disse mal de mim?" está instaurada.
Como não duvido e até acredito plenamente que há gente paga com o dinheiro dos meus impostos que mais não tem para fazer do que esquadrinhar a "blogosfera" à procura de "agitadores", e até desconfio quais são os indicadores que põem nos motores de busca, ofereço-me desde já para lhes empastelar o trabalho, e dou a ideia aos colegas "bloguistas", publicando uma série de vocábulos (em maiúsculas) que remeterão invariàvelmente para aqui os "aprendizes de censor".
1 - ao acto de tirar o alheio furtivamente ou à força dá-se o nome de ROUBAR
2 - MANIFESTAÇÃO é a expressão pública e colectiva de um sentimento ou opinião
3 - Literalmente DEMOCRACIA significa "governo do povo"
4 - o 25 DE ABRIL deu-se em 1974
5 - Portugal já viveu sob o FASCISMO
6 - há contestação ao fecho dos CENTROS DE SAÚDE
7 - já houve em Portugal uma coisa chamada CENSURA
8 - é preciso LUTAR por aquilo em que cremos
9 - o partido com mais assentos na Assembleia da República forma GOVERNO
10 - um dos maiores filósofos gregos foi SÓCRATES
sábado, 16 de junho de 2007
Charada
Ná! Se pensam que me vou para aqui pôr a pedir desculpas por não ter escrito nada nos últimos tempos, tirem lá o cavalinho da chuva que o bicho constipa-se. Simplesmente não me tem dado na mona escrever o que quer que seja e pronto. Mas tenho andado a charafuscar por aí...
Ora para hoje, que a imaginação anda um bocadinho por baixo, deixo aqui uma charadita (bem fácil). Só que desta vez não prometo prémio (ainda estou a dever umas imperiais ao zig ).
Um indivíduo morreu e caminha por uma estrada que a certa altura se bifurca. No meio da bifurcação há uma placa que anuncia céu e inferno, só que as setas a indicar as respectivas direcções estão apagadas.
De cada lado da estrada há um anjo.
Sabe-se que um dos caminhos vai dar ao céu e o outro ao inferno (mas qual?).
Também se sabe que um dos anjos apenas diz verdades, como o outro só diz mentiras(outra vez: mas qual?).
Também se pode ficar desde já a saber que os anjos trabalham numa de sigílo: o que é perguntado a um o outro não ouve.
Questão: que pergunta se deve fazer a cada um dos anjos para saber qual caminho vai dar a que sítio?
DICA: a perganta a fazer é igual para cada um dos anjos.
Boa sorte para escolher cada um o seu caminho, eh eh!
Ora para hoje, que a imaginação anda um bocadinho por baixo, deixo aqui uma charadita (bem fácil). Só que desta vez não prometo prémio (ainda estou a dever umas imperiais ao zig ).
Um indivíduo morreu e caminha por uma estrada que a certa altura se bifurca. No meio da bifurcação há uma placa que anuncia céu e inferno, só que as setas a indicar as respectivas direcções estão apagadas.
De cada lado da estrada há um anjo.
Sabe-se que um dos caminhos vai dar ao céu e o outro ao inferno (mas qual?).
Também se sabe que um dos anjos apenas diz verdades, como o outro só diz mentiras(outra vez: mas qual?).
Também se pode ficar desde já a saber que os anjos trabalham numa de sigílo: o que é perguntado a um o outro não ouve.
Questão: que pergunta se deve fazer a cada um dos anjos para saber qual caminho vai dar a que sítio?
DICA: a perganta a fazer é igual para cada um dos anjos.
Boa sorte para escolher cada um o seu caminho, eh eh!
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