sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Este não tem título

Bjinho bjinho (pra elas).
Aperto de mão e palmadinha nas costas (pra eles).
Sorriso de orelha a orelha na cara de todo o pessoal enquanto se esfregam as mãos pra espantar o frio da manhã de sábado na Meia-laranja, ali prás bandas do Luis da Rocha.
Até que enfim ninguém fala de futebol, da gaja que se zangou com o gajo e pôs a boca no trombone (foi a consciência ou a dôr de cotovelo?).
-Tchiiii! pá!! Há quanto tempo!!! Onde é que tens andado?
- Cala-te que estou farto de te mandar mensagens e kolmis pró telemóvel e tu... nada!
- Sabes, eu tenho lá tempo...
- Nem eu... mas nem me respondeste aos "mails" que te mandei com música e frases do Gandi.

Pois, pois... conversa da treta...
Da treta de vida que muitos consideram viver (não será "sobreviver"?)
Como se, para manter uma amizade, fosse preferível mandar "mailzinhos" com frases babosas "do gandi" que nem o Gandi sonhou, ou estrelinhas a piscar por cima duma foto dum bebé que nem sabe que anda aí pelas nets, com meia-dúzia de baboseiras em letras amarelas do género "ser amigo é ter tempo pra reflectir na amizade" e quejandices. Faz lembrar aquela do livro "O que você precisa saber pra ser feliz com o seu homem", escrito por uma freira de noventa anos, enclausurada desde os dezassete, que passou pela vida (passou, não viveu) sem saber por que é que uns são homens e outras mulheres...
Mas enfim, passemos à frente.
Como não tenho tempo nem paciência pra cretinices e até me considero um gajo sincero, aí vai:
que cada um tenha no próximo ano o dobro daquilo que me desejar.
Agora, desenrasquem-se, eh eh.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Longa vida à Praça


Decidiu a Academia galardoar a Azinheira com o Pelourinho de Bronze 2006 dos blogs regionais. E fazendo fé no ditado popular de que "para casa, até pedras", estas coisas sabem bem. Embora tenha que dar razão ao nikon (não é graxa, não senhor, é a posteriori) porque tenho "postado" menos ùltimamente, reconheço que aquela coisa dos cotonetes é chata como o caraças. Já vinha pensando nisso e hoje decidi-me, tirei-o dali.
Mas voltemos ao que interessa. É sempre com satisfação que se constata que existimos e que afinal de contas até contribuimos um poucochinho para esta bola quase toda azul que habitamos. Daí que aos co-contemplados remeta também os meus parabéns.
Gostaria de poder dar um prémio ao Praça da República pela coragem de remar contra a maré, de pôr dedos nas feridas, de não se render/vender, mas já 345.350 (trezentos e quarenta e cinco mil e trezentos e cinquenta!!!) o fizeram antes de mim com a sua visita. Longa vida à Praça!