sábado, 17 de janeiro de 2009

OBRAS

Estamos em obras.
Há modificações de hora a hora.
Até breve.

domingo, 5 de outubro de 2008

Viva a República


VIVA A REPÚBLICAAA !!!!
(onze e dez da noite, ainda fui a tempo...)

5 de Outubro ou 1º de Abril?

Não há mesmo pachorra...
Ainda pensei estar a sonhar ao ver o telejornal, mas afinal era verdade: na sequência do discurso presidencial afirmou o sr. engenheiro que "...há três anos estávamos numa gravíssima crise financeira... mas está ultrapassada" (mais coisa menos coisa a anedota foi esta).
ESTÁVAMOS, pois...
Estou com tantas náuseas que nem sei se vou jantar.
Vou antes passear o cão.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Duvido que seja desta, mas...


A notícia é do "Público" de hoje e não deixa de me causar um sorriso de satisfação, embora me deixe também dúvidas: por um lado talvez seja bastante tolerante para com as instituções de ensino sob cuja telha se praxa; por outro, será que há coragem para ir em frente e erradicar de vez essa estupidez mongoloidesca?
Não nos esqueçamos que nos poucos casos em que meia dúzia de corajosos que, pública e institucionalmente, levantarem a cabeça, poucos ecos restam. Que é feito da caloira da Escola Agrária de Santarém que conseguiu levar 7 "veteranos" à barra do tribunal a partir duma questão de praxe tão apressadamente desvalorizada na comunicação social pela direcção da escola? E a aluna do Instituto Piaget repreendida pela direcção da escola?
Que irá fazer Mariano Gago quando as escolas começarem a sacudir a "água do capote" negando qualquer conhecimento das situações?
Estamos cá pra ver.




quinta-feira, 15 de maio de 2008

Alguns são mais iguais que outros

É de facto caso para pôr as mãos na barriga e rir até fartar esta atitude do nosso primeiro-ministro se predispor a deixar de fumar. Apanhado com a boca na botija, que é como quem diz: com os beiços num daqueles rolinhos-de-ervas-secas-que-dão-bués-da-massa-ó-estado, apressou-se a anunciar ao mundo que vai deixar o vício. E a malta curtiu, e a malta tá de acordo que assim seja, e a malta até o acha um tipo às direitas (e bem às direitas, porra!).
Mas tá bem, vamos lá falar a sério. O sôr engenheiro puxou do cigarrito, meteu-o entre-beiços e ateou-lhe fogo. Daí não adviria mal ao mundo, e eu (um ex-fumador de 3-maços-3 diários) nada tenho contra o facto. O problema é que a Lei anti-tabaco do seu governo veio cá pra fora duma maneira apalhaçada, tipo anúncio da próxima telenovela; o problema é que o seu governo fez que o chupador de fumo dos rolinhos-de-ervas-secas-que-dão-bués-da-massa-ó-estado fosse visto pelos outros como o gajo do martelo que espetou os pregos nas mãos e pés de Cristo; o problema é que o dono dum estabelecimento que paga pipas e pipas de impostos ao estado nem tem possibilidade de permitir que se fume no seu próprio estabelecimento, mesmo que tal seja bem explicitado à entrada, a não ser que compre o tal equipamento de extracção de fumos que um qualquer afilhado dum qualquer sub-sub-subsecretário vende, não é?
Como se o anúncio da sua intenção (depois de apanhado com a boca nos fumantes) fosse desculpa para o que acabara de fazer.
Também a TAP, numa atitude de subserviência à voz do dono, veio com desculpas esfarrapadas sobre os voos fretados, onde seria permitido fumar. Se tal é verdade, que mo digam... é que a Lei 37/2007 de 14 de Agosto reza que
"...É ainda proibido fumar nos veículos afectos aos
transportes públicos urbanos, suburbanos e interurbanos
de passageiros, bem como nos transportes rodoviários,
ferroviários, aéreos, marítimos e fluviais, nos serviços
expressos, turísticos e de aluguer, nos táxis, ambulâncias,
veículos de transporte de doentes e teleféricos
."
E esteja a aeronave sobre que nação estiver pertence a uma companhia portuguesa e o seu comandante é a autoridade máxima lá dentro.
Portanto, apetece-me gritar que George Orwelll tinha toda a razão quando ecreveu "O Triunfo dos Porcos". Para quem não sabe (será possível?), o Triunfo dos Porcos trata da história duma quinta onde os animais se revoltaram e conseguiram o poder e repartir os lucros do trabalho igualitário sob o lema "Todos os animais são iguais"; só que os porcos, bem defendidos pelos cães, subverteram os ideais colectivos e criaram para si uma nova classe imune a qualquer repreensão. E perveteram os ideais para "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que outros".
E mais não digo.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Estou cá com uma daquelas....

