quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Duvido que seja desta, mas...


A notícia é do "Público" de hoje e não deixa de me causar um sorriso de satisfação, embora me deixe também dúvidas: por um lado talvez seja bastante tolerante para com as instituções de ensino sob cuja telha se praxa; por outro, será que há coragem para ir em frente e erradicar de vez essa estupidez mongoloidesca?
Não nos esqueçamos que nos poucos casos em que meia dúzia de corajosos que, pública e institucionalmente, levantarem a cabeça, poucos ecos restam. Que é feito da caloira da Escola Agrária de Santarém que conseguiu levar 7 "veteranos" à barra do tribunal a partir duma questão de praxe tão apressadamente desvalorizada na comunicação social pela direcção da escola? E a aluna do Instituto Piaget repreendida pela direcção da escola?
Que irá fazer Mariano Gago quando as escolas começarem a sacudir a "água do capote" negando qualquer conhecimento das situações?
Estamos cá pra ver.




quinta-feira, 15 de maio de 2008

Alguns são mais iguais que outros

É de facto caso para pôr as mãos na barriga e rir até fartar esta atitude do nosso primeiro-ministro se predispor a deixar de fumar. Apanhado com a boca na botija, que é como quem diz: com os beiços num daqueles rolinhos-de-ervas-secas-que-dão-bués-da-massa-ó-estado, apressou-se a anunciar ao mundo que vai deixar o vício. E a malta curtiu, e a malta tá de acordo que assim seja, e a malta até o acha um tipo às direitas (e bem às direitas, porra!).
Mas tá bem, vamos lá falar a sério. O sôr engenheiro puxou do cigarrito, meteu-o entre-beiços e ateou-lhe fogo. Daí não adviria mal ao mundo, e eu (um ex-fumador de 3-maços-3 diários) nada tenho contra o facto. O problema é que a Lei anti-tabaco do seu governo veio cá pra fora duma maneira apalhaçada, tipo anúncio da próxima telenovela; o problema é que o seu governo fez que o chupador de fumo dos rolinhos-de-ervas-secas-que-dão-bués-da-massa-ó-estado fosse visto pelos outros como o gajo do martelo que espetou os pregos nas mãos e pés de Cristo; o problema é que o dono dum estabelecimento que paga pipas e pipas de impostos ao estado nem tem possibilidade de permitir que se fume no seu próprio estabelecimento, mesmo que tal seja bem explicitado à entrada, a não ser que compre o tal equipamento de extracção de fumos que um qualquer afilhado dum qualquer sub-sub-subsecretário vende, não é?
Como se o anúncio da sua intenção (depois de apanhado com a boca nos fumantes) fosse desculpa para o que acabara de fazer.
Também a TAP, numa atitude de subserviência à voz do dono, veio com desculpas esfarrapadas sobre os voos fretados, onde seria permitido fumar. Se tal é verdade, que mo digam... é que a Lei 37/2007 de 14 de Agosto reza que
"...É ainda proibido fumar nos veículos afectos aos
transportes públicos urbanos, suburbanos e interurbanos
de passageiros, bem como nos transportes rodoviários,
ferroviários, aéreos, marítimos e fluviais, nos serviços
expressos, turísticos e de aluguer, nos táxis, ambulâncias,
veículos de transporte de doentes e teleféricos
."
E esteja a aeronave sobre que nação estiver pertence a uma companhia portuguesa e o seu comandante é a autoridade máxima lá dentro.
Portanto, apetece-me gritar que George Orwelll tinha toda a razão quando ecreveu "O Triunfo dos Porcos". Para quem não sabe (será possível?), o Triunfo dos Porcos trata da história duma quinta onde os animais se revoltaram e conseguiram o poder e repartir os lucros do trabalho igualitário sob o lema "Todos os animais são iguais"; só que os porcos, bem defendidos pelos cães, subverteram os ideais colectivos e criaram para si uma nova classe imune a qualquer repreensão. E perveteram os ideais para "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros".
E mais não digo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Estou cá com uma daquelas....

Sei perfeitamente que não tenho "postado" nada de jeito nos últimos tempos, mas é que

segunda-feira, 24 de março de 2008

Contador na gaita. Já!

O "JÁ!" já esteve na moda. Lembram-se dos tempos pré-25-de-novembro? Era o regabofe do JÁ! Já isto, já aquilo. A malta mais nova JÁ nasceu depois, daí que JÁ não compreenda a importância dum JÁ a tempo e horas. Quanto aos menos novos ainda se lembram e JÁ não têm desculpa. É que JÁ me estou a passar dos carretos com a nova deste governo: perguntar à malta casadoira quanto é que o fotógrafo cobrou, quanto pagaram pelo copo-de-água; JÁ agora: ponham lá um contador na gaita da malta: ficavam a saber quantas pinocadas os nubentes JÁ tinham dado.
Cambada de proxenetas (chulos, em português correcto)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Tibete







sábado, 15 de março de 2008

E a malta vai deixando...

