sábado, 15 de março de 2008

E a malta vai deixando...

A coberto da defesa da saúde pública o governo prepara-se para (mais) uma aberração legislativa: pretende impor normas e proibições naquilo que deveria ser da exclusiva responsabilidade dos pais e educadores. Não sendo eu adepto de tatuagens ou "piercings", e achando mesmo pouca ou nenhuma piada a muitos exemplos que por aí vejo, não posso mesmo assim entender a atitude senão como de preparação para muito mais que estará para vir por aí abaixo, a par de servir para desviar as atenções de outro género de coisas bem mais importantes e actuais.
Como não poderia deixar de ser, a ASAE (esse sempre presente substituto do Aloé Vera e do Piredenitionato de Zinco dos champôs anticaspa) vai mais uma vez (ah! valentes) ser chamada ao assunto. É claro que nos intervalos das fiscalizações que (não) fazem à loja do chinês, pois então.
Proponho também regulamentação noutras áreas:
1 - Os batons devem ser apenas de brilho, a fim de não ferir susceptibilades clubísticas.
2 - As mulheres não devem usar as unhas compridas, são um perigo para a sua própria integridade física, além de poderem ser usadas como arma branca.
3 - Os homens serão proibidos de meter a mão no bolso para coçar os "ditos cujos". Além de ser indecoroso, pode provocar o alastramento de micoses.
E preparem-se para ver proibidos os preservativos com sabor a morango (por causa das alergias).

sábado, 19 de janeiro de 2008

Roma não paga a traidores

Já por aqui afirmei que nada me move contra o povo espanhol, sendo que até tenho uma costela daquelas bandas. Nem vou discutir aqui a possibilidade/vantagem duma Ibéria (expliquem-se lá bem, por favor) nem tampouco a anexação da Espanha por Portugal (bem mais interessante que o "vice-versa"). O processo histórico (que raio de expressão, hem?) ou a teimosia dum tipo que não queria pagar impostos ao primo, levou a que uns séculos depois andássemos para aqui a discutir se Portugal tem ou não razão de existir In-de-pen-den-te! E nem quero falar dos outros 40 (quarenta) de mil seiscentos e outros tantos que de certeza também queriam uma raspadela do tachinho. Cá pra mim, e apesar das premissas que enunciei e muuuuuiiiitaaaaaas (muitas, porra!) mais, TEM!!!
Quando até a CIA (aquela coisa a que os relatadores de notícias das tvs chamam siaiei) reconhece o caso de Olivença como um conflito em aberto (estes americanos... e eu que os considerava uns incultos), aparece aquilo a que vulgarmente se chama "primeiro-ministro" afirmando que Olivença faz parte do folclore de qualquer encontro luso-espanhol... 0 caso é que Olivença continua a ser um bico-de-obra para qualquer governo, seja ele português ou espanhol. O que é verdade é que apesar de o povo espanhol ter um nível de vida superior ao português e mesmo que os oliventinos se fechem em copas quanto ao assunto, Olivença continua (por LEI) a ser território português.
O que é verdade é que até o governo de Durão Barroso tentou "mexer-se" quanto à questão de Olivença.
O que é não é menos verdade é que Olivença continua a ser uma pedra no sapato de muito boa (?) gente.
O que nunca deixará de ser verdade é que só por cobardia (política? duvido!) é que a questão de Olivença continua a ser "a questão".
-
Toda esta verborreia deriva de ter presenciado o nosso primeiro-ministro ENGENHEIRO responder a um jornalista que o interrogava para a SIC, aquando desta XXIII Cimeira Luso-Espanhola, sobre a questão (porra de teimosia, hem?) de Olivença, que isso fazia parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
Quando o entrevistador relançou a pergunta, o sr. ENGENHIRO voltou a referir-se ao folclore.
Agora para o sr. ENGENHEIRO e leitores-de-blogs-pra-fazer-queixinhas:
- O sr. ENGENHEIRO deve perceber muito menos patavina que eu da história deste "descampado", a que já chamaram jardim à beira-mar plantado, ou teria um pouco mais de respeito pelas sensibilidades/motivações de oliventinos e outros acerca da "questão" antes de afirmar que isso é parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
- O sr. ENGENHEIRO está-se completamente nas tintas para o que pensam os oliventinos, sejam eles pró-Espanha ou pró-Portugal, sobre a questão ou não diria que isso é parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
- O sr. ENGENHEIRO deveria remeter-se ao conhecimento da História, e assim saberia que por mais aberrantes que sejam as suas declarações, nunca ficarão tão indelevelmente marcadas na História de Portugal como a figura do Conde Andeiro que, por andar metido com a Aleivosa, saltou de dentro de um guarda-fatos para o Terreiro do Paço, obrigado a tal por uns quantos que também queriam raspar o tacho, a reboque de outros com mais elevados ideais.
- O sr. ENGENHEIRO fique a saber ( e para isso os leitores-de-blogs-pra-fazer-queixinhas podem dizer que vão da minha parte) que por mais que se escreva acerca de si na História deste país, quanto à "questão"será daqui a quinhentos anos considerado uma figura com tanta proeminência com um quilo de laranjas importadas (vidé Guerra das Laranjas, o pessoal de Olivença sabe) . Tanto por Portuguses como por Espanhóis.
É que "Roma não paga a traidores" (qualquer candidato a primeiro-ministro deveria saber algo sobre Viriato).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Aloé, regressa que tás perdoado!

ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE...

Porra. Chateava-me eu quando via publicidade a champôs com aloé vera, detergentes com aloé vera, dentífricos com aloé vera, sabonetes com aloé vera, cuecas com aloé vera, pensos com aloé vera...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Se alguém se lembra levante o braço

Duvido que alguém se possa gabar de não haver uma única música que o faça, pelo menos, esboçar um sorriso de saudade.
Para mim há uma quantas que me provocam emoções completamente diferentes, mas não contraditórias. Continuo a arrepiar-me de cada vez que ouço o "Grândola", quase que me enraiveço por a vida não se repetir de cada vez que me chega aos ouvidos o "Verão Azul"...
E há sempre, mas sempre, uma música especial que continua a ser especial por mais que os anos passem. Não sei a razão mas sempre achei "sugar baby love" especial; talvez por me relembrar a adolescência, a turma do liceu, o dia seguinte quando se chegava à primeira aula: ouviste ontem os discos pedidos do rádio clube? passaram os rubettes e o cat stevens!
Talvez o melhor seja mesmo nem tentar encontrar uma razão.
Sei que os que escolhi parecem hoje um bocadinho foleirotes, encenadinhos demais; mas liguem lá a mtv: passam horas e horas a ver tipas todas do mesmo género, lábio pintado de dourado, cabelo escorrido, cantando o mesmo tipo de música e todas elas com um annnhhhhh no refrão tipo ajudem-me-que-tenho-prisão-de-ventre.
Coragem e carreguem no botão (vá lá, aprendi hoje a pôr vídeos nisto).

terça-feira, 18 de setembro de 2007

É o destino...

Por que raios mais carga de agúa mais o raio que o parta é que as canecas que a gente põe no micro-ondas, quando o leite já está quente ficam sempre com a asa para o outro lado?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Quem é quem?


Tanto se me dá que a federação da bola cá do burgo ou a UEFA passem a mão no pêlo do seleccionador nacional, como o agraciem pela defesa do bom nome da sua família, que isto de ser figura pública com a camisola de milionário tem muito que se lhe diga. Sei lá se o sérvio lhe chamou filho da padeira de aljubarrota ou da outra. Também não passou, no meu conceito, de bestial a besta; isso é bom para os fazedores de deuses, vulgo imprensa, e para os bajuladores que num domingo tanto vêem num indíviduo o salvador da pátria como noventa minutos depois o promovem a filho de pai incógnito, com fartas referências ao local de trabalho da mãe, normalmente remetida para a recta de Pegões.

Para mim, Scolari procedeu mal porque figura de referência (e não o deus que me querem vender); procedeu mal porque afinal de contas é humano, apesar de vendido como ídolo - e bem frágeis são os pés destes, muito mais que os dos humanos.

Mas mais grave que o comportamento de Scolari, e a isso não encontrei ainda reacções, é o comportamento dum Presidente da República que "fica triste com a atitude do seleccionador nacional" mas que assobia para o lado quando milhares de licenciados têm de se desenrascar a fazer promoções de iogurtes no modelo, um presidente que apela à formação quando indivíduos que pagaram uma boa pipa de massa e parte dos meus impostos para se formarem têm agora de andar de porta em porta a perguntar se esta semana recebi " a dica do lidl".

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A Oeste nada de novo.


Não tenho andado com vontadinha nenhuma de escrever seja o que seja.

Tal é a neura que o contador já foi pelos dez mil, o blog fez três anos no passado dia 24 e nem isso me tirou da preguiça.

Nadinha se alterou: a água do lago do jardim continua a cheirar mal; o relógio da piscina, em fim de 2ª época da nova era, continua à espera de pilhas; e a "galgabilidade" do separador da antónio sardinha continua como o ponto G: serve para grandes conferências, uns dizem que sabem tudo, outros que não existe, mas ninguém consegue explicar o que quer que seja.

A Oeste nada de novo. Nem a Norte, nem a Sul, nem a Leste.

Nem aqui tampouco.