Sei perfeitamente que não tenho "postado" nada de jeito nos últimos tempos, mas é que

segunda-feira, 24 de março de 2008

Contador na gaita. Já!

O "JÁ!" já esteve na moda. Lembram-se dos tempos pré-25-de-novembro? Era o regabofe do JÁ! Já isto, já aquilo. A malta mais nova JÁ nasceu depois, daí que JÁ não compreenda a importância dum JÁ a tempo e horas. Quanto aos menos novos ainda se lembram e JÁ não têm desculpa. É que JÁ me estou a passar dos carretos com a nova deste governo: perguntar à malta casadoira quanto é que o fotógrafo cobrou, quanto pagaram pelo copo-de-água; JÁ agora: ponham lá um contador na gaita da malta: ficavam a saber quantas pinocadas os nubentes JÁ tinham dado.
Cambada de proxenetas (chulos, em português correcto)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Tibete







sábado, 15 de março de 2008

E a malta vai deixando...

A coberto da defesa da saúde pública o governo prepara-se para (mais) uma aberração legislativa: pretende impor normas e proibições naquilo que deveria ser da exclusiva responsabilidade dos pais e educadores. Não sendo eu adepto de tatuagens ou "piercings", e achando mesmo pouca ou nenhuma piada a muitos exemplos que por aí vejo, não posso mesmo assim entender a atitude senão como de preparação para muito mais que estará para vir por aí abaixo, a par de servir para desviar as atenções de outro género de coisas bem mais importantes e actuais.
Como não poderia deixar de ser, a ASAE (esse sempre presente substituto do Aloé Vera e do Piredenitionato de Zinco dos champôs anticaspa) vai mais uma vez (ah! valentes) ser chamada ao assunto. É claro que nos intervalos das fiscalizações que (não) fazem à loja do chinês, pois então.
Proponho também regulamentação noutras áreas:
1 - Os batons devem ser apenas de brilho, a fim de não ferir susceptibilades clubísticas.
2 - As mulheres não devem usar as unhas compridas, são um perigo para a sua própria integridade física, além de poderem ser usadas como arma branca.
3 - Os homens serão proibidos de meter a mão no bolso para coçar os "ditos cujos". Além de ser indecoroso, pode provocar o alastramento de micoses.
E preparem-se para ver proibidos os preservativos com sabor a morango (por causa das alergias).