A coberto da defesa da saúde pública o governo prepara-se para (mais) uma aberração legislativa: pretende impor normas e proibições naquilo que deveria ser da exclusiva responsabilidade dos pais e educadores. Não sendo eu adepto de tatuagens ou "piercings", e achando mesmo pouca ou nenhuma piada a muitos exemplos que por aí vejo, não posso mesmo assim entender a atitude senão como de preparação para muito mais que estará para vir por aí abaixo, a par de servir para desviar as atenções de outro género de coisas bem mais importantes e actuais.
Como não poderia deixar de ser, a ASAE (esse sempre presente substituto do Aloé Vera e do Piredenitionato de Zinco dos champôs anticaspa) vai mais uma vez (ah! valentes) ser chamada ao assunto. É claro que nos intervalos das fiscalizações que (não) fazem à loja do chinês, pois então.
Proponho também regulamentação noutras áreas:
1 - Os batons devem ser apenas de brilho, a fim de não ferir susceptibilades clubísticas.
2 - As mulheres não devem usar as unhas compridas, são um perigo para a sua própria integridade física, além de poderem ser usadas como arma branca.
3 - Os homens serão proibidos de meter a mão no bolso para coçar os "ditos cujos". Além de ser indecoroso, pode provocar o alastramento de micoses.
E preparem-se para ver proibidos os preservativos com sabor a morango (por causa das alergias).

sábado, 19 de janeiro de 2008

Roma não paga a traidores

Já por aqui afirmei que nada me move contra o povo espanhol, sendo que até tenho uma costela daquelas bandas. Nem vou discutir aqui a possibilidade/vantagem duma Ibéria (expliquem-se lá bem, por favor) nem tampouco a anexação da Espanha por Portugal (bem mais interessante que o "vice-versa"). O processo histórico (que raio de expressão, hem?) ou a teimosia dum tipo que não queria pagar impostos ao primo, levou a que uns séculos depois andássemos para aqui a discutir se Portugal tem ou não razão de existir In-de-pen-den-te! E nem quero falar dos outros 40 (quarenta) de mil seiscentos e outros tantos que de certeza também queriam uma raspadela do tachinho. Cá pra mim, e apesar das premissas que enunciei e muuuuuiiiitaaaaaas (muitas, porra!) mais, TEM!!!
Quando até a CIA (aquela coisa a que os relatadores de notícias das tvs chamam siaiei) reconhece o caso de Olivença como um conflito em aberto (estes americanos... e eu que os considerava uns incultos), aparece aquilo a que vulgarmente se chama "primeiro-ministro" afirmando que Olivença faz parte do folclore de qualquer encontro luso-espanhol... 0 caso é que Olivença continua a ser um bico-de-obra para qualquer governo, seja ele português ou espanhol. O que é verdade é que apesar de o povo espanhol ter um nível de vida superior ao português e mesmo que os oliventinos se fechem em copas quanto ao assunto, Olivença continua (por LEI) a ser território português.
O que é verdade é que até o governo de Durão Barroso tentou "mexer-se" quanto à questão de Olivença.
O que é não é menos verdade é que Olivença continua a ser uma pedra no sapato de muito boa (?) gente.
O que nunca deixará de ser verdade é que só por cobardia (política? duvido!) é que a questão de Olivença continua a ser "a questão".
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Toda esta verborreia deriva de ter presenciado o nosso primeiro-ministro ENGENHEIRO responder a um jornalista que o interrogava para a SIC, aquando desta XXIII Cimeira Luso-Espanhola, sobre a questão (porra de teimosia, hem?) de Olivença, que isso fazia parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
Quando o entrevistador relançou a pergunta, o sr. ENGENHIRO voltou a referir-se ao folclore.
Agora para o sr. ENGENHEIRO e leitores-de-blogs-pra-fazer-queixinhas:
- O sr. ENGENHEIRO deve perceber muito menos patavina que eu da história deste "descampado", a que já chamaram jardim à beira-mar plantado, ou teria um pouco mais de respeito pelas sensibilidades/motivações de oliventinos e outros acerca da "questão" antes de afirmar que isso é parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
- O sr. ENGENHEIRO está-se completamente nas tintas para o que pensam os oliventinos, sejam eles pró-Espanha ou pró-Portugal, sobre a questão ou não diria que isso é parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
- O sr. ENGENHEIRO deveria remeter-se ao conhecimento da História, e assim saberia que por mais aberrantes que sejam as suas declarações, nunca ficarão tão indelevelmente marcadas na História de Portugal como a figura do Conde Andeiro que, por andar metido com a Aleivosa, saltou de dentro de um guarda-fatos para o Terreiro do Paço, obrigado a tal por uns quantos que também queriam raspar o tacho, a reboque de outros com mais elevados ideais.
- O sr. ENGENHEIRO fique a saber ( e para isso os leitores-de-blogs-pra-fazer-queixinhas podem dizer que vão da minha parte) que por mais que se escreva acerca de si na História deste país, quanto à "questão"será daqui a quinhentos anos considerado uma figura com tanta proeminência com um quilo de laranjas importadas (vidé Guerra das Laranjas, o pessoal de Olivença sabe) . Tanto por Portuguses como por Espanhóis.
É que "Roma não paga a traidores" (qualquer candidato a primeiro-ministro deveria saber algo sobre Viriato).