quinta-feira, 15 de maio de 2008

Alguns são mais iguais que outros

É de facto caso para pôr as mãos na barriga e rir até fartar esta atitude do nosso primeiro-ministro se predispor a deixar de fumar. Apanhado com a boca na botija, que é como quem diz: com os beiços num daqueles rolinhos-de-ervas-secas-que-dão-bués-da-massa-ó-estado, apressou-se a anunciar ao mundo que vai deixar o vício. E a malta curtiu, e a malta tá de acordo que assim seja, e a malta até o acha um tipo às direitas (e bem às direitas, porra!).
Mas tá bem, vamos lá falar a sério. O sôr engenheiro puxou do cigarrito, meteu-o entre-beiços e ateou-lhe fogo. Daí não adviria mal ao mundo, e eu (um ex-fumador de 3-maços-3 diários) nada tenho contra o facto. O problema é que a Lei anti-tabaco do seu governo veio cá pra fora duma maneira apalhaçada, tipo anúncio da próxima telenovela; o problema é que o seu governo fez que o chupador de fumo dos rolinhos-de-ervas-secas-que-dão-bués-da-massa-ó-estado fosse visto pelos outros como o gajo do martelo que espetou os pregos nas mãos e pés de Cristo; o problema é que o dono dum estabelecimento que paga pipas e pipas de impostos ao estado nem tem possibilidade de permitir que se fume no seu próprio estabelecimento, mesmo que tal seja bem explicitado à entrada, a não ser que compre o tal equipamento de extracção de fumos que um qualquer afilhado dum qualquer sub-sub-subsecretário vende, não é?
Como se o anúncio da sua intenção (depois de apanhado com a boca nos fumantes) fosse desculpa para o que acabara de fazer.
Também a TAP, numa atitude de subserviência à voz do dono, veio com desculpas esfarrapadas sobre os voos fretados, onde seria permitido fumar. Se tal é verdade, que mo digam... é que a Lei 37/2007 de 14 de Agosto reza que
"...É ainda proibido fumar nos veículos afectos aos
transportes públicos urbanos, suburbanos e interurbanos
de passageiros, bem como nos transportes rodoviários,
ferroviários, aéreos, marítimos e fluviais, nos serviços
expressos, turísticos e de aluguer, nos táxis, ambulâncias,
veículos de transporte de doentes e teleféricos
."
E esteja a aeronave sobre que nação estiver pertence a uma companhia portuguesa e o seu comandante é a autoridade máxima lá dentro.
Portanto, apetece-me gritar que George Orwelll tinha toda a razão quando ecreveu "O Triunfo dos Porcos". Para quem não sabe (será possível?), o Triunfo dos Porcos trata da história duma quinta onde os animais se revoltaram e conseguiram o poder e repartir os lucros do trabalho igualitário sob o lema "Todos os animais são iguais"; só que os porcos, bem defendidos pelos cães, subverteram os ideais colectivos e criaram para si uma nova classe imune a qualquer repreensão. E perveteram os ideais para "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros".
E mais não digo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Estou cá com uma daquelas....

Sei perfeitamente que não tenho "postado" nada de jeito nos últimos tempos, mas é que

segunda-feira, 24 de março de 2008

Contador na gaita. Já!

O "JÁ!" já esteve na moda. Lembram-se dos tempos pré-25-de-novembro? Era o regabofe do JÁ! Já isto, já aquilo. A malta mais nova JÁ nasceu depois, daí que JÁ não compreenda a importância dum JÁ a tempo e horas. Quanto aos menos novos ainda se lembram e JÁ não têm desculpa. É que JÁ me estou a passar dos carretos com a nova deste governo: perguntar à malta casadoira quanto é que o fotógrafo cobrou, quanto pagaram pelo copo-de-água; JÁ agora: ponham lá um contador na gaita da malta: ficavam a saber quantas pinocadas os nubentes JÁ tinham dado.
Cambada de proxenetas (chulos, em português correcto)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Tibete







sábado, 15 de março de 2008

E a malta vai deixando...

A coberto da defesa da saúde pública o governo prepara-se para (mais) uma aberração legislativa: pretende impor normas e proibições naquilo que deveria ser da exclusiva responsabilidade dos pais e educadores. Não sendo eu adepto de tatuagens ou "piercings", e achando mesmo pouca ou nenhuma piada a muitos exemplos que por aí vejo, não posso mesmo assim entender a atitude senão como de preparação para muito mais que estará para vir por aí abaixo, a par de servir para desviar as atenções de outro género de coisas bem mais importantes e actuais.
Como não poderia deixar de ser, a ASAE (esse sempre presente substituto do Aloé Vera e do Piredenitionato de Zinco dos champôs anticaspa) vai mais uma vez (ah! valentes) ser chamada ao assunto. É claro que nos intervalos das fiscalizações que (não) fazem à loja do chinês, pois então.
Proponho também regulamentação noutras áreas:
1 - Os batons devem ser apenas de brilho, a fim de não ferir susceptibilades clubísticas.
2 - As mulheres não devem usar as unhas compridas, são um perigo para a sua própria integridade física, além de poderem ser usadas como arma branca.
3 - Os homens serão proibidos de meter a mão no bolso para coçar os "ditos cujos". Além de ser indecoroso, pode provocar o alastramento de micoses.
E preparem-se para ver proibidos os preservativos com sabor a morango (por causa das alergias).