sábado, 19 de janeiro de 2008

Roma não paga a traidores

Já por aqui afirmei que nada me move contra o povo espanhol, sendo que até tenho uma costela daquelas bandas. Nem vou discutir aqui a possibilidade/vantagem duma Ibéria (expliquem-se lá bem, por favor) nem tampouco a anexação da Espanha por Portugal (bem mais interessante que o "vice-versa"). O processo histórico (que raio de expressão, hem?) ou a teimosia dum tipo que não queria pagar impostos ao primo, levou a que uns séculos depois andássemos para aqui a discutir se Portugal tem ou não razão de existir In-de-pen-den-te! E nem quero falar dos outros 40 (quarenta) de mil seiscentos e outros tantos que de certeza também queriam uma raspadela do tachinho. Cá pra mim, e apesar das premissas que enunciei e muuuuuiiiitaaaaaas (muitas, porra!) mais, TEM!!!
Quando até a CIA (aquela coisa a que os relatadores de notícias das tvs chamam siaiei) reconhece o caso de Olivença como um conflito em aberto (estes americanos... e eu que os considerava uns incultos), aparece aquilo a que vulgarmente se chama "primeiro-ministro" afirmando que Olivença faz parte do folclore de qualquer encontro luso-espanhol... 0 caso é que Olivença continua a ser um bico-de-obra para qualquer governo, seja ele português ou espanhol. O que é verdade é que apesar de o povo espanhol ter um nível de vida superior ao português e mesmo que os oliventinos se fechem em copas quanto ao assunto, Olivença continua (por LEI) a ser território português.
O que é verdade é que até o governo de Durão Barroso tentou "mexer-se" quanto à questão de Olivença.
O que é não é menos verdade é que Olivença continua a ser uma pedra no sapato de muito boa (?) gente.
O que nunca deixará de ser verdade é que só por cobardia (política? duvido!) é que a questão de Olivença continua a ser "a questão".
-
Toda esta verborreia deriva de ter presenciado o nosso primeiro-ministro ENGENHEIRO responder a um jornalista que o interrogava para a SIC, aquando desta XXIII Cimeira Luso-Espanhola, sobre a questão (porra de teimosia, hem?) de Olivença, que isso fazia parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
Quando o entrevistador relançou a pergunta, o sr. ENGENHIRO voltou a referir-se ao folclore.
Agora para o sr. ENGENHEIRO e leitores-de-blogs-pra-fazer-queixinhas:
- O sr. ENGENHEIRO deve perceber muito menos patavina que eu da história deste "descampado", a que já chamaram jardim à beira-mar plantado, ou teria um pouco mais de respeito pelas sensibilidades/motivações de oliventinos e outros acerca da "questão" antes de afirmar que isso é parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
- O sr. ENGENHEIRO está-se completamente nas tintas para o que pensam os oliventinos, sejam eles pró-Espanha ou pró-Portugal, sobre a questão ou não diria que isso é parte do folclore de qualquer encontro entre os governos ibéricos.
- O sr. ENGENHEIRO deveria remeter-se ao conhecimento da História, e assim saberia que por mais aberrantes que sejam as suas declarações, nunca ficarão tão indelevelmente marcadas na História de Portugal como a figura do Conde Andeiro que, por andar metido com a Aleivosa, saltou de dentro de um guarda-fatos para o Terreiro do Paço, obrigado a tal por uns quantos que também queriam raspar o tacho, a reboque de outros com mais elevados ideais.
- O sr. ENGENHEIRO fique a saber ( e para isso os leitores-de-blogs-pra-fazer-queixinhas podem dizer que vão da minha parte) que por mais que se escreva acerca de si na História deste país, quanto à "questão"será daqui a quinhentos anos considerado uma figura com tanta proeminência com um quilo de laranjas importadas (vidé Guerra das Laranjas, o pessoal de Olivença sabe) . Tanto por Portuguses como por Espanhóis.
É que "Roma não paga a traidores" (qualquer candidato a primeiro-ministro deveria saber algo sobre Viriato).

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Aloé, regressa que tás perdoado!

ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE ASAE...

Porra. Chateava-me eu quando via publicidade a champôs com aloé vera, detergentes com aloé vera, dentífricos com aloé vera, sabonetes com aloé vera, cuecas com aloé vera, pensos com aloé vera...

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Se alguém se lembra levante o braço

Duvido que alguém se possa gabar de não haver uma única música que o faça, pelo menos, esboçar um sorriso de saudade.
Para mim há uma quantas que me provocam emoções completamente diferentes, mas não contraditórias. Continuo a arrepiar-me de cada vez que ouço o "Grândola", quase que me enraiveço por a vida não se repetir de cada vez que me chega aos ouvidos o "Verão Azul"...
E há sempre, mas sempre, uma música especial que continua a ser especial por mais que os anos passem. Não sei a razão mas sempre achei "sugar baby love" especial; talvez por me relembrar a adolescência, a turma do liceu, o dia seguinte quando se chegava à primeira aula: ouviste ontem os discos pedidos do rádio clube? passaram os rubettes e o cat stevens!
Talvez o melhor seja mesmo nem tentar encontrar uma razão.
Sei que os que escolhi parecem hoje um bocadinho foleirotes, encenadinhos demais; mas liguem lá a mtv: passam horas e horas a ver tipas todas do mesmo género, lábio pintado de dourado, cabelo escorrido, cantando o mesmo tipo de música e todas elas com um annnhhhhh no refrão tipo ajudem-me-que-tenho-prisão-de-ventre.
Coragem e carreguem no botão (vá lá, aprendi hoje a pôr vídeos nisto).

terça-feira, 18 de setembro de 2007

É o destino...

Por que raios mais carga de agúa mais o raio que o parta é que as canecas que a gente põe no micro-ondas, quando o leite já está quente ficam sempre com a asa para o outro lado?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Quem é quem?


Tanto se me dá que a federação da bola cá do burgo ou a UEFA passem a mão no pêlo do seleccionador nacional, como o agraciem pela defesa do bom nome da sua família, que isto de ser figura pública com a camisola de milionário tem muito que se lhe diga. Sei lá se o sérvio lhe chamou filho da padeira de aljubarrota ou da outra. Também não passou, no meu conceito, de bestial a besta; isso é bom para os fazedores de deuses, vulgo imprensa, e para os bajuladores que num domingo tanto vêem num indíviduo o salvador da pátria como noventa minutos depois o promovem a filho de pai incógnito, com fartas referências ao local de trabalho da mãe, normalmente remetida para a recta de Pegões.

Para mim, Scolari procedeu mal porque figura de referência (e não o deus que me querem vender); procedeu mal porque afinal de contas é humano, apesar de vendido como ídolo - e bem frágeis são os pés destes, muito mais que os dos humanos.

Mas mais grave que o comportamento de Scolari, e a isso não encontrei ainda reacções, é o comportamento dum Presidente da República que "fica triste com a atitude do seleccionador nacional" mas que assobia para o lado quando milhares de licenciados têm de se desenrascar a fazer promoções de iogurtes no modelo, um presidente que apela à formação quando indivíduos que pagaram uma boa pipa de massa e parte dos meus impostos para se formarem têm agora de andar de porta em porta a perguntar se esta semana recebi " a dica do lidl".

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A Oeste nada de novo.


Não tenho andado com vontadinha nenhuma de escrever seja o que seja.

Tal é a neura que o contador já foi pelos dez mil, o blog fez três anos no passado dia 24 e nem isso me tirou da preguiça.

Nadinha se alterou: a água do lago do jardim continua a cheirar mal; o relógio da piscina, em fim de 2ª época da nova era, continua à espera de pilhas; e a "galgabilidade" do separador da antónio sardinha continua como o ponto G: serve para grandes conferências, uns dizem que sabem tudo, outros que não existe, mas ninguém consegue explicar o que quer que seja.

A Oeste nada de novo. Nem a Norte, nem a Sul, nem a Leste.

Nem aqui tampouco.

domingo, 22 de julho de 2007

Só um cego não vê que Abril está moribundo!