sábado, 19 de janeiro de 2008

Roma não paga a traidores

Já por aqui afirmei que nada me move contra o povo espanhol, sendo que até tenho uma costela daquelas bandas. Nem vou discutir aqui a possibilidade/vantagem duma Ibéria (expliquem-se lá bem, por favor) nem tampouco a anexação da Espanha por Portugal (bem mais interessante que o "vice-versa"). O processo histórico (que raio de expressão, hem?) ou a teimosia dum tipo que não queria pagar impostos ao primo, levou a que uns séculos depois andássemos para aqui a discutir se Portugal tem ou não razão de existir In-de-pen-den-te! E nem quero falar dos outros 40 (quarenta) de mil seiscentos e outros tantos que de certeza também queriam uma raspadela do tachinho. Cá pra mim, e apesar das premissas que enunciei e muuuuuiiiitaaaaaas (muitas, porra!) mais, TEM!!!
Quando até a CIA (aquela coisa a que os relatadores de notícias das tvs chamam siaiei) reconhece o caso de Olivença como um conflito em aberto (estes americanos... e eu que os considerava uns incultos), aparece aquilo a que vulgarmente se chama "primeiro-ministro" afirmando que Olivença faz parte do folclore de qualquer encontro luso-espanhol... 0 caso é que Olivença continua a ser um bico-de-obra para qualquer governo, seja ele português ou espanhol. O que é verdade é que apesar de o povo espanhol ter um nível de vida superior ao português e mesmo que os oliventinos se fechem em copas quanto ao assunto, Olivença continua (por LEI) a ser território português.
O que é verdade é que até o governo de Durão Barroso tentou "mexer-se" quanto à questão de Olivença.
O que é não é menos verdade é que Olivença continua a ser uma pedra no sapato de muito boa (?) gente.
O que nunca deixará de ser verdade é que só por cobardia (política? duvido!) é que a questão de Olivença continua a ser "a questão".
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Toda esta verborreia deriva de ter presenciado o nosso primeiro-ministro ENGENHEIRO responder a um jornalista que o interrogava para a SIC, aquando desta XXIII Cimeira Luso-Espanhola, sobre a questão (porra de teimosia, hem?) de Olivença, que isso fazia parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
Quando o entrevistador relançou a pergunta, o sr. ENGENHIRO voltou a referir-se ao folclore.
Agora para o sr. ENGENHEIRO e leitores-de-blogs-pra-fazer-queixinhas:
- O sr. ENGENHEIRO deve perceber muito menos patavina que eu da história deste "descampado", a que já chamaram jardim à beira-mar plantado, ou teria um pouco mais de respeito pelas sensibilidades/motivações de oliventinos e outros acerca da "questão" antes de afirmar que isso é parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
- O sr. ENGENHEIRO está-se completamente nas tintas para o que pensam os oliventinos, sejam eles pró-Espanha ou pró-Portugal, sobre a questão ou não diria que isso é parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
- O sr. ENGENHEIRO deveria remeter-se ao conhecimento da História, e assim saberia que por mais aberrantes que sejam as suas declarações, nunca ficarão tão indelevelmente marcadas na História de Portugal como a figura do Conde Andeiro que, por andar metido com a Aleivosa, saltou de dentro de um guarda-fatos para o Terreiro do Paço, obrigado a tal por uns quantos que também queriam raspar o tacho, a reboque de outros com mais elevados ideais.
- O sr. ENGENHEIRO fique a saber ( e para isso os leitores-de-blogs-pra-fazer-queixinhas podem dizer que vão da minha parte) que por mais que se escreva acerca de si na História deste país, quanto à "questão"será daqui a quinhentos anos considerado uma figura com tanta proeminência com um quilo de laranjas importadas (vidé Guerra das Laranjas, o pessoal de Olivença sabe) . Tanto por Portuguses como por Espanhóis.
É que "Roma não paga a traidores" (qualquer candidato a primeiro-ministro deveria saber algo sobre Viriato).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Aloé, regressa que tás perdoado!

ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE...

Porra. Chateava-me eu quando via publicidade a champôs com aloé vera, detergentes com aloé vera, dentífricos com aloé vera, sabonetes com aloé vera, cuecas com aloé vera, pensos com aloé vera...