A cada dia que passa me convenço mais e mais que a frase "Abril não morreu" é um chavão e nada mais que isso, algo destinado à publicidade dum dia do calendário em que se desdobra a bandeirinha nacional, guardada com duas bolas de naftalina lá bem no fundo do guarda-fatos; a outra, a que pendurada de cabeça para baixo numa antena de televisão ruçou até se desfazer em farrapos, lá pode continuar até que a seleccção nacional chame novamente a "contra os canhões marchar" um povo para quem o mundo tem exactamente o mesmo diâmetro que uma bola de futebol.
Quando
- "alguém" manda as polícias confiscar material a jornalistas para a partir daí se identificar manifestantes - e logo os menos afoitos começam a congeminar desculpas para não aparecerem lá na próxima vez,
- "alguém" manda o chefe fazer a lista dos grevistas - e logo uns quantos se apressam a tentar justificar a falta do dia de greve com uma "indisposição súbita",
- "alguém" bufa que um colega de trabalho falou mal (sabe-se lá se falou) dum autista político no seu próprio gabinete e o governo não se demarca dessa bufaria
- anda por aí gente que, com a desculpa de tentar "acabar com a difamação" na blogosfera (o que seria legítimo) nada mais pretende do que amordaçar as discordâncias (mas isto já se chama Coreia do Norte?),
talvez seja hora de mudar e assumir que a frase "Abril não morreu" tem irremediavelmente de ser mudada para
Abril NÃO PODE morrer!

Por tudo isto e muito, muito, muito mais, vale a pena relembrar e visitar este "site"

domingo, 15 de julho de 2007

No melhor pano cai a nódoa


Venho dali dos lados do bom gigante e tenho de confessar que há coisas que me dão arrepios. Nada tenho contra "nuestros hermanos" (até tenho ascendentes espanhóis na família) tal como aplaudo o sr. Nobel pela ideia de deixar uns fundinhos para premiar a ciência, a cultura, a paz (ele, o inventor da dinamite). No entanto há quem lhe suba à cabeça certas coisas e depois toca de andar por aí a mandar bojardas. O Rcataluna chama-nos a atenção para um senhor que das duas uma: ou tem o sermão muito bem encomendado ou então deve estar a passar-se dos carretos, coisa que me parece já não ser nova. Repito que nada tenho contra os espanhóis que tiveram uma guerra civil terrível, sairam dela para uma ditadura onde vigorava a pena de morte, e têm hoje em dia uma economia que respira saúde por cada poro, e dão-se ao luxo de ter um governo que não mete o rabinho entre as pernas quando as máfias do futebol querem dar cartas.
Se o processo histórico tem de seguir o seu caminho, independentemente dos retrocessos e alterações de percurso inevitáveis, é claro que as nacionalidades (pelo menos como hoje as entendemos) algum dia serão coisa do passado. Se caminhamos (e ainda bem que sim) para uma Europa sem fronteiras, será que isso implica a perda das independências nacionais e das particularidades políticas de cada nação? Se o desvario (autismo) que nos governa está bem patente será isso caso para nos metermos debaixo das saias de Espanha?
Pela parte que me toca, e apesar de muita coisa, ainda tenho orgulho de ser português. Se o sr. Saramago por aqui passar (Vaya! soy tan importante?) fique a saber que tenho vontade de ler algo seu (admira-se por ainda não ter lido?), mas ao mesmo tempo já me vai faltando estômago para certas declarações suas...
Dassss!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Contra as PIDEs, tenham lá o nome que tiverem

Como já muita gente deve ter reparado, o autismo (político/governante) campeia por aí à rédea solta, "até que um dia..." Só que esse dia tarda em chegar. Se é que chegará;
porque vivemos num país de brandos costumes (excepto quando o clube perde e vai daí a mulher tem de levar porrada do fanático);
um país onde a informação funciona claramente (desde que o conceito de "claramente" seja passar "ad nauseum" os casos da menina de nove anos violada dez vezes);
um país onde não há problema de dizer mal (a verdade) do governo (desde que no café ou numa esquina).
Um país que já foi do "faz de conta" mas que passou a ser o de "faz a conta" ao que dizes, onde o dizes e a quem o dizes.
Com todo o respeito e admiração por aqueles que lutaram contra o fascismo, alguns dos quais sofreram no corpo a teimosia de não querer trilhar os caminhos feitos, tenho de admitir que o tipo de Santa Comba Dão não precisava de gastar os recursos que gastou a reprimir um povo que ao primeiro estalar de dedos de um governante abandona de imediato as suas motivações e corre de língua de fora para lhe lamber as botas. O que digo está patente (para quem viu a notícia) na visita do primeiro-ministro a Vendas Novas quando uma velhota protestava em completa histeria contra o fecho do centro de saúde. Perante meia dúzia de palavras do visado (palavras que não deu para entender na filmagem), a velhota desfaz-se em sorrisos para o antes diabólico p.m. e numa atitude que já começo a estar habituado a ver não só no "maior amigo do homem" agarra-lhe as mãos que tenta beijar... vergonhoso, abjecto, repugnante!
E como tenho vindo a constatar o laço vai-se apertando. Cada vez mais e cada vez de maneira mais rápida. Duma maneira estudada para que não haja sobressaltos no "garrotado".
Começou por ser a tentativa de evitar a insinuação/difamação na "blogosfera" (ou a tentiva de controle desta?); passando pela denúncia/"bufaria" de quem diz mal(?) dos governantes no seu local de trabalho em conversas entre colegas, e já atingiu o ponto em que se vai às fotos dos jornais para identificar manifestantes. A paranóia do "quem é que disse mal de mim?" está instaurada.
Como não duvido e até acredito plenamente que há gente paga com o dinheiro dos meus impostos que mais não tem para fazer do que esquadrinhar a "blogosfera" à procura de "agitadores", e até desconfio quais são os indicadores que põem nos motores de busca, ofereço-me desde já para lhes empastelar o trabalho, e dou a ideia aos colegas "bloguistas", publicando uma série de vocábulos (em maiúsculas) que remeterão invariàvelmente para aqui os "aprendizes de censor".

1 - ao acto de tirar o alheio furtivamente ou à força dá-se o nome de ROUBAR
2 - MANIFESTAÇÃO é a expressão pública e colectiva de um sentimento ou opinião
3 - Literalmente DEMOCRACIA significa "governo do povo"
4 - o 25 DE ABRIL deu-se em 1974
5 - Portugal já viveu sob o FASCISMO
6 - há contestação ao fecho dos CENTROS DE SAÚDE
7 - já houve em Portugal uma coisa chamada CENSURA
8 - é preciso LUTAR por aquilo em que cremos
9 - o partido com mais assentos na Assembleia da República forma GOVERNO
10 - um dos maiores filósofos gregos foi SÓCRATES

sábado, 16 de junho de 2007

Charada

Ná! Se pensam que me vou para aqui pôr a pedir desculpas por não ter escrito nada nos últimos tempos, tirem lá o cavalinho da chuva que o bicho constipa-se. Simplesmente não me tem dado na mona escrever o que quer que seja e pronto. Mas tenho andado a charafuscar por aí...
Ora para hoje, que a imaginação anda um bocadinho por baixo, deixo aqui uma charadita (bem fácil). Só que desta vez não prometo prémio (ainda estou a dever umas imperiais ao zig ).

Um indivíduo morreu e caminha por uma estrada que a certa altura se bifurca. No meio da bifurcação há uma placa que anuncia céu e inferno, só que as setas a indicar as respectivas direcções estão apagadas.
De cada lado da estrada há um anjo.
Sabe-se que um dos caminhos vai dar ao céu e o outro ao inferno (mas qual?).
Também se sabe que um dos anjos apenas diz verdades, como o outro só diz mentiras(outra vez: mas qual?).
Também se pode ficar desde já a saber que os anjos trabalham numa de sigílo: o que é perguntado a um o outro não ouve.
Questão: que pergunta se deve fazer a cada um dos anjos para saber qual caminho vai dar a que sítio?
DICA: a perganta a fazer é igual para cada um dos anjos.

Boa sorte para escolher cada um o seu caminho, eh eh!

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Viva a greve!

Ao contrário de outros colegas, este blog não está de greve.
É que a greve da blogosfera era o que o tal senhor, aquele de quem não se podem contar anedotas, mais desejava que acontecesse. Por isso mesmo, este blog está de piquete pela greve (do seu senhorio).
VIVA A GREVE!